Para uma família que vive nas comunidades ribeirinhas, conseguir atendimento médico especializado pode envolver muito mais do que obter uma consulta. Distância, transporte, alimentação e o deslocamento até a área urbana também fazem parte do acesso à saúde. Foi nesse contexto que a Prefeitura de Porto Velho realizou a primeira ação de neuropediatria no Baixo Madeira, levando famílias de São Carlos à capital para atendimento especializado.
A ação ocorreu dentro do Giro da Saúde, em parceria entre a Secretaria Municipal de Saúde (Semusa) e a Secretaria Municipal de Inclusão e Assistência Social (Semias). Segundo a Prefeitura, 40 famílias receberam acolhimento e suporte, com transporte, alimentação, lanche e espaço preparado para crianças e acompanhantes. O município afirma que pretende ampliar gradualmente o atendimento para outras localidades do Baixo Madeira.
Neuropediatria no Baixo Madeira: crianças de São Carlos recebem atendimento
Nesta primeira etapa, o atendimento foi direcionado a famílias da região de São Carlos. A Prefeitura informou que a ação contempla crianças neurodivergentes e também crianças que estão em investigação de autismo ou de outros quadros relacionados ao neurodesenvolvimento.
Além da neuropediatria no Baixo Madeira, a publicação oficial informa que o Giro da Saúde passou a oferecer consultas psiquiátricas pelo SUS para pessoas com deficiência, pessoas neurodivergentes e familiares, como pais, mães, avós, cuidadores, irmãos e companheiros.
Como funciona o acesso às consultas especializadas do Giro da Saúde
As publicações anteriores da Semusa ajudam a entender o funcionamento geral das consultas especializadas no Giro da Saúde. Em outras edições, o município informou que esses atendimentos são destinados prioritariamente a pacientes que já possuem solicitação registrada no Sistema de Regulação Municipal e são previamente convocados.
A Regulação Municipal também realiza contato com os pacientes. Em edições anteriores, a Prefeitura orientou a população a manter telefone e outros dados atualizados para que as equipes consigam localizar quem aguarda atendimento.
Esse histórico, porém, não esclarece integralmente como uma família de comunidade ribeirinha deve entrar especificamente no fluxo de neuropediatria no Baixo Madeira. A Prefeitura informou que Semias e Semusa estão atuando juntas na organização da demanda, Regulação e agendamento, mas não publicou até agora um procedimento detalhado para novos casos.
Prefeitura diz que atendimento chegará a outras localidades
A intenção anunciada é ampliar a neuropediatria no Baixo Madeira para outras comunidades. Segundo a Semias, São Carlos foi a primeira região atendida e outras localidades deverão ser incluídas gradualmente.
Até a publicação desta matéria, porém, a Prefeitura não informou quais comunidades serão atendidas na próxima etapa nem divulgou um calendário específico para as novas ações.
Também não foi informado se o mesmo modelo de transporte, alimentação e acolhimento utilizado com as famílias de São Carlos será repetido integralmente nas próximas etapas. O apoio está confirmado para a ação já realizada, mas não deve ser tratado como garantia automática para todas as ações futuras.
O que as famílias do Baixo Madeira ainda precisam saber
A Prefeitura informou que a neuropediatria no Baixo Madeira será ampliada, mas ainda não detalhou publicamente pontos importantes para as famílias que aguardam as próximas etapas.
A ausência dessas informações não significa que o serviço esteja fechado ou que não haverá novas ações. Significa apenas que esses detalhes ainda não foram divulgados publicamente pela Prefeitura nas fontes oficiais consultadas em 20 de setembro.
Rede municipal de ensino também deve entrar no fluxo
Outra frente anunciada pela Prefeitura envolve crianças da rede municipal de ensino. A Semias afirmou que pretende facilitar, nos próximos dias, a Regulação de estudantes que necessitem de avaliação relacionada ao neurodesenvolvimento.
A publicação oficial, contudo, não explica como as escolas deverão encaminhar os casos, quais documentos serão necessários, quais profissionais farão a avaliação inicial nem como ocorrerá a convocação. Portanto, trata-se de uma etapa anunciada, mas cujo procedimento operacional ainda precisa ser detalhado pelo município.
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