quinta-feira, novembro 5, 2026
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Comissão do Senado aprova projeto de equipes móveis para mulheres

Projeto prevê integração de serviços e atendimento em áreas distantes; ainda não virou lei.

Ilustração de uma mulher diante de serviço móvel de acolhimento, com van roxa e atendimento em mesa externa.
Projeto no Senado prevê equipes móveis de atendimento às mulheres; a cena não documenta um serviço implantado. Ilustração gerada com IA / AgoraRO.

A proteção às mulheres em situação de violência ganhou uma nova etapa no Senado. Na quarta-feira, 4 de novembro de 2026, a Comissão de Direitos Humanos (CDH) aprovou o parecer sobre o PL 1.025/2026, que propõe atendimento integrado e equipes móveis para localidades de difícil acesso. O texto ainda tramita e não criou novos serviços em Rondônia.

A proposta pretende tornar permanente a política nacional de enfrentamento à violência contra a mulher. Após a aprovação de cinco emendas na CDH, o projeto foi encaminhado em 5 de novembro à Comissão de Segurança Pública (CSP), responsável pela próxima análise.

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Proteção às mulheres: atendimento pode chegar a áreas distantes

O projeto prevê a atuação de equipes móveis onde não existam serviços especializados próximos ou onde a distância dificulte o acesso. A medida busca levar orientação e apoio às mulheres sem exigir que todos os atendimentos fiquem concentrados nas capitais.

A proposta não apresenta, no comunicado sobre a votação, uma lista de municípios, itinerários ou calendário de atendimento. Para a proteção às mulheres alcançar localidades isoladas, ainda serão necessárias decisões de implementação e articulação com os serviços responsáveis.

Rede integrada reúne acolhimento, saúde e segurança

O texto busca articular saúde, assistência social, justiça e segurança pública, com atendimento humanizado, acompanhamento psicossocial e formação continuada dos profissionais. A ideia é facilitar encaminhamentos e reduzir a fragmentação entre os órgãos procurados por mulheres em situação de violência.

A proteção às mulheres também aparece nas diretrizes de prevenção de novas agressões, apoio ao cumprimento de medidas protetivas e produção de dados para orientar políticas públicas. O projeto não substitui os serviços e os direitos já existentes.

Faixa azul e laranja com chamada sobre projeto no Senado e cena ilustrativa de atendimento móvel a mulheres.
Projeto prevê ampliar o acesso à rede de proteção, mas ainda depende da tramitação legislativa. Composição editorial com IA / AgoraRO.

Cinco emendas alteraram a proposta na comissão

A CDH aprovou o parecer com cinco emendas. Uma mudança importante substitui a referência específica à Casa da Mulher Brasileira pela expressão “unidades de atendimento integrado”, permitindo diferentes formatos de estrutura de acolhimento.

As demais alterações, conforme o Senado, alcançam princípios e diretrizes sobre direitos humanos, participação da sociedade, acesso à denúncia e preservação dos vínculos familiares somente quando isso não colocar a mulher em risco. O objetivo declarado é fortalecer a proteção às mulheres sem limitar o atendimento a um único modelo de unidade.

Como a proposta se relaciona com Rondônia

Em um estado com municípios distantes e comunidades de difícil acesso, a previsão de equipes móveis interessa ao debate sobre a proteção às mulheres fora dos centros urbanos. Isso, porém, não significa que o Senado tenha definido equipes, rotas ou vagas para Rondônia.

Há uma iniciativa distinta em Porto Velho: em 11 de junho de 2026, o Ministério das Mulheres informou que a futura Casa da Mulher Brasileira, no bairro Três Marias, estava na fase de contratação. Na ocasião, foram anunciados R$ 18,05 milhões de investimento federal e R$ 950 mil de contrapartida municipal. A informação é daquele mês e não comprova que a unidade estivesse em funcionamento em novembro.

O projeto de lei não autorizou esses investimentos nem inaugurou a Casa. São iniciativas com cronologias próprias, embora ambas tratem de uma rede de atendimento mais articulada.

Onde pedir ajuda hoje e o que falta para a lei

Enquanto a proposta segue no Congresso, os canais atuais de proteção às mulheres continuam disponíveis. O Ligue 180 oferece informação sobre direitos e a rede de atendimento, orienta e recebe denúncias gratuitamente, 24 horas por dia. Em ameaça imediata ou emergência, o número da Polícia Militar é 190.

Serviço: canais que já funcionam

180 — orientação e denúncias, gratuito e disponível 24 horas.

WhatsApp Ligue 180: (61) 9610-0180.

190 — Polícia Militar em emergência ou risco imediato.

Em 5 de novembro, o andamento registrado pelo Senado encaminhou o PL 1.025/2026 à CSP. Ainda será necessário concluir a tramitação legislativa para que a proposta se transforme em lei. A eventual implantação de equipes móveis dependerá de etapas posteriores, e a proteção às mulheres não deve ser confundida com um serviço novo já aberto para inscrição.

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Fontes oficiais

Agência Senado, votação na CDH em 4/11/2026. Leia o comunicado. Consulte a tramitação do PL 1.025/2026.

Ministério das Mulheres, atualização sobre a Casa da Mulher Brasileira de Porto Velho em 11/6/2026. Consulte a nota. Serviços de apoio: Ligue 180.