Mais de 985 mil raios em Rondônia atingiram o solo entre janeiro e julho de 2026, segundo monitoramento meteorológico do Grupo Storm utilizado pela Energisa. O volume divulgado nesta terça-feira (15) é 44% superior ao registrado no mesmo período de 2025.
O dado de 985 mil é o principal fato novo da atualização. A comparação de 44% já havia aparecido em divulgação anterior. A Energisa também informou aumento superior a 3% nas ocorrências da rede elétrica relacionadas a descargas atmosféricas no mesmo intervalo.
Raios em Rondônia passam de 985 mil no monitoramento
Os números são do Grupo Storm, empresa de monitoramento climático e meteorológico que presta serviço à Energisa. Por isso, os raios em Rondônia citados nesta matéria não devem ser apresentados como estatística oficial do INPE, do Inmet, do Governo de Rondônia ou da Defesa Civil.
O levantamento considera descargas atmosféricas que atingiram o solo entre janeiro e julho. A leitura correta é que o sistema utilizado pela concessionária registrou mais de 985 mil ocorrências no período, e não que exista uma contagem oficial única válida para todos os órgãos públicos.
Cinco municípios aparecem entre os destaques do levantamento
Porto Velho, Guajará-Mirim, São Francisco do Guaporé, Vilhena e Pimenteiras do Oeste foram citados pela Energisa entre os municípios com maior presença de descargas no monitoramento. A divulgação, porém, não informa números individuais para cada cidade.
Por essa razão, não é possível montar ranking entre os municípios nem afirmar qual deles teve mais raios em Rondônia. A lista serve apenas para identificar localidades destacadas no material divulgado pela concessionária e contextualizar os raios em Rondônia.

Ocorrências relacionadas a descargas cresceram na rede elétrica
Segundo a Energisa, as ocorrências na rede associadas a descargas atmosféricas aumentaram mais de 3% entre janeiro e julho de 2026 na comparação com o mesmo período do ano passado. O dado não significa que toda interrupção de energia no estado tenha sido causada por raios.
A atenção aos raios em Rondônia aumenta com a entrada no período em que as tempestades voltam a ganhar frequência. A Energisa recomenda que qualquer situação envolvendo cabo no chão ou objeto sobre a rede seja tratada como risco elétrico até a avaliação de equipe habilitada.
El Niño entra no contexto, mas não explica sozinho o aumento
O Inmet, em boletim produzido com participação do INPE e de outros órgãos, aponta mais de 90% de probabilidade de um El Niño muito forte no trimestre setembro-outubro-novembro de 2026. Esse cenário pode alterar chuva e temperatura em diferentes regiões do país.
O dado climático não deve ser usado para afirmar que o El Niño causou o aumento dos raios em Rondônia observado entre janeiro e julho. Os períodos são diferentes e a ocorrência de descargas depende de condições atmosféricas locais e de cada tempestade.
Com o período de maior atenção às tempestades se aproximando, acompanhar alertas meteorológicos e manter distância de estruturas energizadas é a medida prática. O levantamento sobre raios em Rondônia reforça a dimensão do fenômeno, mas deve continuar sendo atribuído ao monitoramento do Grupo Storm utilizado pela Energisa.
Fontes: Energisa Rondônia / Grupo Storm — comunicado institucional de 15/09/2026, reproduzido pelo; INMET — Boletim nº 3 do Painel El Niño 2026–2027.
































