
Com o avanço da idade, a resposta imunológica tende a enfraquecer, aumentando a possibilidade de reativação do vírus varicela-zóster, que pode permanecer latente depois da catapora. A vacina contra herpes-zóster é estratégia para reduzir o risco da doença e de complicações que atingem com maior frequência pessoas mais velhas.
O herpes-zóster, conhecido como cobreiro, pode causar lesões dolorosas e, em alguns casos, dor persistente mesmo depois de a pele melhorar. Por isso, a vacinação contra herpes-zóster ganha importância na terceira idade e entre pessoas com maior risco.
- por que o envelhecimento aumenta o risco de herpes-zóster;
- como a vacina contra herpes-zóster atua na prevenção;
- quem deve conversar com profissional de saúde sobre a imunização;
- como está a situação no SUS e o acesso em Rondônia.
Por que o risco de herpes-zóster cresce com a idade
O Relatório de Recomendação nº 1073 da Conitec explica que a doença resulta da reativação do vírus varicela-zóster, que permanece latente nos gânglios nervosos. Idosos e pessoas imunocomprometidas estão entre os grupos mais afetados.
Entre 2008 e 2024, o SUS registrou 85.888 atendimentos ambulatoriais e 30.801 internações de pacientes com herpes-zóster. Entre 2007 e 2023, foram registrados 1.567 óbitos no Brasil: 90% ocorreram em pessoas com 50 anos ou mais e 53,4% em pessoas com mais de 80 anos.
dos óbitos do período ocorreram em pessoas com 50 anos ou mais.
foram registrados em pessoas com mais de 80 anos.
Vacina contra herpes-zóster reduz risco de doença e complicações
Na população com 80 anos ou mais analisada pela Conitec, a vacina contra herpes-zóster apresentou eficácia de 89,7% contra a doença e também mostrou proteção contra neuralgia pós-herpética, quadro em que a dor permanece após o desaparecimento das lesões. O relatório considerou o imunizante seguro nas populações estudadas.
A decisão de não incorporar a vacina ao SUS para os grupos analisados não ocorreu por falta de eficácia. A avaliação econômica apontou baixa relação de custo-efetividade no preço considerado e impacto orçamentário elevado. A Portaria SCTIE/MS nº 3, de 8 de janeiro de 2026, formalizou a decisão para idosos com 80 anos ou mais e imunocomprometidos a partir de 18 anos.

Quem deve conversar sobre a vacinação
A Sociedade Brasileira de Imunizações informa que a vacina contra herpes-zóster é indicada para pessoas a partir de 50 anos e para imunocomprometidos ou pessoas com risco aumentado a partir dos 18 anos. O esquema geral é de duas doses, com intervalo de dois meses.
Quem já teve herpes-zóster também pode receber orientação sobre a vacinação. A SBIm sugere, em geral, seis meses após o episódio, mas o intervalo pode variar. Pessoas com HIV, transplantadas, em tratamento contra câncer ou em uso de imunossupressores devem discutir o momento adequado com o profissional responsável.
A partir de 50 anos: a SBIm recomenda a imunização.
A partir de 18 anos: pessoas imunocomprometidas ou com risco aumentado podem ter indicação.
Esquema geral: duas doses, normalmente com intervalo de dois meses.

Vacina não integra a rotina nacional para idosos
O Calendário Nacional de Vacinação 2026 para idosos não inclui a vacina específica contra herpes-zóster na rotina nacional. Isso não exclui situações excepcionais, mas não há oferta rotineira decorrente da incorporação analisada pela Conitec.
A recomendação clínica é mais ampla que a população avaliada pela Conitec. Assim, a vacina contra herpes-zóster pode ter indicação mesmo sem integrar o calendário rotineiro do SUS para idosos.
Rotina do SUS: a vacina específica não integra o calendário nacional para idosos.
Compras pontuais: documentos da Sesau-RO registram aquisição da Shingrix vinculada a solicitações médicas.
Porto Velho: serviços privados oferecem o imunizante; estoque, preço e agendamento devem ser confirmados antes do deslocamento.
Em Rondônia, o portal da Secretaria de Estado da Saúde registra processo que inclui a vacina contra herpes-zóster entre itens solicitados conforme pedidos médicos anexados aos autos. É uma aquisição pontual, não campanha estadual nem vacinação aberta nas UBS.
Em Porto Velho, a rede privada é outra possibilidade de acesso, mas estoque, preço e agendamento devem ser confirmados antes do deslocamento. O foco segue sendo a prevenção: com o envelhecimento, conversar com um profissional sobre a vacina contra herpes-zóster ajuda a avaliar a indicação individual.
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Fonte: Ministério da Saúde — Conitec.
































