A Operação Nêmesis, realizada pela Polícia Federal com apoio do Ibama, inutilizou 72 embarcações e equipamentos usados no garimpo ilegal no Rio Madeira, em Porto Velho. A ação ocorreu na terça-feira (27), no trecho entre os distritos de Calama e São Carlos, e teve como alvo a extração irregular de ouro.
Além das estruturas, as equipes inutilizaram 16 mil litros de óleo diesel destinados ao abastecimento do garimpo. Também foram apreendidos três frascos de mercúrio e oito aparelhos celulares. Segundo a PF, as investigações continuam para identificar proprietários de dragas e financiadores da atividade ilegal.
Operação Nêmesis ocorreu entre Calama e São Carlos
A fiscalização alcançou um trecho do Rio Madeira entre os distritos de Calama e São Carlos, na região de Porto Velho. A atuação da PF e do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) teve como objetivo combater a exploração de ouro sem autorização no leito do rio.
A localização informada pela PF identifica o trecho fiscalizado, mas a nota não apresenta coordenadas nem relaciona individualmente cada equipamento a um ponto do rio. O resultado divulgado corresponde à operação realizada em 27 de outubro, sem incluir ações anteriores.
Quais foram os 72 equipamentos inutilizados
O levantamento da Polícia Federal discrimina os 72 bens empregados na extração e no beneficiamento do ouro. Foram atingidas embarcações e estruturas mecânicas utilizadas no funcionamento do garimpo ilegal no Rio Madeira.
Embora o balanço inclua embarcações, motores e bombas, não se trata de 72 dragas ou de 72 embarcações. As dragas somam 17 unidades. A distinção é importante para compreender o alcance da fiscalização sem ampliar artificialmente os números.

Diesel inutilizado e materiais apreendidos
A Operação Nêmesis também atingiu o abastecimento das estruturas de extração ilegal. Conforme a PF, 16 mil litros de óleo diesel foram inutilizados. A divulgação não detalha o método empregado nem apresenta análise do eventual impacto ambiental desse procedimento.
Já os três frascos de mercúrio e oito celulares foram apreendidos, e não contabilizados entre os 72 bens inutilizados. A PF informou que o material será analisado e poderá ajudar a identificar os proprietários das dragas e quem financia a exploração ilegal.
Investigação busca proprietários e financiadores
A Polícia Federal informou que as investigações prosseguem para identificar os proprietários das embarcações e os financiadores do garimpo ilegal. A nota não divulga nomes de investigados nem informa prisões durante a Operação Nêmesis.
Segundo a instituição, os responsáveis poderão responder por usurpação de bem da União, extração mineral sem autorização e uso de substância tóxica. A possibilidade de responsabilização ainda depende da apuração e não equivale a condenação.





























