sábado, outubro 31, 2026
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RuralCast: FAPERON alerta para crédito caro e custos do agro

Tiago Martins analisa financiamento, logística e dados estratégicos em entrevista gravada na UNIR, em Cacoal.

Agronegócio de Rondônia: composição ilustrativa de Tiago Martins ao microfone, com lavouras, pecuária, grãos e gráficos de produção.
Imagem de capa ilustrativa da entrevista do RuralCast com Tiago Martins, da FAPERON, sobre custos, crédito e dados do agronegócio de Rondônia. Composição editorial AgoraRO gerada por IA a partir de imagem de referência.

O agronegócio de Rondônia pode enfrentar dificuldades para manter seu ritmo de expansão diante do crédito caro, do aumento dos custos e dos obstáculos à regularização de propriedades. A avaliação é de Tiago Martins, assessor técnico da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Rondônia (FAPERON), em entrevista ao RuralCast. Ele também aponta o uso de dados e a industrialização como caminhos para fortalecer a competitividade da produção local.

Apresentado pelo professor Charles Carminati, o podcast do Grupo Amazun foi gravado no AgroHub da Universidade Federal de Rondônia (UNIR), em Cacoal, durante a cobertura do Agro&Cont 2026. O AgoraRO reúne o episódio completo e seis momentos da conversa sobre custos, crédito, políticas de apoio e informações úteis aos produtores.

▶ Assista ao RuralCast — episódio completo

Charles Carminati conversa com Tiago Martins sobre os riscos econômicos, a atuação da FAPERON e o uso de dados para o campo.

Assistir à entrevista completa no canal Olá Rondônia

Campo Futuro identifica custos do café e da soja

Uma ferramenta para entender a situação das propriedades é o Campo Futuro. Na entrevista, Tiago Martins relata levantamentos realizados com a cafeicultura de Rondônia nos últimos anos e a inclusão de soja, considerando custos das safras e depreciação dos equipamentos. O objetivo é conhecer quanto custa produzir antes de avaliar a rentabilidade de cada atividade.

O projeto, coordenado nacionalmente pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e pelo Senar, utiliza painéis com produtores e técnicos para construir referências econômicas regionais. Para o agronegócio de Rondônia, esses dados ajudam a comparar sistemas de produção e discutir políticas públicas. Os resultados são referências regionais, não o custo exato de cada propriedade.

▶ Melhor momento 1 — Campo Futuro identifica custos do café e da soja

Tiago Martins explica como os levantamentos de custos da CNA e das federações permitem comparar despesas e resultados das safras. Trecho: 03:36–04:26.

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Regularização, infraestrutura e indústria entram na agenda rural

A atuação da FAPERON, segundo o assessor, inclui a defesa de produtores de diferentes portes por meio dos sindicatos rurais. Na conversa, ele cita atividades de regularização fundiária em Espigão d’Oeste e explica como a segurança jurídica é relevante para investimentos, planejamento e continuidade das atividades no campo.

Outro desafio para o agronegócio de Rondônia é beneficiar mais produtos dentro do estado, agregando valor antes da venda. Tiago relaciona essa perspectiva à logística, à infraestrutura e à necessidade de reunir informações capazes de orientar a atração de empresas e indústrias. Ele apresenta esses pontos como prioridades de atuação, não como empreendimentos já contratados.

▶ Melhor momento 2 — Regularização, infraestrutura e indústria entram na agenda rural

A FAPERON descreve a representação dos produtores, a regularização fundiária e a necessidade de infraestrutura e beneficiamento da produção. Trecho: 05:44–07:44.

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Crédito caro e custos pressionam o agronegócio de Rondônia

O alerta mais direto da entrevista aparece quando Tiago descreve a combinação de crédito caro, custos elevados e insegurança fundiária e ambiental. Na sua avaliação, esses fatores podem reduzir o ritmo de expansão do agronegócio de Rondônia, mesmo com o avanço de atividades como café, soja e mandioca. É uma análise de risco apresentada pelo convidado, e não um indicador oficial de retração já observada.

