
O quarto jardim de chuva de Porto Velho está em construção no bairro Cohab, entre as ruas Abacateiro e Algodoeiro. A Prefeitura confirmou nesta terça-feira (22) a execução da estrutura, que ficará dentro do Pocket Park Jacaré, também em obras na Zona Sul da capital.
O equipamento foi projetado para receber parte da água que corre pelas ruas e calçadas quando chove. Segundo o comunicado municipal de 22 de setembro, a execução cabe à Secretaria Executiva de Serviços Básicos (Sesb), vinculada à Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seinfra). O informe não apresenta prazo de conclusão nem capacidade de retenção.
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Onde fica a estrutura em construção no Cohab
A confirmação desta terça trata especificamente do jardim de chuva, não do início de toda a intervenção urbana. O projeto do Pocket Park Jacaré foi anunciado em 7 de setembro, e a Prefeitura informou em 9 de setembro que a construção do parque já havia começado. A etapa agora divulgada é a implantação da área de drenagem.
A Sesb executa a obra sob vinculação à Seinfra. A Prefeitura denomina o projeto de quarto equipamento desse tipo na cidade e cita três jardins anteriores: dois na região da rua Governador Ari Marcos e outro na rua Cipriano Gurgel, no bairro Industrial. Essa contagem é a informada pelo município, não um levantamento independente do desempenho das unidades.
Como o jardim capta a água da chuva
Um jardim de chuva funciona como um canteiro rebaixado, posicionado para receber parte da água superficial. Em vez de todo o volume seguir imediatamente pelo pavimento até os bueiros, uma parcela é encaminhada para uma área com pedras, solo e vegetação. O escoamento perde velocidade e parte da água pode ser absorvida pelo terreno.
Na prática, a diferença está no caminho da água: o jardim de chuva acrescenta uma superfície preparada para receber o fluxo antes da chegada à rede convencional. O comunicado, porém, não apresenta ensaios de infiltração, dimensionamento hidráulico ou medição em dias de temporal; por isso, não é possível calcular quanto de água ficará retido no Cohab.
Por que a estrutura não resolve sozinha os alagamentos
O jardim de chuva é uma medida complementar. A própria Prefeitura afirma que o equipamento não substitui galerias, canais e outros serviços de drenagem. Em chuvas intensas, sua contribuição pode depender da quantidade de água que chega ao ponto, da manutenção e da capacidade da área construída.
Isso significa que a implantação anunciada não comprova a eliminação de alagamentos no bairro. Para avaliar o resultado, seriam necessários parâmetros técnicos, acompanhamento do funcionamento e comparação das condições locais durante os períodos chuvosos. Esses dados não constam da atualização consultada.

O que pertence ao jardim e ao Pocket Park Jacaré
O Pocket Park Jacaré é o projeto mais amplo de recuperação do espaço entre as duas ruas. O planejamento divulgado em 7 de setembro inclui paisagismo, bancos, iluminação, arborização e área de convivência. Já o jardim de chuva é a parte com função específica de captar e retardar o escoamento superficial.
Em 9 de setembro, a Seinfra descreveu limpeza, nivelamento, meio-fio, piso e instalação de bancos como serviços da primeira etapa do parque. Essa lista não demonstra que o jardim já estivesse concluído naquela ocasião. O novo comunicado registra a construção em andamento, sem apresentar medição de avanço físico ou previsão de abertura para uso.
Quais dados de prazo e custo ainda faltam
A atualização de 22 de setembro não informa quanto custa especificamente o jardim de chuva, qual sua área ou qual volume de água foi considerado no projeto. Também não estabelece a data de término da estrutura nem a entrega do Pocket Park Jacaré. Esses pontos impedem comparar custo, cronograma e capacidade com outras soluções de drenagem da capital.
Para o morador, o estágio confirmado é o de obra em execução. Até que sejam divulgados um cronograma e informações técnicas, o jardim de chuva deve ser tratado como uma intervenção de alcance localizado, com objetivo de reduzir parte do escoamento, e não como solução já testada para os alagamentos do Cohab.
A divulgação de futuros prazos, orçamento e capacidade permitirá acompanhar a entrega e verificar se os resultados prometidos pelo projeto foram medidos. Enquanto esses dados não forem públicos, não há base para informar data de inauguração, percentual de eficiência ou economia gerada pela intervenção.
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Fonte e estágio da informação: Prefeitura de Porto Velho/Secom, comunicado de 22/09/2026 às 9h; antecedentes publicados em 7 e 9 de setembro. Construção confirmada, sem custo, prazo de conclusão ou capacidade de retenção divulgados. Crédito informado para as fotografias do comunicado de 22/09: Hellon Luiz/Secom. Fotografia de referência enviada pelo editor; as artes aprovadas são composições ilustrativas derivadas da fotografia, com tratamento por IA, e não registros documentais inalterados. A faixa será inserida somente após o upload e a confirmação de sua URL real.





























