
A Polícia Federal cumpriu 15 mandados de busca e apreensão nesta quinta-feira (17) na Operação Página Virada, que investiga possíveis irregularidades em contratações de materiais didáticos complementares ligadas à Secretaria Municipal de Educação de Ji-Paraná, em Rondônia. As ordens foram executadas em sete cidades, após autorização judicial.
A corporação informou, em nota publicada às 15h54, que recolheu aparelhos eletrônicos e dinheiro em espécie. Uma pessoa também foi presa em flagrante por causa de uma arma sem registro localizada nas buscas. Essa prisão não foi anunciada como decorrência das suspeitas sobre os contratos, que continuam sob investigação.
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Operação Página Virada apura possíveis direcionamentos na Educação
A apuração examina a forma como teriam sido conduzidas contratações para o fornecimento de materiais didáticos complementares à rede municipal. Segundo a PF, há indícios de que agentes políticos, servidores públicos e representantes de empresas teriam atuado para direcionar procedimentos, inclusive em contratações diretas. Essa é a hipótese investigada, não uma conclusão judicial.
Os investigadores também verificam aquisições de materiais considerados supostamente desnecessários e a possibilidade de prejuízo à administração municipal. A divulgação não identifica contratos específicos, fornecedores, valores nem a quantia de eventual dano. Assim, a Operação Página Virada ainda não permite afirmar que houve fraude ou perda comprovada de recursos.
Buscas alcançaram sete cidades em seis unidades federativas
Em Rondônia, os mandados foram cumpridos em Ji-Paraná e Ouro Preto do Oeste. As equipes também atuaram em Formosa (GO), Brasília (DF), Curitiba (PR), Rio de Janeiro (RJ) e Belém (PA). São sete cidades distribuídas por cinco estados e pelo Distrito Federal.
Na Operação Página Virada, as 15 ordens foram deferidas pela Justiça após representação da Polícia Federal. A nota não informa quantos mandados couberam a cada município nem identifica todos os endereços e destinatários. A presença de uma cidade na lista, isoladamente, não indica envolvimento de sua prefeitura na investigação.
PF recolheu aparelhos eletrônicos e dinheiro em espécie
Durante a Operação Página Virada, os policiais apreenderam dispositivos eletrônicos considerados relevantes para a apuração e valores em espécie. O comunicado oficial não divulga o montante recolhido, a origem do dinheiro ou sua relação com os contratos investigados.
Por isso, valores atribuídos à Operação Página Virada por outros veículos não são apresentados aqui como quantia confirmada pela nota da PF. Também não é possível concluir, apenas pela apreensão, que os recursos encontrados vieram dos cofres municipais ou correspondam ao possível prejuízo sob investigação.
Prisão em flagrante ocorreu após localização de arma sem registro
A PF relatou que encontrou uma arma de fogo sem o respectivo registro durante o cumprimento das medidas. O possuidor foi preso em flagrante, e ele e o material foram encaminhados à unidade competente para os procedimentos legais e a formalização da prisão.
O motivo informado para o flagrante é a ocorrência relacionada à arma, não uma prisão por fraude contratual. A nota não identifica a pessoa detida e não atribui automaticamente a arma aos demais investigados. A existência dessa prisão não antecipa responsabilização pelo objeto principal da operação.
Investigação segue com análise do material apreendido
Conforme a PF, os próximos passos da Operação Página Virada incluem examinar o que foi recolhido e realizar outras diligências para identificar participantes e esclarecer as condutas. O comunicado não anuncia condenações, afastamentos ou exonerações.
A corporação cita possíveis enquadramentos em associação criminosa, contratação direta ilegal, peculato e corrupção, de acordo com a participação individual que venha a ser apurada. Trata-se de possibilidades investigativas: a definição de eventuais responsabilidades depende das provas e das decisões das autoridades competentes.
A Operação Página Virada é distinta da Operação Dreno, também noticiada em Rondônia, que trata de outro objeto investigativo. Nesta ocorrência, a informação disponível sobre os contratos da Educação de Ji-Paraná permanece limitada ao informe federal de 17 de setembro; novas conclusões exigem confirmação documental específica.
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