O Cemitério da Candelária, em Porto Velho, teve túmulos violados e danos a estruturas históricas, segundo comunicado da Prefeitura divulgado em 3 de novembro de 2026. Foram identificadas lápides removidas e áreas com sinais de escavação no local, ligado à memória de trabalhadores da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré.
A administração municipal informou que registrou boletim de ocorrência e que a apuração dos danos foi iniciada. O caso no Cemitério da Candelária também foi comunicado ao Ministério Público de Rondônia (MPRO), ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e à Polícia Federal. Até o comunicado, não havia divulgação de responsáveis identificados nem da quantidade de sepulturas afetadas.
Lápides removidas e escavações no Cemitério da Candelária
O levantamento divulgado pela Prefeitura descreve duas situações observadas no espaço histórico: lápides fora de suas posições e pontos com sinais de escavação. Esses registros justificaram a comunicação às autoridades. O texto oficial não especifica quando cada violação ocorreu, quantos túmulos foram atingidos nem se houve retirada de objetos.
A distinção é importante para a cobertura: os danos foram relatados oficialmente, mas suas circunstâncias e a autoria ainda dependem da apuração. Fotografias do local, caso utilizadas, precisam manter a identificação do fotógrafo e não devem ser alteradas para simular destruição maior do que a registrada.
Boletim de ocorrência registrado e órgãos comunicados
Segundo a gestão municipal, o boletim de ocorrência documenta os danos e dá suporte à investigação para identificar os responsáveis. O comunicado também registra a comunicação ao MPRO, ao Iphan e à Polícia Federal, sem detalhar qual procedimento cada instituição eventualmente abriu ou passou a conduzir.
No caso do Cemitério da Candelária, comunicar diferentes órgãos não significa que todos tenham instaurado investigações próprias ou que exista conclusão sobre o enquadramento legal. Essas definições dependem de atos oficiais posteriores, ainda não apresentados na notícia municipal.

Por que o local faz parte da história de Porto Velho
O Cemitério da Candelária foi construído por volta de 1908, no período das obras da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré. O espaço guarda referências à presença de trabalhadores e de outras pessoas que participaram da formação da cidade e da história da ferrovia.
A preservação do Cemitério da Candelária envolve mais do que a conservação física das sepulturas: lápides, inscrições e a organização do espaço também ajudam a contar histórias de vida. Por isso, a retirada de elementos históricos pode comprometer registros que não são simples objetos substituíveis.
Revitalização com vigilância ainda depende do Iphan
A Prefeitura afirma que encaminhou em 2025 uma proposta de revitalização do cemitério e da área das locomotivas. O planejamento inclui guarita com banheiro, vigilância, cercamento e iluminação, além de outras melhorias voltadas à proteção e à conservação.
O projeto para o Cemitério da Candelária aguarda autorização do Iphan. Assim, não há confirmação de início dessas obras, de contrato assinado, de cronograma de execução ou de que as novas estruturas já estejam instaladas. O projeto de segurança e a investigação dos túmulos violados são frentes distintas.
O que ainda precisa ser esclarecido após a violação
No caso do Cemitério da Candelária, o próximo acompanhamento jornalístico deve buscar a extensão dos danos, os resultados da investigação e eventuais medidas emergenciais para impedir novas ocorrências. A notícia municipal não informa se houve apreensões, identificação de suspeitos ou previsão de conclusão da apuração.
O Cemitério da Candelária também depende de esclarecimentos sobre as condições de conservação e os prazos da revitalização. Uma autorização futura do Iphan, caso ocorra, ainda precisará ser distinguida de contratação, ordem de serviço e realização efetiva das intervenções.
Acompanhamento do caso
O boletim de ocorrência foi comunicado pela Prefeitura em 03/11/2026. Novas informações sobre autoria, eventuais medidas de proteção e autorização do projeto devem ser confirmadas em documentos oficiais.
































