
Porto Velho passou a contar com o Serviço de Residências Terapêuticas, SRT, voltado a pessoas egressas de longas internações psiquiátricas e sem vínculos familiares ou condições de retorno ao convívio social.
As Residências Terapêuticas em Porto Velho oferecem moradia assistida, acompanhamento multiprofissional e cuidado em liberdade dentro da política de saúde mental do SUS.
Neste artigo, você vai ver:
- quem pode ser atendido pelo novo serviço;
- como funcionam as moradias assistidas;
- qual é o papel da RAPS, do PTS e da equipe multiprofissional;
- por que o SRT não deve ser confundido com a Casa Bem Viver Saúde.
Residências Terapêuticas em Porto Velho ampliam cuidado em liberdade
Segundo a Prefeitura Municipal de Porto Velho, a implantação foi feita pela Secretaria Municipal de Saúde, Semusa, e é inédita no município.
As Residências Terapêuticas em Porto Velho são voltadas a pessoas que permaneceram por longos períodos internadas em hospitais psiquiátricos e precisam de um ambiente acolhedor para continuidade do tratamento em liberdade.
O AgoraRO já acompanhou tema relacionado na pauta sobre residências terapêuticas em Rondônia, com foco no cuidado humanizado, na moradia assistida e na reinserção social.
Quem será atendido pelo SRT
Perfil: pessoas egressas de longas internações psiquiátricas.
Condição: ausência de vínculos familiares ou impossibilidade de retorno ao convívio social.
Objetivo: apoiar autonomia, cidadania e reinserção comunitária com acompanhamento contínuo.
Como o serviço foi estruturado pela Semusa
A implantação das Residências Terapêuticas em Porto Velho teve coordenação técnica da Gerência de Saúde Mental, vinculada ao Departamento de Média e Alta Complexidade, DMAC.
De acordo com a fonte, a equipe técnica desenvolveu estudos, planejamento, organização dos fluxos assistenciais, elaboração do processo administrativo, credenciamento e contratação da empresa especializada responsável pela execução do serviço.
Após o credenciamento público, foi firmado o Contrato nº 032/PGM/2026 entre a Prefeitura de Porto Velho, por meio da Semusa, e a empresa credenciada. O investimento anual estimado é de R$ 816.424,80.
Como funcionam as moradias assistidas
As residências funcionam como lares assistidos, em espaço seguro e integrado à comunidade.
O serviço inclui alimentação, medicação, transporte para consultas, lazer e apoio às atividades da vida diária.
As unidades seguem orientações do Ministério da Saúde para Residências Terapêuticas Tipo I e Tipo II.
RAPS e PTS organizam o cuidado cotidiano
Cada morador das Residências Terapêuticas em Porto Velho conta com acompanhamento contínuo, Projeto Terapêutico Singular, PTS, acesso à Rede de Atenção Psicossocial, RAPS, e incentivo ao fortalecimento de vínculos sociais.
O Ministério da Saúde define a Rede de Atenção Psicossocial como uma rede integrada de serviços do SUS para cuidado integral e contínuo de pessoas com sofrimento mental ou necessidades decorrentes do uso prejudicial de álcool e outras drogas.
Na prática, o PTS permite organizar o cuidado de acordo com a história, as necessidades e o ritmo de cada morador, sem tratar a moradia assistida como internação ou solução única para todos os casos.
Acompanhamento dentro da rede
PTS: organiza o cuidado individual e acompanha necessidades específicas de cada morador.
RAPS: articula o acesso aos serviços de saúde mental e ao cuidado contínuo no território.
SUS: sustenta a lógica de atenção pública, territorial, comunitária e integrada.
Equipe multiprofissional acompanha a rotina dos moradores
O atendimento nas Residências Terapêuticas em Porto Velho é feito por equipe multiprofissional formada por coordenadores, cuidadores, técnicos de enfermagem, enfermeiros, cozinheiros e auxiliares de serviços gerais.
Esse acompanhamento busca garantir assistência conforme as necessidades de cada residência, com atenção à rotina, à convivência comunitária e ao desenvolvimento gradual da autonomia.
Em saúde, o AgoraRO também acompanha outras frentes de cuidado público, como a telecirurgia robótica em Porto Velho pelo SUS e debates de orientação em saúde, como as terapias integrativas no Vida Plena.
Diferença entre SRT e Casa Bem Viver Saúde
A fonte oficial diferencia as Residências Terapêuticas em Porto Velho da Casa Bem Viver Saúde. Os dois serviços integram a RAPS, mas têm funções diferentes na política municipal de saúde mental.
A Casa Bem Viver Saúde é destinada ao acolhimento transitório de adolescentes e jovens em situação de vulnerabilidade em decorrência do uso de substâncias psicoativas.
Já o SRT é uma moradia assistida voltada a pessoas egressas de longas internações psiquiátricas, com acompanhamento contínuo e promoção de autonomia, cidadania e reinserção social.
SRT não é casa de passagem
Residência Terapêutica: moradia assistida para egressos de longas internações psiquiátricas.
Casa Bem Viver Saúde: acolhimento transitório de adolescentes e jovens em vulnerabilidade pelo uso de substâncias psicoativas.
Ponto comum: os dois serviços integram a RAPS, mas não substituem um ao outro.
Serviço substitui internações prolongadas por cuidado no território
As Residências Terapêuticas em Porto Velho integram a política nacional de saúde mental e são uma estratégia para substituir o modelo de internações prolongadas por cuidado em liberdade, convivência comunitária e respeito aos direitos das pessoas com sofrimento mental.
O Ministério da Saúde informa que os Serviços Residenciais Terapêuticos envolvem suporte clínico e social no território e propostas substitutivas ao hospital psiquiátrico.
As Residências Terapêuticas em Porto Velho não devem ser chamadas de hospital, abrigo comum ou internação. O eixo é moradia assistida, acompanhamento contínuo e construção de autonomia possível, sem promessa de reinserção automática.
Com a implantação das Residências Terapêuticas em Porto Velho, o município amplia a RAPS e passa a contar com um serviço especializado alinhado às diretrizes do SUS para cuidado em liberdade.































