
A Polícia Federal cumpriu mandado de busca e apreensão em Colorado do Oeste, no sul de Rondônia, em uma investigação relacionada ao desmatamento em Lábrea, no Amazonas. A medida foi realizada na terça-feira (18) dentro da Operação Sobrepreço e busca aprofundar a apuração conduzida pela corporação.
Segundo a PF, a área investigada tem aproximadamente 1,1 mil hectares de floresta nativa em reserva legal no município de Lábrea (AM). A corporação afirma que a supressão teria ocorrido sem autorização do órgão ambiental competente. O mandado, porém, foi cumprido em Rondônia, e a investigação continua sem divulgação de conclusão sobre responsabilidade criminal.
- onde o mandado foi cumprido;
- onde fica a área investigada;
- o que a PF apura sobre as negociações do imóvel;
- quais hipóteses criminais estão sob investigação;
- por que Rondônia e Amazonas precisam ser diferenciados.
Mandado foi cumprido em Colorado do Oeste
A ordem de busca e apreensão foi executada em Colorado do Oeste. A nota oficial não detalha, até o ponto divulgado, qual vínculo levou a diligência ao município rondoniense. Por isso, a presença da PF em Rondônia não deve ser apresentada como prova de que o desmatamento ocorreu no estado.
O foco ambiental informado pela corporação é o desmatamento em Lábrea. A distinção geográfica é importante porque o fato investigado está associado a um imóvel rural de Lábrea, enquanto a medida de busca ocorreu em outro estado.
Desmatamento em Lábrea envolve cerca de 1,1 mil hectares
De acordo com a Polícia Federal, o desmatamento em Lábrea envolve aproximadamente 1,1 mil hectares de floresta nativa em área de reserva legal. A PF afirma que a supressão ocorreu sem autorização do órgão ambiental competente, ponto que integra a apuração federal.
A dimensão informada pela corporação deve ser tratada como aproximada. O comunicado oficial não autoriza transformar automaticamente a área em comparações com bairros, cidades ou campos de futebol, nem identificar propriedade ou pessoas por inferência.

PF apura negociações e possível ocultação de titularidade
A investigação do desmatamento em Lábrea também examina negociações sucessivas envolvendo o imóvel. Segundo a PF, foram identificadas variações de valores e elementos que podem apontar para possível ocultação da real titularidade e eventual uso de interposta pessoa.
Esses elementos são tratados como hipóteses investigativas. A existência de negociações, por si só, não comprova lavagem de dinheiro. O inquérito busca esclarecer se as movimentações patrimoniais têm relação com o desmatamento em Lábrea e com outros delitos eventualmente identificados.
Operação Sobrepreço continua em andamento
A PF informou que o inquérito apura possíveis crimes ambientais e lavagem de dinheiro, além de outros delitos que possam surgir no curso das diligências. Não houve, na nota oficial consultada, anúncio de condenação ou definição definitiva de autoria ligada ao desmatamento em Lábrea.
Até a checagem feita na manhã de 19 de agosto, a divulgação oficial utilizada como base não detalhava apreensões específicas decorrentes do mandado nem novos alvos. A cautela é necessária porque a Operação Sobrepreço permanece em fase de investigação.
Conexão com Rondônia está no cumprimento do mandado
Para Rondônia, o fato de maior interesse é a diligência realizada em Colorado do Oeste. Já o desmatamento em Lábrea citado pela Polícia Federal está localizado no Amazonas. Misturar os dois pontos levaria o leitor a uma conclusão geográfica incorreta.
A nota também não explica publicamente por que a busca foi cumprida no município rondoniense. Sem essa informação, não é seguro atribuir relação comercial, residência, propriedade ou participação específica a qualquer pessoa ou empresa.
As investigações continuam e novas informações podem alterar o quadro. Até que isso ocorra, a leitura correta é que a PF cumpre diligências para esclarecer o desmatamento em Lábrea, possíveis crimes ambientais e eventuais movimentações financeiras relacionadas ao imóvel. O desmatamento em Lábrea permanece, portanto, como objeto de investigação e não como sentença de responsabilidade.
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Fonte: Polícia Federal.
































