O desmatamento em Rondônia caiu de 229 km² para 149 km² entre agosto de 2025 e julho de 2026, segundo os novos dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). A redução foi de 34,9%, o que representa 80 km² a menos de vegetação nativa suprimida em relação ao ciclo anterior.
A queda é expressiva, mas ficou abaixo da média registrada na Amazônia Legal no mesmo período. Na região, a área desmatada passou de 5.731 km² para 3.335 km², redução de 41,8%. Os números fazem parte do Prodes, sistema utilizado pelo INPE para calcular a taxa anual oficial de desmatamento.
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➜ Quanto caiu o desmatamento em Rondônia
➜ Como Rondônia ficou diante da Amazônia
➜ Qual é a diferença entre Prodes e Deter
Rondônia teve 80 km² a menos de área desmatada
O novo levantamento mostra que o desmatamento em Rondônia recuou 80 km² em um ano. No ciclo de agosto de 2024 a julho de 2025, foram registrados 229 km². Entre agosto de 2025 e julho de 2026, o total caiu para 149 km².
Em termos percentuais, a redução foi de 34,9%. O dado atualiza o retrato anual da perda de vegetação nativa no estado e permite comparar Rondônia com os demais integrantes da Amazônia Legal dentro do mesmo período de medição.
Rondônia passou de 229 km² para 149 km² de área desmatada. A diferença é de 80 km², equivalente a uma redução de 34,9%.
Queda em Rondônia ficou abaixo da média da Amazônia
A comparação regional ajuda a dimensionar o resultado. Enquanto o desmatamento em Rondônia caiu 34,9%, a Amazônia Legal registrou redução de 41,8% no mesmo intervalo, segundo o INPE.
A área desmatada em toda a Amazônia Legal caiu de 5.731 km² para 3.335 km². Isso significa que Rondônia acompanhou o movimento de redução observado na região, mas com queda proporcional menor que a média amazônica.
Rondônia reduziu o desmatamento, mas não liderou a queda entre os estados. O resultado estadual deve ser apresentado ao lado da média da Amazônia para evitar uma leitura fora de contexto.

Prodes não é a mesma coisa que Deter
O dado de 149 km² vem do Prodes, sistema de monitoramento anual utilizado pelo INPE para calcular a taxa oficial de supressão da vegetação nativa. É esse levantamento que serve de referência para avaliar a evolução do desmatamento em Rondônia de um ciclo anual para outro.
O Deter tem outra finalidade. Ele produz alertas em tempo próximo ao real para ajudar órgãos de fiscalização a localizar áreas onde pode estar ocorrendo desmatamento ou degradação. Por isso, a soma dos alertas do Deter não deve ser tratada como a taxa anual do Prodes.
Sedam relaciona resultado a fiscalização e monitoramento
O Governo de Rondônia atribui parte do resultado às ações realizadas pela Secretaria de Estado do Desenvolvimento Ambiental, em conjunto com outras instituições. A divulgação estadual cita fiscalização ambiental, monitoramento contínuo, geoprocessamento, educação ambiental e as operações Hileia e Verde Rondônia.
Essa relação, porém, precisa ser lida como uma avaliação institucional. Os dados do INPE comprovam a redução do desmatamento em Rondônia, mas o levantamento do Prodes, sozinho, não identifica uma causa exclusiva para a queda nem mede quanto cada operação contribuiu para o resultado.
O Prodes confirma a redução de 34,9%. A associação desse resultado às operações estaduais é feita pelo Governo e pela Sedam e não deve ser apresentada como causalidade comprovada pelo INPE.
Distribuição dos 149 km² ainda precisa ser detalhada
O resultado estadual mostra quanto o desmatamento em Rondônia diminuiu, mas não responde sozinho onde ficaram concentrados os 149 km² registrados no ciclo 2025/2026.
A publicação atual utilizada como base não apresenta ranking municipal atualizado, divisão das áreas entre propriedades privadas e unidades de conservação ou participação de cada região do estado. Por isso, dados municipais de ciclos anteriores não devem ser reaproveitados como se representassem 2026.
Esse detalhamento é importante para identificar pontos de maior pressão ambiental e orientar fiscalização, planejamento e políticas públicas. Também permite avaliar, em uma série mais longa, se a queda de 2026 representa uma tendência sustentável ou uma variação específica deste ciclo.
Ainda precisam ser detalhados o ranking municipal de 2026, a distribuição territorial dos 149 km² e a participação das diferentes categorias de áreas na supressão registrada.
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Fonte e estágio da informação: Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), por meio do Prodes, e Governo de Rondônia/Sedam. Os números de área desmatada são dados oficiais do INPE. As relações entre a redução e operações estaduais são atribuições institucionais do Governo e da Sedam e não representam causalidade exclusiva demonstrada pelo Prodes.

































