Câncer de próstata é o tema do programa Vida Plena exibido em 1º de novembro de 2026. A edição reúne dois especialistas do Hospital de Amor e um jornalista que passou pelo tratamento para conversar sobre fatores de risco, investigação da doença, opções terapêuticas e a importância do acompanhamento médico.
Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o Brasil tem estimativa de 77.920 novos casos por ano no triênio 2026–2028. É o tipo de câncer mais incidente entre homens brasileiros quando se excluem os tumores de pele não melanoma. Os três vídeos da edição estão disponíveis nesta reportagem, com explicações dos médicos Roberto Dias Machado e João Neif Antonio Júnior e o relato do jornalista Décio de Deus Silva.
Câncer de próstata: Décio relata o diagnóstico e o tratamento
No primeiro bloco, Décio de Deus Silva conta que recebeu o diagnóstico em 2021, aos 57 anos, depois que seu cardiologista solicitou um exame de PSA durante a investigação de sua saúde. O jornalista relata que foi encaminhado ao urologista, passou por uma cirurgia naquele ano e realizou 35 sessões de radioterapia a partir de 2022. Ele também descreve o acompanhamento posterior no Hospital de Amor. Trata-se de sua experiência pessoal, não de um roteiro de tratamento válido para todos os pacientes.
O urologista Roberto Dias Machado utiliza um modelo anatômico para explicar onde fica a próstata, abaixo da bexiga, e como o órgão se relaciona com a uretra. Ele aborda o exame de toque, a dosagem de PSA e a avaliação de histórico familiar e outros fatores de risco. Um resultado alterado de PSA, isoladamente, não confirma câncer; a investigação pode envolver outros exames e, quando indicada, biópsia.
O médico também diferencia os tumores prostáticos de condições benignas, como o aumento da próstata e a prostatite. Dificuldade para urinar, mudanças no jato urinário e necessidade de urinar com frequência merecem avaliação, mas não significam necessariamente a presença de um tumor. A doença pode, ainda, evoluir sem sintomas em fases iniciais.
Tratamentos variam conforme o estágio e o perfil do paciente
Na segunda parte, o oncologista clínico João Neif Antonio Júnior explica que a escolha do tratamento depende da extensão do tumor e das características de cada paciente. Ele diferencia hormonioterapia, utilizada para reduzir a ação de hormônios que favorecem o crescimento de determinados tumores, e quimioterapia, que pode integrar o cuidado de casos avançados. A conversa aborda ainda medicamentos hormonais mais recentes.
Os especialistas comentam que os casos localizados podem receber propostas distintas, como cirurgia, radioterapia ou acompanhamento vigilante em situações selecionadas. Já em quadros mais avançados, a equipe pode combinar recursos para controlar a doença e aliviar sintomas. A doença não tem um único comportamento: por isso, diagnóstico, exames de estadiamento, condições de saúde e preferências do paciente influenciam as decisões.
Décio volta a falar sobre o histórico familiar e a maneira como o diagnóstico mudou suas conversas com amigos a respeito da saúde. O bloco também aborda fatores que podem interferir na interpretação do PSA e a necessidade de seguir as orientações específicas do médico e do laboratório para o exame. Nenhuma frequência de testagem deve ser definida apenas com base no depoimento.
Cirurgia robótica, PET-PSMA e cuidados além do Novembro Azul
O terceiro bloco mostra avanços no cuidado da doença. Roberto Dias Machado apresenta diferenças entre cirurgia aberta, videolaparoscopia e cirurgia assistida por robô. Segundo o especialista, o sistema robótico amplia a visualização e a precisão de movimentos, podendo favorecer a recuperação funcional em determinados casos. Isso não significa superioridade automática na chance de cura para todos os pacientes.
João Neif Antonio Júnior explica o exame PET-PSMA, utilizado em situações específicas para investigar a extensão da doença e auxiliar no planejamento terapêutico. O procedimento não é indicado de rotina para todos os pacientes. A entrevista destaca que as decisões passam pela avaliação do estágio, dos achados de imagem e da discussão entre especialistas.
No encerramento, os convidados ampliam o recado do Novembro Azul para os cuidados permanentes com a saúde do homem: alimentação equilibrada, atividade física, controle de doenças crônicas, abandono do tabagismo, vacinação e busca de atendimento diante de alterações na saúde. A vacinação contra HPV é mencionada como parte da prevenção de doenças relacionadas ao vírus, não como vacina contra o câncer de próstata.
Os três blocos do Vida Plena apresentam o tema pelo olhar de especialistas e de um paciente, com orientações sobre acompanhamento, tratamentos e saúde do homem. Conforme a programação informada pela produção, o programa vai ao ar aos domingos, às 19h, com reprises às segundas, quartas e sextas-feiras, às 9h45 e 23h15, na REDEVIDA+ (canal .2).
Vida Plena — Câncer de próstata — Bloco 1
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INCA — estimativa de 77.920 casos anuais (2026–2028)
Fonte e estágio da informação: reportagem preparada a partir das legendas dos três vídeos exibidos em 01/11/2026, das informações fornecidas pela produção do Vida Plena e das orientações oficiais do INCA e do Ministério da Saúde. As experiências e opiniões dos entrevistados são atribuídas a eles. O conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica individual.



































