segunda-feira, agosto 3, 2026
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Cooperativismo pode fortalecer o agro e a agricultura familiar em Rondônia

Salatiel Rodrigues, presidente da OCB Rondônia, fala sobre organização, crédito, regularização, logística e agregação de valor no campo.


Dê o play e assista ao episódio completo

Cooperativismo em Rondônia é o tema de um episódio do RuralCast com Salatiel Rodrigues, presidente da OCB Rondônia. A conversa apresenta o modelo cooperativista como caminho para organizar produtores, ampliar acesso a serviços e fortalecer a economia ligada ao campo.

Na entrevista conduzida por Adalto Costa, o convidado aborda agricultura familiar, capacitação, crédito, industrialização, cooperativas indígenas, regularização fundiária e ambiental, outorga de água, logística e custos que afetam o escoamento da produção.

Neste artigo, você vai ver:
• como o cooperativismo transforma esforço individual em organização coletiva;
• o papel da OCB e do Sescoop na defesa, formação e gestão das cooperativas;
• por que crédito, intercooperação e industrialização ajudam a agregar valor;
• a contribuição das cooperativas indígenas para produção e acesso ao mercado;
• como regularização, água, crédito, logística e pedágio entram nos custos do campo;
• as demandas reunidas pela Caravana do Agro Sustentável 2026.

Cooperativismo em Rondônia transforma esforço individual em organização coletiva

Salatiel Rodrigues apresenta o cooperativismo como uma forma de unir pessoas em torno de objetivos econômicos e sociais comuns. No cooperativismo em Rondônia, o cooperado não participa apenas como cliente: ele integra uma organização na qual pode acompanhar decisões, contribuir com a gestão e participar dos resultados.

O presidente da OCB Rondônia também afirma que as cooperativas estão presentes nos 52 municípios do estado, com atuação em diferentes ramos. Para o setor produtivo, essa capilaridade pode aproximar crédito, assistência, comercialização e outros serviços de produtores que, isoladamente, teriam menor capacidade de negociação.

Salatiel explica o cooperativismo de forma simples

O trecho começa quando o convidado apresenta o cooperativismo para quem ainda não conhece o modelo.

OCB e Sescoop atuam na defesa e na capacitação das cooperativas

Na entrevista, Salatiel diferencia as funções dentro do sistema. A OCB é apresentada como responsável pela representação institucional, pela defesa do cooperativismo e pelo diálogo relacionado a políticas públicas. O Sescoop aparece ligado à educação, à formação, ao monitoramento e à profissionalização da gestão.

Esse trabalho é importante porque cooperativas também precisam de planejamento, controles internos, dirigentes preparados e equipes qualificadas. O crescimento sem gestão pode aumentar riscos; por isso, capacitação e acompanhamento são tratados como parte da sustentabilidade do próprio negócio coletivo.

OCB e Sescoop apoiam representação, educação e gestão

Salatiel detalha a atuação institucional da OCB e a função técnica de formação e monitoramento do Sescoop.

Intercooperação ajuda a ampliar crédito, serviços e mercado

Um dos pontos centrais do episódio é a intercooperação. Dentro do cooperativismo em Rondônia, cooperativas de crédito podem apoiar organizações de outros ramos, criando uma rede em que serviços, financiamento, conhecimento e oportunidades circulam dentro do próprio sistema.

A conversa também destaca a necessidade de industrializar e beneficiar a produção em Rondônia. Castanha, café, açaí, cupuaçu e outros produtos podem gerar mais emprego e renda quando chegam ao mercado com processamento, embalagem, identidade e qualidade, em vez de sair do estado apenas como matéria-prima.

Intercooperação e agregação de valor fortalecem o agro

O convidado relaciona crédito cooperativo, serviços, industrialização e geração de valor para os produtos de Rondônia.

Salatiel Rodrigues apresenta produto de castanha durante entrevista sobre cooperativismo e agregação de valor em Rondônia
Durante o RuralCast, Salatiel Rodrigues destaca a importância de beneficiar produtos locais e ampliar a renda dos produtores.

