
O MPRO, por meio do GAECO, deflagrou nesta terça-feira, 07/07, a Operação Audácia XI, em conjunto com forças de segurança pública, para cumprir mandados judiciais em Rondônia e em outros três estados.
Segundo o Ministério Público do Estado de Rondônia, a ação busca cumprir 89 mandados de busca e apreensão e 35 mandados de prisão, além de reunir elementos para um Procedimento Investigatório Criminal, PIC, em andamento.
Neste artigo, você vai ver:
- quantos mandados judiciais foram informados pelo MPRO;
- quais cidades aparecem no cumprimento das ordens;
- quais órgãos participam da ação integrada;
- por que a cobertura exige presunção de inocência e cautela jurídica.
Operação Audácia XI cumpre mandados em quatro estados
De acordo com a comunicação oficial do MPRO, a Operação Audácia XI foi deflagrada como uma ação integrada de combate ao crime organizado no Estado de Rondônia, com atuação de forças estaduais e federais.
Os mandados foram deferidos pela 1ª Vara de Garantias da Comarca de Porto Velho/RO. A finalidade informada é instruir um Procedimento Investigatório Criminal, PIC, instaurado no MPRO para apurar a suposta prática do crime de constituição ou integração de organização criminosa.
124 mandados foram informados
Buscas: 89 mandados de busca e apreensão.
Prisões: 35 mandados de prisão.
Justiça: ordens deferidas pela 1ª Vara de Garantias da Comarca de Porto Velho/RO.
Cidades alcançadas pela Operação Audácia XI
Os mandados são cumpridos em Porto Velho/RO, Ariquemes/RO, Machadinho do Oeste/RO, Rolim de Moura/RO, Cruzeiro do Sul/AC, Humaitá/AM e Catanduvas/PR.
Na Operação Audácia XI, a presença de municípios de quatro unidades da Federação indica que a apuração tem alcance interestadual, mas não autoriza concluir culpa de investigados nem afirmar resultado final antes de balanço oficial.
Alcance territorial da ação
Rondônia
Porto Velho/RO, Ariquemes/RO, Machadinho do Oeste/RO e Rolim de Moura/RO.
Outros estados
Cruzeiro do Sul/AC, Humaitá/AM e Catanduvas/PR também aparecem na lista de cumprimento dos mandados.
Cautela
A fonte não informa, nesta etapa, balanço final de cumprimento de todos os mandados.
Objetivo investigativo da Operação Audácia XI
O PIC apura, segundo o MPRO, a suposta prática do crime de constituição ou integração de organização criminosa, previsto no art. 2º da Lei nº 15.358/2026, citada no material como Lei Antifacção.
A Operação Audácia XI também tem como finalidade a recaptura de foragidos da Justiça e o cumprimento de mandados de prisão em aberto no Banco Nacional de Mandados de Prisão, BNMP.
A fonte informa ainda que podem ser constatados eventuais flagrantes durante as buscas ou durante o patrulhamento, como posse ou porte ilegal de arma de fogo e/ou munição, receptação e tráfico de drogas, entre outros. Até novo balanço, esses pontos devem ser tratados como possibilidades operacionais, não como resultado confirmado.
Em outra apuração recente sobre segurança pública, o AgoraRO adotou linguagem semelhante ao tratar de operação da PF em Rondônia, separando investigação, mandados judiciais e responsabilidade individual.
Forças de segurança atuam de forma integrada
A ação envolve SESDEC, SEJUS, PMRO, PCRO, PP, POLITEC, CBMRO, PF e SENAPEN, além de equipes especializadas estaduais e federais.
Entre as equipes citadas estão GAECO do MPRO, GAECO do MPAC, Força Tarefa Integrada de Combate ao Crime Organizado da SESDEC, FTICCO, Força Integrada de Combate ao Crime Organizado, FICCO, Polícia Federal, PF, BOPE, BPCHOQUE, BPTAR, BPFRON, PATAMO, CORE, DERF, DECON, DHPP, GAVE, GOA/CBMRO, GEOP, GAPE, POLITEC, Penitenciária Federal de Catanduvas/PR e PMAM.
Estrutura mobilizada
Coordenação: MPRO, por meio do GAECO, com apoio de órgãos estaduais e federais.
Efetivo: a fonte informa participação de mais de 300 agentes.
Atuação: cumprimento de mandados, recaptura de foragidos e apoio às diligências autorizadas pela Justiça.
Nome da operação e cuidado com a linguagem
Segundo o MPRO, o nome atribuído à ação faz referência ao comportamento de alguns investigados que ostentariam em redes sociais porte e posse de armas de fogo, inclusive de uso restrito, grandes quantidades de dinheiro, droga e referências expressas à facção criminosa da qual se diriam integrantes.
Essa descrição deve ser lida como informação da investigação. A cobertura jornalística não deve expor perfis, rostos, endereços ou redes sociais de investigados, nem transformar suspeitas em condenação.
Presunção de inocência na Operação Audácia XI
A Operação Audácia XI ocorre em fase investigativa e tem como finalidade reunir elementos para o PIC. Por isso, os alvos devem ser tratados como investigados, e não como condenados.
O cuidado é semelhante ao adotado em outras matérias de apuração criminal publicadas pelo AgoraRO, como a cobertura sobre investigação de tráfico interestadual de drogas em Rondônia, em que a responsabilidade individual depende da análise das provas e das decisões judiciais.
O que a cobertura não deve afirmar
Culpa: investigados não devem ser tratados como condenados.
Balanço: apreensões e prisões efetivadas dependem de confirmação oficial posterior.
Exposição: nomes, rostos, endereços e redes sociais de alvos não devem ser divulgados sem necessidade jornalística e base legal.
A Operação Audácia XI deve ser acompanhada como uma ação judicial e investigativa de grande alcance, com foco nos mandados, nos municípios, nos órgãos participantes e na preservação da presunção de inocência.

























Ação integrada do MPRO, GAECO e forças de segurança busca cumprir mandados judiciais em Rondônia e outros estados.
Operação Audácia XI reúne MPRO, GAECO e forças de segurança para cumprimento de mandados judiciais.






