Bullying e cyberbullying são o tema de um episódio do Vida Plena dedicado a um problema que atravessa a escola, a família e também o ambiente digital. A conversa parte de uma pergunta simples, mas decisiva: quando uma “brincadeira” deixa de ser conflito pontual e passa a causar sofrimento recorrente?
Apresentado por Henrique Prata Filho, o programa recebe Beatriz Zancaner, fundadora da Plataforma Grãoedu; Eziquiel Borges da Silva Neto, coordenador pedagógico do Colégio Nomelini Cirandinha; e Alisson dos Santos, advogado e coordenador do projeto “OAB Vai à Escola”. O debate percorre prevenção, sinais de alerta, acolhimento e responsabilidade compartilhada.
Bullying e cyberbullying: reconhecer o problema é só o começo
No primeiro bloco, Beatriz apresenta uma pesquisa realizada pela Grãoedu com parceiros e afirma que o levantamento ouviu 629 gestores escolares. Segundo a convidada, 77% reconhecem o bullying como tema essencial, mas 19,4% mantêm uma prática continuada de combate. O dado é usado no programa para mostrar a distância entre reconhecer o problema e manter ações ao longo do ano.
A discussão reforça que bullying e cyberbullying exigem prevenção, observação e resposta. Um conflito pode ser pontual; já o bullying envolve repetição e desequilíbrio na relação. Por isso, palestra isolada ou conversa única não substitui formação da equipe, canais de escuta e acompanhamento da convivência escolar.
O início da conversa diferencia conflito e bullying e apresenta caminhos de prevenção dentro da escola.
Bullying e cyberbullying: sinais podem aparecer antes da queda nas notas
No segundo bloco, os convidados chamam atenção para mudanças que podem aparecer na rotina: isolamento de quem antes convivia em grupo, faltas recorrentes, resistência em ir à escola e sintomas associados à ansiedade. Eziquiel destaca que o desempenho escolar nem sempre cai imediatamente, o que torna a observação da sociabilidade ainda mais importante.
A parceria entre família e escola ganha peso nessa etapa. O programa defende que bullying e cyberbullying sejam enfrentados com espaços seguros de conversa, escuta sem julgamento e comunicação entre responsáveis e equipe pedagógica. Alisson também aborda situações em que a rede de proteção ou orientação jurídica pode ser necessária, sobretudo quando tentativas anteriores não interrompem a violência.
A conversa mostra por que mudanças de comportamento e afastamento social merecem atenção de adultos próximos.
Bullying e cyberbullying: prevenção precisa virar rotina
O terceiro bloco passa do diagnóstico para as soluções. Beatriz apresenta ferramentas usadas pela Grãoedu para mapear clima escolar e sinais de sofrimento, enquanto os convidados discutem formação de profissionais, resposta rápida a ocorrências e acompanhamento de cada caso. A lógica é evitar que a escola só reaja quando o problema já está em estágio crítico.
Outro ponto comum é não incentivar revide. Para os participantes, responder agressão com agressão tende a ampliar o conflito. A orientação é fortalecer limites, procurar adultos de confiança e usar canais de apoio. Assim, o combate a bullying e cyberbullying inclui tanto a proteção de quem sofre quanto a responsabilização e o acompanhamento de quem pratica a agressão.
O fechamento discute como transformar prevenção, escuta e acompanhamento em práticas contínuas.
Como agir diante de bullying e cyberbullying
O ponto comum dos três blocos é abrir espaço para a fala antes que o sofrimento fique invisível. Crianças e adolescentes podem procurar familiares, professores, coordenação ou outro adulto de confiança. Para a escola, a recomendação discutida no programa é registrar sinais, avaliar recorrência, responder ao caso e acompanhar se a violência realmente cessou.
Para famílias, o episódio reforça acolhimento e diálogo. Minimizar a situação como “coisa de criança” pode afastar quem precisa de ajuda. Da mesma forma, incentivar vingança pode aumentar a exposição e criar novos problemas. Em casos de bullying e cyberbullying, escutar, comunicar e acompanhar são passos centrais para interromper a repetição.
O programa destaca que cada caso exige avaliação própria. A prioridade é proteger a criança ou o adolescente, interromper a agressão e acionar a rede de apoio quando a situação exigir.
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