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MPF pede pena maior em caso de 38 kg de mercúrio em Rondônia

Órgão sustenta que frascos levados em mochilas dentro de ônibus de passageiros criaram risco adicional.

Imagem ilustrativa sobre mercúrio ilegal em Rondônia e transporte em ônibus
Imagem ilustrativa sobre transporte irregular de mercúrio. O caso citado na matéria ocorreu em Rondônia em julho de 2021.

O Ministério Público Federal recorreu ao Tribunal Regional Federal da 1ª Região para tentar aumentar a pena de um homem condenado em primeira instância pelo transporte de 38,17 quilos de mercúrio ilegal em Rondônia. O metal vinha da Bolívia em ônibus entre Guajará-Mirim e Porto Velho.

A apreensão ocorreu em julho de 2021, durante fiscalização da Polícia Rodoviária Federal na BR-364. O fato novo é o recurso apresentado pelo MPF em 2026. O órgão não questiona a condenação e pede ao TRF1 uma pena maior.

Neste artigo, você vai ver
  • por que o MPF pede aumento da pena no caso de mercúrio ilegal em Rondônia;
  • como ocorreu a apreensão de 38,17 kg em 2021;
  • quais riscos do mercúrio preocupam na Amazônia;
  • o que o TRF1 ainda deverá analisar.

MPF pede aumento da pena por mercúrio ilegal em Rondônia

A 3ª Vara Federal Criminal de Rondônia fixou pena de um ano, um mês e 22 dias de reclusão e 26 dias-multa. No recurso, o MPF sustenta que a gravidade concreta do mercúrio ilegal em Rondônia não foi refletida integralmente na sentença e pede aumento da pena-base, além do reconhecimento de agravante prevista na Lei de Crimes Ambientais.

O artigo 56 da Lei nº 9.605/1998 pune o transporte irregular de substância tóxica, perigosa ou nociva à saúde ou ao meio ambiente. O artigo 15 prevê agravantes. Segundo o MPF, o risco criado pelo transporte em ônibus deve ser avaliado separadamente. Essa tese ainda será examinada pelo TRF1.

O que está confirmado

2021: ocorreu a apreensão na BR-364.

38,17 kg: quantidade informada no processo.

2026: o fato novo é o recurso do MPF.

TRF1: o pedido ainda será analisado.

Mercúrio ilegal em Rondônia estava em ônibus de passageiros

Segundo o MPF, a fiscalização ocorreu no km 713 da BR-364, em Porto Velho, em frente à Universidade Federal de Rondônia. A carga estava dividida entre dois passageiros, em 38 frascos com aproximadamente um quilo cada. A perícia identificou mercúrio metálico com 99,99% de pureza.

Na discussão sobre o mercúrio ilegal em Rondônia, o órgão sustenta que havia risco adicional porque os frascos estavam em mochilas, sem medidas técnicas de contenção, dentro de ambiente fechado e compartilhado. Não há informação de vazamento, intoxicação de passageiros ou contaminação ambiental causada por essa carga.

Imagem ilustrativa de fiscalização de ônibus relacionada a transporte ilegal de mercúrio em Rondônia
Imagem ilustrativa sobre mercúrio ilegal em Rondônia; a apreensão que originou o processo ocorreu em julho de 2021.

Por que o mercúrio preocupa na Amazônia

A Organização Mundial da Saúde inclui o mercúrio entre os produtos químicos de maior preocupação para a saúde pública. A exposição pode afetar os sistemas nervoso, digestivo e imunológico, além de pulmões, rins, pele e olhos. No ambiente, parte do metal pode ser convertida em metilmercúrio e entrar na cadeia alimentar aquática.

O Ministério da Saúde mantém plano nacional de vigilância e atenção a populações expostas ou potencialmente expostas ao mercúrio, com foco em grupos vulneráveis. Por isso, a circulação ilegal de mercúrio em Rondônia também envolve riscos ambientais e de saúde pública na Amazônia.

Mercúrio ilegal em Rondônia: cuidado com generalizações

O processo não informa destino final da carga.

Não há confirmação de que os 38,17 kg seriam usados em garimpo específico.

A imagem da matéria é ilustrativa e não documenta a apreensão de 2021.

A circulação do metal é submetida a controle ambiental. O Ibama prevê habilitação e Documento de Operações com Mercúrio Metálico para importação e outras operações. Portanto, não é correto afirmar genericamente que toda importação de mercúrio é proibida no Brasil.

Mercúrio também está no centro de ações em Rondônia

O tema do mercúrio ilegal em Rondônia continua atual. Em junho de 2026, o MPF acionou o Estado de Rondônia e a Agência Nacional de Mineração em discussão sobre licenças, títulos minerários e uso do metal na mineração de ouro.

Essa atuação não prova relação entre os garimpos citados na ação ambiental e os 38,17 kg apreendidos em 2021. Ela mostra apenas que fiscalização, circulação e uso de mercúrio seguem no debate ambiental do estado.

O que acontece agora

Condenação: não é questionada pelo MPF.

Pena: o órgão pede aumento.

Agravante: o MPF quer que o risco aos passageiros seja considerado.

Próxima etapa: cabe ao TRF1 analisar o recurso.

Ao tratar de mercúrio ilegal em Rondônia, a distinção temporal é essencial: a apreensão ocorreu em 2021; o recurso que busca aumentar a pena foi divulgado em 2026. Até o julgamento da apelação, não é correto afirmar que a pena já foi modificada.

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Fonte: Ministério Público Federal.