Cooperativas indígenas ampliam organização e acesso ao mercado

O episódio reserva espaço para experiências ligadas aos povos originários. Salatiel cita cooperativas indígenas como exemplo de organização coletiva capaz de reunir produção, melhorar apresentação dos produtos e criar caminhos de comercialização que seriam mais difíceis para uma família ou produtor atuando sozinho.

A Coopaiter é mencionada no debate como referência de uma agenda que envolve café, castanha e outros produtos do território. A experiência ajuda a mostrar como o cooperativismo em Rondônia pode apoiar planejamento, qualidade, identidade, permanência no território e diálogo com novos mercados.

Cooperativas indígenas ganham escala e acesso a mercados

O trecho mostra por que a organização coletiva amplia a capacidade de produção, negociação e comercialização.

Regularização e outorga ainda limitam produção e acesso ao crédito

Ao avançar para os gargalos do setor, Salatiel cita regularização fundiária, regularização ambiental e outorga de água. Para o cooperativismo em Rondônia, a demora na documentação pode impedir investimentos, atrasar irrigação e reduzir a segurança necessária para o produtor planejar a propriedade.

O problema também chega ao crédito. Sem documentação da terra e garantias adequadas, instituições financeiras encontram obstáculos para liberar recursos. A entrevista apresenta essas pendências como temas de política pública e evita vincular as demandas a apoio partidário ou eleitoral específico.

Regularização, água e crédito afetam quem produz

Salatiel relaciona documentação, outorga de água, irrigação e garantias exigidas para acesso a financiamento.

Caravana do Agro Sustentável reúne demandas do setor produtivo

Salatiel relata que a Caravana do Agro Sustentável 2026 saiu de Porto Velho com participação de empresários, lideranças e mais de 20 entidades. O objetivo, segundo o entrevistado, foi ouvir pessoas ligadas à produção em diferentes regiões e organizar os principais entraves encontrados no caminho.

A iniciativa teria reunido nove tópicos em uma carta, incluindo regularização fundiária, outorga, crédito e logística. O documento é apresentado como instrumento para cobrar respostas de futuros gestores, mantendo a discussão no campo institucional e das políticas públicas.

Caravana do Agro Sustentável coleta demandas em Rondônia

O convidado explica como entidades percorreram o estado para ouvir produtores e sistematizar dificuldades.

Logística e pedágio entram na conta do produtor e do consumidor

A logística aparece como outro desafio fora da porteira. O entrevistado afirma que o custo de transportar insumos e produção interfere diretamente na competitividade do campo. No caso da BR-364, ele diz não ser contrário à duplicação ou à cobrança em si, mas questiona o formato e o peso financeiro para quem percorre longas distâncias.

A avaliação apresentada no RuralCast é que custos de transporte não ficam restritos ao caminhoneiro ou à cooperativa. Eles podem ser incorporados ao preço dos produtos e alcançar toda a cadeia, do produtor ao consumidor final.

Pedágio e transporte pressionam os custos do agro

O trecho aborda a BR-364 e a forma como despesas logísticas podem ser transferidas ao longo da cadeia produtiva.

Futuro do agro passa por organização, gestão e valor agregado

Ao longo do episódio, Salatiel defende que o futuro do campo depende de produtores mais organizados, cooperativas profissionalizadas, crédito conectado às necessidades reais e políticas públicas capazes de reduzir entraves documentais e logísticos. Nesse cenário, o cooperativismo em Rondônia aparece como instrumento de organização, escala e participação econômica.

A mensagem final não apresenta o cooperativismo como solução automática para todos os problemas. O modelo exige participação dos cooperados, gestão democrática, capacitação e planejamento. Ainda assim, a entrevista mostra como a atuação coletiva pode ampliar escala, abrir mercados e manter uma parcela maior da renda circulando no estado.

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