segunda-feira, julho 6, 2026
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Uso de celular por crianças cai e segurança vira principal preocupação dos pais

Alerta nacional ajuda famílias de Rondônia a discutirem redes sociais, privacidade e uso consciente da tecnologia.

crianças com celular
Pesquisa do IBGE mostra queda na posse de celular entre crianças de 10 a 13 anos, enquanto segurança e privacidade ganham peso na decisão das famílias.

A discussão sobre crianças com celular ganhou um novo dado nacional em 2025: pela primeira vez desde o início da série histórica, caiu a proporção de brasileiros de 10 a 13 anos que tinham o próprio aparelho.

O levantamento não traz recorte específico para Rondônia, mas serve de alerta para famílias em Porto Velho e no interior discutirem privacidade, redes sociais, exposição infantil e uso consciente da tecnologia dentro de casa e na escola.

Neste artigo, você vai ver:

  • o que mudou na posse de celular entre crianças de 10 a 13 anos;
  • por que segurança e privacidade passaram a liderar as preocupações;
  • como escolas e famílias podem tratar o tema sem pânico;
  • por que a tecnologia também segue importante para idosos, serviços públicos e comunicação.

A reportagem da Agência Brasil, com dados do módulo de tecnologia da informação e comunicação da Pnad Contínua, divulgada pelo IBGE, mostra que o debate sobre crianças com celular deixou de ser apenas financeiro e passou a envolver proteção digital.

Crianças com celular: queda aparece pela primeira vez na série

Em 2025, o IBGE identificou que 55,2% dos brasileiros de 10 a 13 anos tinham celular. O índice representa recuo de 1,5 ponto percentual em relação a 2024 e foi a primeira queda desde que a pesquisa começou a ser feita, em 2016.

O dado sobre crianças com celular chama atenção porque esse foi o único grupo etário com redução na posse do aparelho. Nas demais faixas de idade, o crescimento se manteve, e o uso de celular alcançou 89,8% da população em geral.

Ponto central

55,2% tinham celular em 2025

Faixa etária: crianças de 10 a 13 anos.

Variação: queda de 1,5 ponto percentual em relação a 2024.

Leitura: foi o único grupo etário com recuo na posse do aparelho.

Para famílias de Rondônia, o resultado não permite afirmar que houve queda no estado. A leitura correta é usar o levantamento nacional como referência para conversas sobre idade, necessidade, segurança, rotina escolar e combinados familiares.

Segurança e privacidade viram motivo principal

Entre os responsáveis por crianças que não têm celular, a preocupação com privacidade e segurança foi citada por 32%. O índice subiu 7,8 pontos percentuais em relação a 2024 e quase dobrou desde 2022.

Em 2022, o principal motivo alegado era o preço elevado do aparelho. Depois apareciam a falta de necessidade e o uso do celular de outra pessoa. Naquele momento, segurança e privacidade ainda estavam em quarto lugar.

Por que algumas famílias evitam o aparelho

2025

Privacidade e segurança foram o motivo mais citado, com 32% das respostas.

Alta

A preocupação subiu 7,8 pontos percentuais em relação a 2024.

Mudança

O tema passou de preocupação secundária para principal razão apontada pelos responsáveis.

No recorte nacional, crianças com celular passaram a ser vistas por mais responsáveis a partir de uma pergunta de proteção: não apenas se a família consegue comprar o aparelho, mas se a criança está pronta para lidar com exposição, aplicativos, mensagens e redes sociais.

Internet, escola e crianças com celular

O acesso à internet entre crianças de 10 a 13 anos também teve leve queda, independentemente do aparelho usado, passando de 84,9% para 84,4%. Entre as crianças ainda desconectadas, a falta de necessidade segue como principal motivo, mas privacidade e segurança aparecem em segundo lugar.

O tema ganhou outra camada com a Lei nº 15.100/2025, que trata do uso de aparelhos eletrônicos portáteis pessoais, inclusive celulares, em escolas públicas e privadas da educação básica. O Ministério da Educação também mantém orientações sobre celulares nas escolas.

O alerta para famílias e escolas

Sem pânico: tecnologia pode apoiar estudo, comunicação e acesso a serviços.

Combinados: horários, aplicativos, privacidade e redes sociais precisam ser discutidos.

Escola: regras de uso devem proteger aprendizagem, convivência e saúde dos estudantes.

Para famílias de Rondônia, o tema crianças com celular pode ser tratado como educação digital. Em vez de proibição automática ou liberação sem acompanhamento, o caminho mais seguro é diálogo, supervisão proporcional à idade e atenção aos riscos de exposição.

Tecnologia cresce entre idosos e no acesso a serviços

Enquanto houve recuo entre crianças de 10 a 13 anos, a tecnologia avançou entre idosos. Em 2025, 74,5% dos brasileiros com mais de 60 anos usavam internet, alta de 4,4 pontos percentuais em relação a 2024 e de mais de 29 pontos frente a 2019.

A proporção de idosos com celular passou de 78,3% em 2024 para 80,3% em 2025. Na população geral, o uso da internet subiu de 89,2% para 90,5%, mostrando que a conexão segue cada vez mais presente na vida cotidiana.

Tecnologia no cotidiano

Uso cresce em serviços e compras

Bancos: 74,2% acessavam bancos ou instituições financeiras pela internet.

Serviços públicos: acesso pela internet subiu de 33,2% para 41,1% desde 2022.

Compras: pela primeira vez, mais da metade da população conectada comprou ou encomendou pela internet, chegando a 52,7%.

Entre as funcionalidades mais frequentes, conversar por chamadas de voz ou vídeo aparece com 95,3% dos usuários de internet. Depois vêm envio de mensagens de texto, voz e imagens por aplicativos, com 90,2%, e assistir vídeos, incluindo programas, filmes e séries, com 89,3%.

Como famílias podem tratar o tema em Rondônia

O debate sobre crianças com celular não deve culpabilizar pais, mães, escolas ou estudantes. A tecnologia faz parte da vida social, mas exige orientação, limites claros e cuidado com privacidade, exposição de imagem, contatos desconhecidos e redes sociais.

Como serviço público, o tema crianças com celular precisa ser tratado com equilíbrio: reconhecer os usos positivos da internet, como estudo, comunicação e serviços, e ao mesmo tempo orientar crianças e adolescentes sobre segurança digital.

Ao observar o debate sobre crianças com celular, famílias de Rondônia podem equilibrar acesso à tecnologia, proteção da privacidade e acompanhamento responsável no dia a dia.