
Cooperativa indígena Paiter Suruí, organização produtiva e desenvolvimento sustentável foram tema de um novo episódio do RuralCast. Gravado durante o Dia de Campo Paiter Suruí, na Comunidade Lapetanha, em Cacoal, o programa recebeu Naraymi Suruí, presidente da Coopaiter.
Na conversa com Adalto Costa, Naraymi falou sobre a atuação da cooperativa, a organização dos produtores indígenas, a agregação de valor ao café, ao cacau, à castanha e a outros produtos ligados à floresta.
O episódio mostra que a cooperativa indígena Paiter Suruí vai além da comercialização. A Coopaiter aparece como instrumento de planejamento, fortalecimento comunitário, busca por mercado, preservação ambiental e geração de oportunidades para famílias da Terra Indígena Sete de Setembro.
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Adalto Costa conversa com Naraymi Suruí sobre Coopaiter, cooperativismo indígena, café, castanha, cacau e produção sustentável em Rondônia.
Cooperativa indígena Paiter Suruí organiza produção no território
No início da entrevista, Naraymi Suruí é apresentado como presidente da Coopaiter, cooperativa ligada ao povo Paiter Suruí na Terra Indígena Sete de Setembro. O episódio foi gravado na Linha 11, durante uma programação voltada às cadeias produtivas dentro das áreas indígenas.
Naraymi afirma que o momento representa uma realização para a comunidade, especialmente pela presença de parceiros e pela discussão sobre o potencial produtivo existente no território. Para ele, organizar a produção é uma etapa essencial para alcançar qualidade e abrir diálogo com o mercado.
A fala mostra que a cooperativa indígena Paiter Suruí atua como uma ponte entre tradição, trabalho coletivo e novas formas de desenvolvimento. A preocupação central é transformar produtos locais em oportunidades para as famílias indígenas.
▶️ Assista ao trecho sobre a missão da Coopaiter
Naraymi fala sobre organização, qualidade e a necessidade de fortalecer o potencial produtivo dentro do território.
Café, castanha e cacau ganham valor com a Coopaiter
Durante a entrevista, Naraymi explica que a Coopaiter vem atuando em diferentes frentes produtivas. A castanha aparece como uma das cadeias já trabalhadas pela cooperativa, com produto pronto e organizado para comercialização.
Ele também destaca o início de ações ligadas à torrefação e à embalagem do café com identidade do povo Paiter Suruí. A proposta é fortalecer os cooperados, incentivar qualidade e criar condições para que os produtos indígenas sejam melhor reconhecidos.
Além do café e da castanha, o episódio cita o cacau e outros produtos da floresta como parte de uma agenda mais ampla de desenvolvimento. A lógica apresentada é de transformar potencial local em produto final, sem perder o vínculo com a cultura e com a natureza.
▶️ Assista ao trecho sobre café, castanha e mercado
Naraymi explica como a Coopaiter trabalha produtos como castanha e café, com foco em qualidade e agregação de valor.
Agregação de valor é desafio para os produtores indígenas
Na avaliação de Naraymi, um dos principais desafios da cooperativa é dominar melhor o acesso ao mercado e explicar aos produtores que a organização coletiva não trata apenas de economia. Para ele, a produção também está ligada à sobrevivência, à vida e ao bem-estar da população.
O presidente da Coopaiter defende uma produção com dedicação, qualidade e atenção aos princípios culturais. Ele relaciona o trabalho da cooperativa à busca por produtos orgânicos, extrativismo responsável e redução do uso de agrotóxicos.
Esse ponto amplia o papel da cooperativa indígena Paiter Suruí. A Coopaiter aparece como ferramenta de comercialização, mas também como espaço de debate sobre saúde, alimentação, natureza e preservação da identidade comunitária.
▶️ Assista ao trecho sobre mercado e sustentabilidade
O presidente da Coopaiter fala sobre mercado, qualidade, produtos orgânicos e bem-estar da comunidade.
Cooperativismo une renda, cultura e floresta
Produção: a Coopaiter busca organizar cadeias como café, castanha, cacau e outros produtos do território.
Mercado: a agregação de valor é apresentada como caminho para melhorar a renda dos cooperados.
Território: o cooperativismo é tratado como parte de uma estratégia de permanência, preservação e fortalecimento cultural.
Mudanças climáticas entram no debate sobre produção sustentável
Outro momento importante do episódio ocorre quando Naraymi fala sobre os desafios climáticos. Ele alerta que os produtores indígenas precisam se preparar para períodos de seca mais severos e para os impactos que isso pode causar na produção de alimentos.
A preocupação apresentada envolve infraestrutura, planejamento e políticas públicas. Na visão do presidente da Coopaiter, a produção sustentável depende de organização comunitária, mas também de apoio técnico e de condições adequadas para enfrentar mudanças no clima.
A fala reforça a importância do Dia de Campo Paiter Suruí como espaço de troca. A presença de instituições, lideranças e produtores ajuda a colocar a pauta produtiva em diálogo com temas como assistência, mercado, clima e segurança alimentar.
▶️ Assista ao trecho sobre desafios climáticos
Naraymi destaca a necessidade de preparo para seca, infraestrutura e produção de alimentos.
Parcerias ajudam a fortalecer a Coopaiter
No encerramento, Naraymi agradece aos parceiros presentes no processo, citando instituições como Senar, Emater, Sebrae e outras organizações que contribuem com ações voltadas à produção e à organização dos produtores.
Ele também agradece aos cooperados da Coopaiter e ao RuralCast pelo espaço de diálogo. A mensagem final reforça a importância do trabalho coletivo e do planejamento para transformar potencial produtivo em resultado concreto.
Para Rondônia, o episódio mostra uma experiência de agricultura indígena que combina liderança, cooperativismo e sustentabilidade. Nesse contexto, a cooperativa indígena Paiter Suruí se apresenta como parte de uma agenda que envolve renda, floresta, cultura e futuro para novas gerações.
Fonte da notícia:
RuralCast no YouTube.































