quinta-feira, setembro 17, 2026
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PF cumpre 15 mandados em investigação sobre contratos da Educação de Ji-Paraná

Investigação examina possíveis irregularidades no fornecimento de materiais didáticos complementares e aquisições com eventual prejuízo ao município.

Operação Página Virada ilustrada por composição de policiais diante de imóvel; imagem não documental.
Ilustração gerada por IA. Não retrata a operação real. Composição editorial sobre a investigação federal, sem registro fotográfico das buscas de 17 de setembro.

A Polícia Federal cumpriu 15 mandados de busca e apreensão nesta quinta-feira (17) na Operação Página Virada, que investiga possíveis irregularidades em contratações de materiais didáticos complementares ligadas à Secretaria Municipal de Educação de Ji-Paraná, em Rondônia. As ordens foram executadas em sete cidades, após autorização judicial.

A corporação informou, em nota publicada às 15h54, que recolheu aparelhos eletrônicos e dinheiro em espécie. Uma pessoa também foi presa em flagrante por causa de uma arma sem registro localizada nas buscas. Essa prisão não foi anunciada como decorrência das suspeitas sobre os contratos, que continuam sob investigação.

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Operação Página Virada apura possíveis direcionamentos na Educação

A apuração examina a forma como teriam sido conduzidas contratações para o fornecimento de materiais didáticos complementares à rede municipal. Segundo a PF, há indícios de que agentes políticos, servidores públicos e representantes de empresas teriam atuado para direcionar procedimentos, inclusive em contratações diretas. Essa é a hipótese investigada, não uma conclusão judicial.

Os investigadores também verificam aquisições de materiais considerados supostamente desnecessários e a possibilidade de prejuízo à administração municipal. A divulgação não identifica contratos específicos, fornecedores, valores nem a quantia de eventual dano. Assim, a Operação Página Virada ainda não permite afirmar que houve fraude ou perda comprovada de recursos.

OBJETO DA APURAÇÃO
Contratações de materiais didáticos complementares
A PF investiga possível direcionamento, aquisições supostamente desnecessárias e eventual prejuízo. O comunicado não quantifica contratos nem danos.

Buscas alcançaram sete cidades em seis unidades federativas

Em Rondônia, os mandados foram cumpridos em Ji-Paraná e Ouro Preto do Oeste. As equipes também atuaram em Formosa (GO), Brasília (DF), Curitiba (PR), Rio de Janeiro (RJ) e Belém (PA). São sete cidades distribuídas por cinco estados e pelo Distrito Federal.

Na Operação Página Virada, as 15 ordens foram deferidas pela Justiça após representação da Polícia Federal. A nota não informa quantos mandados couberam a cada município nem identifica todos os endereços e destinatários. A presença de uma cidade na lista, isoladamente, não indica envolvimento de sua prefeitura na investigação.

ALCANCE DA OPERAÇÃO
15 buscas · sete cidades · seis unidades federativas
RO, GO, DF, PR, RJ e PA. Não foi divulgada a distribuição de mandados por local.
Faixa ilustrativa sobre a Operação Página Virada e os 15 mandados em sete cidades, com assinatura AgoraRO.
Ilustração gerada por IA. Não retrata a operação real. Composição editorial sem correspondência documental com imóveis ou agentes da operação.

PF recolheu aparelhos eletrônicos e dinheiro em espécie

Durante a Operação Página Virada, os policiais apreenderam dispositivos eletrônicos considerados relevantes para a apuração e valores em espécie. O comunicado oficial não divulga o montante recolhido, a origem do dinheiro ou sua relação com os contratos investigados.

Por isso, valores atribuídos à Operação Página Virada por outros veículos não são apresentados aqui como quantia confirmada pela nota da PF. Também não é possível concluir, apenas pela apreensão, que os recursos encontrados vieram dos cofres municipais ou correspondam ao possível prejuízo sob investigação.

DINHEIRO APREENDIDO
Apreensão confirmada; valor não detalhado
A nota federal confirma dinheiro em espécie, mas não informa a quantia nem estabelece a origem dos recursos.

Prisão em flagrante ocorreu após localização de arma sem registro

A PF relatou que encontrou uma arma de fogo sem o respectivo registro durante o cumprimento das medidas. O possuidor foi preso em flagrante, e ele e o material foram encaminhados à unidade competente para os procedimentos legais e a formalização da prisão.

O motivo informado para o flagrante é a ocorrência relacionada à arma, não uma prisão por fraude contratual. A nota não identifica a pessoa detida e não atribui automaticamente a arma aos demais investigados. A existência dessa prisão não antecipa responsabilização pelo objeto principal da operação.

Investigação segue com análise do material apreendido

Conforme a PF, os próximos passos da Operação Página Virada incluem examinar o que foi recolhido e realizar outras diligências para identificar participantes e esclarecer as condutas. O comunicado não anuncia condenações, afastamentos ou exonerações.

A corporação cita possíveis enquadramentos em associação criminosa, contratação direta ilegal, peculato e corrupção, de acordo com a participação individual que venha a ser apurada. Trata-se de possibilidades investigativas: a definição de eventuais responsabilidades depende das provas e das decisões das autoridades competentes.

ESTÁGIO DO CASO EM 17/09, ÀS 15H54
Investigação em andamento
Mandados e apreensões confirmados. Possíveis irregularidades, prejuízo e responsabilidades ainda dependem da apuração.

A Operação Página Virada é distinta da Operação Dreno, também noticiada em Rondônia, que trata de outro objeto investigativo. Nesta ocorrência, a informação disponível sobre os contratos da Educação de Ji-Paraná permanece limitada ao informe federal de 17 de setembro; novas conclusões exigem confirmação documental específica.

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Fonte primária
Polícia Federal — nota de 17/09/2026, 15h54. A reportagem distingue os fatos relatados das hipóteses em investigação.