sábado, outubro 31, 2026
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Operação Nêmesis apreende mercúrio e inutiliza dragas perto de Jirau

Fiscalização de 30 de outubro ocorreu a cerca de 27 km da usina, em área sem licença ambiental e título minerário.

Operação Nêmesis no Rio Madeira: ilustração de policial federal observando uma draga flutuante no rio.
Composição ilustrativa gerada por IA; não é fotografia oficial da Operação Nêmesis.

A Operação Nêmesis no Rio Madeira teve uma segunda fase na sexta-feira (30), em Porto Velho. A Polícia Federal e o Ibama fiscalizaram estruturas de extração de ouro a montante da Usina de Jirau, em locais onde, segundo a PF, não havia autorização minerária nem licença ambiental.

As equipes inutilizaram dragas e apreenderam mercúrio, armas e equipamentos. Antes da inutilização, os agentes retiraram das estruturas os materiais nocivos encontrados para evitar seu lançamento no rio.

Segunda fase ocorreu acima da Usina de Jirau

Na segunda fase da Operação Nêmesis no Rio Madeira, a fiscalização ocorreu a montante da Usina Hidrelétrica Jirau, em Porto Velho. As dragas estavam a cerca de 27 quilômetros da barragem, conforme a Polícia Federal.

Essa etapa ocorreu em 30 de outubro, em outro trecho do rio. A fase de 27 de outubro, entre Calama e São Carlos, já havia resultado na inutilização de 72 embarcações e equipamentos; o balanço anterior não corresponde à ação mais recente.

Como a fiscalização identificou os pontos irregulares

A PF comparou a localização das dragas com registros da Agência Nacional de Mineração (ANM). Nos locais fiscalizados, não havia Permissão de Lavra Garimpeira nem licenciamento ambiental, segundo a corporação.

Imagens de satélite analisadas pelos investigadores indicam a presença de dragas nessa área desde abril de 2025, com mudanças de posição e alterações visíveis nas margens do rio.

Faixa ilustrativa da Operação Nêmesis no Rio Madeira, com policial federal diante de draga em rio amazônico.
Composição ilustrativa gerada por IA sobre a fiscalização de dragas no Rio Madeira; não é registro fotográfico da ação da Polícia Federal.

Mercúrio e armas foram apreendidos

Antes de inutilizar as dragas, as equipes retiraram o mercúrio metálico e outras substâncias nocivas encontradas a bordo, evitando seu lançamento na água. Os materiais foram apreendidos e deverão receber destinação ambientalmente adequada.

Também foram recolhidos armas de fogo e equipamentos empregados na queima do amálgama usado para separar o ouro. A presença de mercúrio preocupa porque o metal pode contaminar o ambiente aquático, acumular-se em peixes e afetar populações que dependem do rio.

Por que as dragas foram inutilizadas

As estruturas flutuantes eram de grande porte, com valor médio estimado pela PF acima de R$ 4 milhões por unidade. Segundo a corporação, não havia condições de rebocá-las nem espaço compatível para sua guarda.

A inutilização foi fundamentada no artigo 111 do Decreto nº 6.514/2008, aplicado nas hipóteses previstas pela norma. A PF informou que a fiscalização se restringiu a pontos sem documentação válida.

Investigação busca financiadores e fornecedores

Após a Operação Nêmesis no Rio Madeira, a Polícia Federal continua apurando quem financiava o garimpo, operava a logística, fornecia mercúrio e recebia o ouro extraído. A investigação busca identificar a organização econômica por trás das estruturas encontradas.

A exploração mineral sem autorização, a usurpação de bens da União e o uso irregular de substâncias tóxicas estão entre os crimes que podem ser apurados, conforme a participação identificada de cada envolvido.

Para as comunidades que dependem do rio, a retirada do mercúrio antes da inutilização das dragas é um cuidado importante: impede que o material recolhido seja lançado na água durante a fiscalização. A Operação Nêmesis no Rio Madeira combina a interrupção da extração irregular com a apreensão de substâncias que representam risco ao ambiente aquático.

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FONTE

Polícia Federal — Comunicação Social em Rondônia: comunicado oficial de 30 de outubro de 2026 sobre a segunda fase da Operação Nêmesis.