sábado, novembro 7, 2026
Início Saúde Vida Plena debate câncer de próstata com médicos e paciente

Vida Plena debate câncer de próstata com médicos e paciente

Especialistas do Hospital de Amor e um jornalista abordam diagnóstico, terapias e cuidados em três blocos.

Arte do Vida Plena sobre câncer de próstata, com apresentador e três convidados em retratos.
Arte de divulgação da edição do Vida Plena de 1º de novembro de 2026, fornecida pelo editor.

Câncer de próstata é o tema do programa Vida Plena exibido em 1º de novembro de 2026. A edição reúne dois especialistas do Hospital de Amor e um jornalista que passou pelo tratamento para conversar sobre fatores de risco, investigação da doença, opções terapêuticas e a importância do acompanhamento médico.

Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o Brasil tem estimativa de 77.920 novos casos por ano no triênio 2026–2028. É o tipo de câncer mais incidente entre homens brasileiros quando se excluem os tumores de pele não melanoma. Os três vídeos da edição estão disponíveis nesta reportagem, com explicações dos médicos Roberto Dias Machado e João Neif Antonio Júnior e o relato do jornalista Décio de Deus Silva.

Banner de Culinária do AgoraRO com pratos preparados e sobremesas.

Câncer de próstata: Décio relata o diagnóstico e o tratamento

No primeiro bloco, Décio de Deus Silva conta que recebeu o diagnóstico em 2021, aos 57 anos, depois que seu cardiologista solicitou um exame de PSA durante a investigação de sua saúde. O jornalista relata que foi encaminhado ao urologista, passou por uma cirurgia naquele ano e realizou 35 sessões de radioterapia a partir de 2022. Ele também descreve o acompanhamento posterior no Hospital de Amor. Trata-se de sua experiência pessoal, não de um roteiro de tratamento válido para todos os pacientes.

O urologista Roberto Dias Machado utiliza um modelo anatômico para explicar onde fica a próstata, abaixo da bexiga, e como o órgão se relaciona com a uretra. Ele aborda o exame de toque, a dosagem de PSA e a avaliação de histórico familiar e outros fatores de risco. Um resultado alterado de PSA, isoladamente, não confirma câncer; a investigação pode envolver outros exames e, quando indicada, biópsia.

O médico também diferencia os tumores prostáticos de condições benignas, como o aumento da próstata e a prostatite. Dificuldade para urinar, mudanças no jato urinário e necessidade de urinar com frequência merecem avaliação, mas não significam necessariamente a presença de um tumor. A doença pode, ainda, evoluir sem sintomas em fases iniciais.

O que o primeiro bloco esclareceO relato de Décio mostra a importância do acompanhamento após o diagnóstico. PSA, toque e eventuais exames complementares devem ser avaliados no contexto clínico de cada pessoa.
Arte do bloco 1 com quatro participantes do Vida Plena e chamada sobre câncer de próstata e investigação.
Bloco 1: relato do diagnóstico e explicações sobre PSA e avaliação médica. Composição editorial com IA / AgoraRO.

Tratamentos variam conforme o estágio e o perfil do paciente

Na segunda parte, o oncologista clínico João Neif Antonio Júnior explica que a escolha do tratamento depende da extensão do tumor e das características de cada paciente. Ele diferencia hormonioterapia, utilizada para reduzir a ação de hormônios que favorecem o crescimento de determinados tumores, e quimioterapia, que pode integrar o cuidado de casos avançados. A conversa aborda ainda medicamentos hormonais mais recentes.

Os especialistas comentam que os casos localizados podem receber propostas distintas, como cirurgia, radioterapia ou acompanhamento vigilante em situações selecionadas. Já em quadros mais avançados, a equipe pode combinar recursos para controlar a doença e aliviar sintomas. A doença não tem um único comportamento: por isso, diagnóstico, exames de estadiamento, condições de saúde e preferências do paciente influenciam as decisões.

Décio volta a falar sobre o histórico familiar e a maneira como o diagnóstico mudou suas conversas com amigos a respeito da saúde. O bloco também aborda fatores que podem interferir na interpretação do PSA e a necessidade de seguir as orientações específicas do médico e do laboratório para o exame. Nenhuma frequência de testagem deve ser definida apenas com base no depoimento.

Tratamento não é igual para todosCirurgia, radioterapia, medicamentos, observação e acompanhamento têm indicações diferentes. O conteúdo do programa é informativo e não substitui uma decisão compartilhada com a equipe assistente.
Arte do bloco 2 com os quatro participantes do Vida Plena e chamada sobre tratamentos e acompanhamento.
Bloco 2: possibilidades de tratamento e avaliação individualizada. Composição editorial com IA / AgoraRO.

Cirurgia robótica, PET-PSMA e cuidados além do Novembro Azul

O terceiro bloco mostra avanços no cuidado da doença. Roberto Dias Machado apresenta diferenças entre cirurgia aberta, videolaparoscopia e cirurgia assistida por robô. Segundo o especialista, o sistema robótico amplia a visualização e a precisão de movimentos, podendo favorecer a recuperação funcional em determinados casos. Isso não significa superioridade automática na chance de cura para todos os pacientes.

João Neif Antonio Júnior explica o exame PET-PSMA, utilizado em situações específicas para investigar a extensão da doença e auxiliar no planejamento terapêutico. O procedimento não é indicado de rotina para todos os pacientes. A entrevista destaca que as decisões passam pela avaliação do estágio, dos achados de imagem e da discussão entre especialistas.

No encerramento, os convidados ampliam o recado do Novembro Azul para os cuidados permanentes com a saúde do homem: alimentação equilibrada, atividade física, controle de doenças crônicas, abandono do tabagismo, vacinação e busca de atendimento diante de alterações na saúde. A vacinação contra HPV é mencionada como parte da prevenção de doenças relacionadas ao vírus, não como vacina contra o câncer de próstata.

Atenção: diagnóstico precoce não é o mesmo que rastreamento de rotinaEmbora o episódio incentive a avaliação urológica e discuta exames em homens sem sintomas, o Ministério da Saúde e o INCA não recomendam rastreamento populacional indiscriminado do câncer de próstata com PSA e toque retal. Para quem deseja fazer os exames, a orientação oficial é conversar com um profissional sobre possíveis benefícios, limitações e riscos, em decisão individualizada. Sinais e sintomas devem ser investigados.
Arte do bloco 3 com quatro participantes do Vida Plena e chamada sobre cirurgia, exames e saúde do homem.
Bloco 3: cirurgia, novos exames e cuidados com a saúde do homem. Composição editorial com IA / AgoraRO.

Os três blocos do Vida Plena apresentam o tema pelo olhar de especialistas e de um paciente, com orientações sobre acompanhamento, tratamentos e saúde do homem. Conforme a programação informada pela produção, o programa vai ao ar aos domingos, às 19h, com reprises às segundas, quartas e sextas-feiras, às 9h45 e 23h15, na REDEVIDA+ (canal .2).

Redes AgoraRO

Instagram · Facebook

Fonte e estágio da informação: reportagem preparada a partir das legendas dos três vídeos exibidos em 01/11/2026, das informações fornecidas pela produção do Vida Plena e das orientações oficiais do INCA e do Ministério da Saúde. As experiências e opiniões dos entrevistados são atribuídas a eles. O conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica individual.