Rondônia está distante de importantes centros fornecedores e consumidores, circunstância que, conforme o entrevistado, pesa sobre o transporte de insumos e o escoamento da produção. Com margens apertadas, um problema climático ou uma decisão financeira mal calculada pode aumentar o endividamento. Para o produtor, acompanhar despesas, produtividade e condições do financiamento torna-se parte da gestão cotidiana.

▶ Melhor momento 3 — Crédito caro e custos pressionam o agronegócio de Rondônia

O assessor relata preocupações de produtores com financiamento, insumos, custos logísticos e o risco de desaceleração. Trecho: 09:34–11:28.

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Dados e universidades podem orientar decisões no campo

Tiago resume o problema de planejamento em uma mensagem central: sem dados e informações, é difícil decidir onde investir. O assessor defende estudos que permitam comparar custos e gargalos de diferentes cadeias produtivas, considerando as particularidades das regiões de Rondônia. Esses levantamentos também podem ajudar a discutir oportunidades de agroindustrialização.

Na entrevista, ele cita a parceria com a UNIR, o IFRO e instituições de pesquisa como uma maneira de aproximar estudantes, professores e profissionais das necessidades concretas das propriedades. A proposta é transformar dados dispersos em informação útil para produtores, entidades e gestores, em vez de depender apenas de impressões sobre o mercado.

▶ Melhor momento 4 — Dados e universidades podem orientar decisões no campo

Martins destaca a importância de informações confiáveis, pesquisas e parcerias com universidades para compreender as cadeias produtivas. Trecho: 14:49–16:40.

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Painel Agro permite consultar cadeias produtivas e gerar relatórios

Para orientar decisões no agronegócio de Rondônia, Tiago apresenta o Painel Agro, plataforma que, segundo ele, facilita consultas a informações econômicas e produtivas. A ideia é permitir que produtores, sindicatos e gestores escolham uma cadeia, um município e um período para visualizar dados e comparações.

O convidado afirma que a ferramenta pode emitir um relatório em PDF, útil para reuniões e planejamento. Os dados apresentados precisam ser interpretados conforme a região, o período consultado e as características de cada atividade, para que sirvam como apoio às decisões de produção e investimento.

▶ Melhor momento 5 — Painel Agro permite consultar cadeias produtivas e gerar relatórios

O entrevistado apresenta uma plataforma da FAPERON com filtros por município, atividade e período e geração de relatórios em PDF. Trecho: 18:20–20:31.

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Produtores podem levar demandas aos sindicatos e à FAPERON

Ao encerrar a conversa, Tiago convida produtores de diferentes atividades e tamanhos de propriedade a apresentar suas demandas aos sindicatos rurais. Segundo ele, essa organização facilita o encaminhamento de problemas à FAPERON e a articulação de respostas envolvendo as entidades do Sistema FAPERON/Senar.

A mensagem final combina preocupação com os obstáculos atuais e confiança na capacidade de adaptação do agronegócio de Rondônia. A entrevista mostra que o desafio não se limita a produzir mais: envolve financiamento sustentável, documentação, logística, conhecimento de custos e decisões apoiadas por informações confiáveis.

▶ Melhor momento 6 — Produtores podem levar demandas aos sindicatos e à FAPERON

Tiago orienta produtores a procurar seus sindicatos rurais para organizar demandas e buscar atendimento junto à federação. Trecho: 21:30–22:24.

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Fontes e créditos

Produção audiovisual: RuralCast / Grupo Amazun. Divulgação: canal Olá Rondônia. Apresentação: professor Charles Carminati. Entrevistado: Tiago Martins, assessor técnico da FAPERON. Os melhores momentos são intervalos do mesmo vídeo, selecionados a partir da legenda SRT fornecida.