
Reservar tempo para uma atividade prazerosa pode ajudar a interromper a sobrecarga da rotina e recuperar o contato com interesses pessoais. Esse é o eixo do episódio em que hobbies fazem bem, tema discutido pelo programa Vida Plena em três blocos sobre autocuidado, criatividade e qualidade de vida.
Embora a conversa tenha alcance nacional, o assunto também se aproxima da realidade de moradores de Rondônia, onde trabalho, deslocamentos, responsabilidades familiares e uso constante de telas podem reduzir o tempo disponível para pausas conscientes. O episódio mostra por que hobbies fazem bem sem exigir alto desempenho, investimento elevado ou uma rotina rígida.
Participam do episódio a jornalista e consultora de marcas Fabula Correa; Marcos Duarte de Matos, médico radioterapeuta e coordenador de Radioterapia do Hospital de Amor; e Camila de Angelis Colli, médica anestesiologista. A conversa reúne experiências com jardinagem, hidroponia, bateria, balé, música, culinária e outras atividades realizadas fora das obrigações profissionais.
Conheça os convidados e veja como jardinagem, bateria e balé passaram a ocupar um espaço de cuidado pessoal na rotina.
Por que hobbies fazem bem à rotina
No primeiro bloco, Fabula Correa conta que começou a cuidar com mais atenção das plantas durante um período de sobrecarga. O contato com a terra, o silêncio e o afastamento temporário do celular ajudaram a criar uma pausa entre o trabalho digital e a vida pessoal. A hidroponia apareceu depois, como uma forma de levar plantas a ambientes pequenos e a pessoas que tinham receio de não saber cuidar delas.
Marcos Duarte de Matos relata que a bateria era um interesse desde a infância, mas só ganhou espaço de forma mais estruturada quando ele já era médico e fazia residência em radioterapia. A atividade musical passou a conviver com a jardinagem, que oferece uma experiência mais silenciosa. Os relatos ajudam a entender por que hobbies fazem bem mesmo quando não se transformam em profissão.
Camila de Angelis Colli fala sobre a relação com o balé clássico, iniciada ainda na infância. Depois de uma pausa prolongada, ela retomou as aulas já adulta. A dança aparece como atividade física, expressão artística e espaço de concentração. O episódio destaca que voltar a algo importante não exige repetir o desempenho de outra fase da vida.
Prazer e disciplina podem caminhar juntos
O segundo bloco discute como atividades escolhidas por prazer podem renovar energia, criatividade e disposição para enfrentar períodos difíceis. Camila explica que o balé permite deixar temporariamente o papel profissional e entrar em outro ambiente, com outra roupa, outra linguagem e outro tipo de atenção. A disciplina continua presente, mas o objetivo principal não é competir.
Marcos relaciona a experiência de tocar em banda à necessidade de ouvir outras pessoas, respeitar limites e ajustar escolhas ao conjunto. A música exige coordenação e convivência, assim como o trabalho em uma equipe de radioterapia depende da participação de profissionais diferentes. Na prática, hobbies fazem bem também porque produzem aprendizados que retornam ao ambiente profissional.
Assista ao segundo bloco
O bloco mostra como dança, música, jardinagem e outras práticas ajudam a mudar o foco e reorganizar a rotina.
Hobbies fazem bem sem virar desempenho
No terceiro bloco, os convidados reforçam que uma atividade de lazer não precisa ser executada com perfeição. A cobrança por resultado pode afastar pessoas de instrumentos musicais, esportes, dança, culinária ou trabalhos manuais que poderiam continuar presentes apenas pelo prazer de fazer.
A conversa também aborda a dificuldade de quem acredita não ter tempo ou interesse para começar. A orientação é experimentar atividades, observar quais experiências produzem concentração ou descanso e aceitar que o processo pode ser imperfeito. Duas horas por semana, distribuídas de acordo com a rotina, já podem criar um espaço pessoal importante.
Assista ao terceiro bloco
A parte final fala sobre tempo para si, autoconhecimento, limites e maneiras de começar sem transformar o lazer em obrigação.
Como começar sem criar uma nova cobrança
O episódio sugere começar por algo simples e acessível: cuidar de uma planta, cozinhar, ler, desenhar, tocar um instrumento, dançar, nadar ou realizar trabalhos manuais. O ponto central é perceber se a atividade cria presença, prazer, descanso mental ou curiosidade. Quando respeitam os limites pessoais, hobbies fazem bem sem repetir o peso das obrigações.
Ao longo dos três blocos, o Vida Plena mostra que hobbies fazem bem quando ajudam a pessoa a recuperar atenção, vínculos, criatividade e percepção dos próprios limites. Eles não substituem acompanhamento médico ou psicológico quando necessário, mas podem integrar uma rotina de bem-estar e autocuidado.
A mensagem final é que reservar tempo para si não representa abandono das responsabilidades. Pode ser justamente uma forma de retornar a elas com mais equilíbrio, concentração e disponibilidade para conviver com outras pessoas.






























