O teste DNA-HPV, usado no rastreamento do câncer do colo do útero, já tem coleta disponível pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em seis municípios de Rondônia: Buritis, Candeias do Jamari, Guajará-Mirim, Ji-Paraná, Nova Mamoré e Porto Velho.
A informação foi divulgada pelo Ministério da Saúde em 29 de outubro de 2026. A implantação ocorre de forma gradual. Por isso, a inclusão do município na lista não significa que todas as Unidades Básicas de Saúde (UBS) já façam a coleta.
Teste DNA-HPV: onde a coleta já foi anunciada em Rondônia
O comunicado federal confirma os seis municípios, mas não apresenta uma relação completa de UBS habilitadas, horários, vagas ou telefones para agendamento. Cada rede municipal organiza seus locais de coleta e encaminhamentos; por isso, é importante verificar o serviço antes de ir à unidade.
A novidade é o alcance territorial divulgado em outubro de 2026. O método já havia sido incorporado ao SUS em 2024, com novas diretrizes nacionais de rastreamento aprovadas em 2025.
Quem pode fazer o exame pelo SUS
Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o rastreamento de rotina é indicado para mulheres e outras pessoas com colo do útero, dos 25 aos 64 anos, que já tiveram atividade sexual. Situações clínicas específicas podem exigir avaliação individualizada.
O teste DNA-HPV identifica material genético de tipos de papilomavírus humano associados a maior risco de câncer do colo do útero, incluindo HPV 16 e 18. Ele identifica uma infecção que pode exigir acompanhamento; não é, por si só, um diagnóstico de câncer.

Resultado negativo pode permitir cinco anos até nova coleta
Nas condições previstas pelas diretrizes nacionais, um resultado negativo para HPV de alto risco permite repetir o rastreamento após cinco anos. O intervalo não deve ser aplicado automaticamente a quem recebeu resultado positivo ou precisa de seguimento por orientação clínica.
Quando o teste DNA-HPV detecta tipos de alto risco, a equipe de saúde avalia os próximos passos conforme o tipo viral e o protocolo. A presença do vírus não significa que a pessoa tenha câncer, mas o resultado precisa ser acompanhado.
Como confirmar o atendimento na UBS
Quem se enquadra no público de rastreamento pode procurar a UBS de referência ou a Secretaria Municipal de Saúde para verificar onde o teste DNA-HPV está sendo coletado, se há necessidade de agendamento e qual o procedimento de encaminhamento. A orientação federal sobre rastreamento explica o acesso pela atenção básica, mas não funciona como agendamento online.
A coleta é feita por profissionais de saúde e, em situações autorizadas pelo protocolo, pode ocorrer por autocoleta após orientação profissional. Não há confirmação de que a autocoleta esteja disponível em todas as unidades das seis cidades.
Papanicolau e vacinação continuam importantes
O Papanicolau permanece disponível nos locais em que o teste DNA-HPV ainda não foi implantado. Enquanto o exame citopatológico identifica alterações nas células do colo do útero, o método molecular busca tipos de HPV relacionados ao risco dessas alterações.
A vacinação contra o HPV também é uma medida de prevenção, mas não substitui o rastreamento indicado. Pessoas com sangramento fora do habitual, depois da relação sexual ou após a menopausa devem buscar avaliação profissional, sem esperar a próxima coleta de rotina.































