
Pacientes da saúde mental em situação de extrema vulnerabilidade passaram a contar com moradia e acompanhamento em residências terapêuticas em Rondônia. A iniciativa foi informada pelo Governo do Estado em publicação oficial de 26 de junho de 2026.
Segundo a gestão estadual, os processos de desinstitucionalização e desospitalização foram iniciados em junho e contemplam usuários do Sistema Único de Saúde que estavam internados no Hospital de Base Dr. Ary Pinheiro ou em casa de custódia no estado. A medida busca garantir cuidado em liberdade, moradia, acompanhamento e reinserção social.
Neste artigo, você vai ver:
- como funcionam as residências terapêuticas em Rondônia;
- quem passa a contar com moradia e acompanhamento;
- por que o modelo fortalece o cuidado em liberdade;
- qual é o papel da parceria com a Prefeitura de Porto Velho.
Residências terapêuticas em Rondônia reforçam cuidado humanizado
As residências terapêuticas em Rondônia integram uma política pública voltada a pessoas que passaram por longos períodos de internação e precisam de suporte para reconstruir vínculos, rotina e autonomia. A proposta não é apenas oferecer um endereço, mas criar um ambiente de cuidado, convivência e acompanhamento contínuo.
De acordo com a publicação oficial do Governo de Rondônia, cerca de 9 pacientes que estavam acolhidos provisoriamente no serviço de acolhimento Frei Damião, da assistência social, e no Hospital de Base Dr. Ary Pinheiro passaram a contar com um novo lar. O avanço das residências terapêuticas em Rondônia busca garantir moradia, acompanhamento e reinserção social.
Moradia: ambiente residencial, acolhedor e organizado para a vida cotidiana.
Acompanhamento: suporte multiprofissional para continuidade do cuidado.
Reinserção: fortalecimento de autonomia, vínculos sociais e dignidade.
Como as residências terapêuticas em Rondônia funcionam no cuidado em liberdade
A psicóloga e coordenadora Estadual de Saúde Mental, Patrícia Nienow, afirmou que a medida representa uma mudança de paradigma. A lógica deixa de ser a da exclusão e passa a ser a da inclusão, com reconhecimento do direito de pessoas com transtornos mentais viverem em sociedade com suporte adequado, liberdade e dignidade.
No âmbito nacional, o Ministério da Saúde define os Serviços Residenciais Terapêuticos como casas localizadas na comunidade, voltadas a pessoas que passaram por internações prolongadas e que precisam de suporte social ou familiar para retomar a vida fora do ambiente hospitalar. As residências terapêuticas em Rondônia seguem essa lógica de acolhimento, convivência e reconstrução de autonomia.
O espaço deve funcionar como moradia, com rotina doméstica e convivência.
O acompanhamento ajuda na continuidade do tratamento e da vida em comunidade.
O foco é garantir cuidado sem isolamento e sem estigmatização.
Acompanhamento multiprofissional favorece autonomia
O governador de Rondônia, Marcos Rocha, afirmou que a iniciativa amplia o acesso a um atendimento mais humanizado e fortalece a política estadual de saúde mental. Já o secretário estadual de Saúde, Edilton Oliveira, destacou que o modelo permite acompanhamento multiprofissional em ambiente acolhedor.
Segundo a Secretaria de Estado da Saúde, o acompanhamento em ambiente residencial favorece autonomia, reinserção social e continuidade do tratamento. A proposta não elimina os desafios da saúde mental, mas cria uma alternativa de cuidado mais próxima da vida comunitária.
Moradia, saúde, assistência social, acompanhamento profissional e articulação com o território são partes do mesmo processo de cuidado em liberdade.
Residências terapêuticas em Rondônia dependem de rede integrada
A desinstitucionalização se tornou viável por meio de parceria com a Prefeitura de Porto Velho, que assumiu a responsabilidade pela execução e implementação do serviço na capital. Essa cooperação é importante porque a política de saúde mental depende de articulação entre Estado, município, SUS e rede socioassistencial.
As residências terapêuticas em Rondônia também se conectam à Rede de Atenção Psicossocial, que reúne serviços voltados ao cuidado em saúde mental no SUS. A rede busca organizar atendimento, acompanhamento e suporte de forma integrada nos territórios.
O avanço representa um passo importante, mas não significa que todos os desafios da saúde mental estejam resolvidos.
A continuidade do cuidado depende de equipe, acompanhamento, gestão, estrutura e integração permanente da rede.
Cuidado em saúde mental deve preservar liberdade e dignidade
A criação de residências terapêuticas em Rondônia reforça uma mensagem de serviço público: pessoas com transtornos mentais têm direito a cuidado, convivência, moradia e respeito. O modelo busca substituir longos períodos de internação por acompanhamento em ambiente comunitário, sempre com suporte adequado.
Também é uma pauta de cidadania. Ao oferecer casa, rotina, acompanhamento e possibilidade de reinserção social, o serviço ajuda a reduzir barreiras históricas e fortalece a compreensão de que saúde mental deve ser tratada com humanidade, sem exposição, julgamento ou estigma.
O desafio agora é acompanhar a continuidade da política pública, garantir estrutura adequada e fortalecer a rede de atenção psicossocial. Para os pacientes contemplados, o novo lar representa uma oportunidade de recomeço com mais cuidado, segurança e dignidade.





















Ambiente residencial acolhedor simboliza cuidado em liberdade, dignidade e reinserção social na saúde mental.
Ambiente acolhedor reforça a proposta de cuidado em liberdade, acompanhamento e dignidade na saúde mental.





