
A reforma tributária no agro não se resume à mudança de impostos: também exige atenção à formação de preços, ao controle de custos e à gestão das propriedades e empresas rurais. Essa é uma das análises de Elba Oliveira de Araújo, vice-presidente de Desenvolvimento Profissional do Conselho Regional de Contabilidade de Rondônia (CRCRO), em entrevista ao RuralCast gravada na Universidade Federal de Rondônia (UNIR), em Cacoal.
O apresentador Charles Carminati recebe a contadora no podcast do Grupo Amazun, disponibilizado pelo canal Olá Rondônia. O episódio apresenta a atuação do CRCRO, os desafios da atualização profissional e o Agro&Cont 2026, com programação nos dias 30 e 31 de outubro no campus da UNIR, em Cacoal.
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Elba Araújo conversa com Charles Carminati sobre reforma tributária, agronegócio e contabilidade. Duração aproximada: 22min49s.
O que faz o CRCRO e por que ele não é sindicato
Ao explicar a atuação do Conselho Regional de Contabilidade de Rondônia (CRCRO), Elba Oliveira de Araújo destaca que o órgão não deve ser confundido com um sindicato. O conselho atua no registro, na fiscalização do exercício profissional e no estímulo à formação continuada.
A entrevistada relaciona essas atividades à proteção da sociedade e à necessidade de serviços contábeis prestados por profissionais tecnicamente preparados. A distinção ganha importância em um cenário de mudanças tributárias que exigem atualização constante.
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Elba diferencia as responsabilidades dos conselhos profissionais e dos sindicatos e explica o registro, a fiscalização e a educação continuada. Trecho: 03:42 a 04:54.
Cursos on-line ampliam a qualificação em Rondônia
A vice-presidente relata que o CRCRO procura identificar as necessidades dos profissionais em visitas aos municípios e organiza ações de capacitação a partir dessas demandas. Cursos realizados a distância ampliaram a possibilidade de alcançar contadores de diferentes localidades do estado.
Segundo Elba, a educação continuada ajuda a acompanhar a reforma tributária no agro e outras mudanças do mercado sem depender exclusivamente de eventos presenciais. O foco é preparar a classe contábil para orientar melhor seus clientes.
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A vice-presidente descreve a escuta dos profissionais nos municípios e o alcance estadual dos cursos oferecidos a distância. Trecho: 07:22 a 09:03.
Como surgiu o Agro&Cont e por que Cacoal recebe a segunda edição
Elba recorda que a primeira edição do Agro&Cont ocorreu em 2025, em Ariquemes, e teve participação de profissionais ligados ao agronegócio. A segunda edição foi organizada para 30 e 31 de outubro de 2026, no campus da UNIR em Cacoal.
O encontro aproxima contadores, estudantes, empresários, produtores rurais e especialistas para discutir a reforma tributária no agro, a gestão e decisões que afetam a atividade econômica do campo. A programação oficial é disponibilizada pelo CRCRO.
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Elba relembra o primeiro encontro em Ariquemes e a escolha de Cacoal para sediar o evento seguinte. Trecho: 09:42 a 10:36.
Programação técnica: holdings, produtor PF ou PJ e novos tributos
Ao detalhar a programação, a convidada menciona debates sobre holdings e governança, recuperação judicial no agronegócio, tributação do produtor como pessoa física ou jurídica e os efeitos da reforma tributária no agro. Para Elba, a escolha dos palestrantes leva em conta a experiência técnica e a utilidade do conhecimento compartilhado.
A agenda oficial do Agro&Cont prevê ainda painel sobre a passagem do ICMS ao IBS e palestra sobre CBS, IBS, diferimento e créditos no setor agropecuário. A entrevista apresenta a programação, não uma explicação detalhada das alíquotas ou da situação fiscal individual de cada produtor.
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A convidada apresenta os temas do encontro, das estruturas societárias à tributação dos produtores e às discussões sobre IBS e CBS. Trecho: 14:50 a 16:56.
Reforma tributária no agro exige olhar para custos e gestão
Este é um dos pontos centrais da entrevista. Elba afirma que a reforma tributária no agro deve ser compreendida para além da substituição de tributos. A mudança envolve a forma de administrar empresas, controlar custos e avaliar como produtos e serviços chegam aos compradores.
A entrevistada ressalta que a adaptação exigirá amadurecimento das organizações e acompanhamento das etapas de transição. Como contexto normativo, a Receita Federal informa que 2026 é o ano de testes do IBS e da CBS, enquanto novas etapas passam a valer a partir de 2027. O impacto concreto varia conforme a atividade e o enquadramento tributário.
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Elba explica por que não basta trocar impostos: a gestão dos negócios e a formação de preços também exigem atenção. Trecho: 18:17 a 19:15.
Contador assume papel consultivo e Elba orienta estudantes
Na parte final, Elba dirige uma mensagem aos estudantes de Ciências Contábeis e aos profissionais já formados. Ela destaca que a profissão se tornou mais ampla e que o contador pode atuar como consultor para decisões empresariais, indo além das rotinas tradicionais de escrituração e cumprimento de obrigações.
Para jovens que estudam na UNIR e em outras instituições de Rondônia, a convidada enfatiza a formação permanente. O recado também vale para quem atende o agronegócio: compreender a realidade dos clientes e as transformações tributárias será parte relevante do trabalho profissional.
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Na conclusão, Elba fala da diversificação da carreira, da função consultiva da contabilidade e da importância de continuar estudando. Trecho: 20:24 a 22:05.
Entenda o alcance do episódio
A conversa oferece uma visão sobre os desafios da transição tributária e apresenta o Agro&Cont, mas não substitui uma análise fiscal individualizada. Regime tributário, custos e obrigações variam conforme a atividade e as regras aplicáveis a cada produtor ou empresa.


























