sexta-feira, outubro 9, 2026
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Anvisa proíbe medicamentos irregulares com insulina e tirzepatida; veja quais

Resolução nº 3.947/2026 determina apreensão e proibição de circulação de produtos específicos sem registro ou distribuídos de forma irregular.

Embalagens e dispositivos injetáveis representando medicamentos irregulares com insulina glargina e tirzepatida, imagem ilustrativa
A medida da Anvisa atinge produtos específicos irregulares e não representa proibição geral da insulina glargina ou da tirzepatida.

A Anvisa proibiu nesta terça-feira, 6 de outubro, a circulação de medicamentos irregulares que incluem uma apresentação de insulina glargina distribuída por empresa sem autorização e produtos com tirzepatida sem registro sanitário. A medida foi publicada na Resolução-RE nº 3.947/2026.

A decisão não significa que a insulina glargina ou a tirzepatida estejam proibidas no Brasil. O alvo são produtos específicos que não atendem às regras sanitárias. Essa diferença é importante para não confundir medicamentos regularizados com itens de procedência irregular.

Quais produtos foram proibidos

A resolução alcança diferentes medicamentos irregulares. Entre eles está a insulina glargina 3 mL/100 UI distribuída pela Costa Mar Comércio Licitatório Ltda., além de produtos sem registro vendidos em canais irregulares.

PRODUTOS LISTADOS PELA ANVISA

BPC157 & TB500 40 mg — Alluvi Healthcare

NAD+ 1000 mg — Synedica Labs

Tirzegen 60 mg Tirzepatida — Oxygen Pharm

Retagen 40 mg Retatrutide — Oxygen Pharm

Glow GHK-CU 70 mg — Alluvi Healthcare

Retatrutide 40 mg — Alluvi Healthcare

Esses medicamentos irregulares não podem ser vendidos, fabricados, distribuídos, divulgados, transportados nem utilizados. A Anvisa também determinou que os itens irregulares sejam apreendidos.

O que aconteceu com a insulina glargina

No caso da insulina, a irregularidade está ligada à empresa responsável pela distribuição. Segundo a Anvisa, a Costa Mar Comércio Licitatório Ltda. não possuía Autorização de Funcionamento de Empresa para distribuir medicamentos.

Uma inspeção da Vigilância Sanitária Municipal de Petrópolis, no Rio de Janeiro, constatou ainda que a empresa não funcionava no endereço cadastrado e que não havia licença sanitária identificada naquele local. Por isso, a medida recai sobre a insulina glargina distribuída de forma irregular por essa empresa, e não sobre toda insulina glargina disponível no mercado.

NÃO CONFUNDA

A existência de medicamentos irregulares com determinado princípio ativo não torna automaticamente irregular todo medicamento que contenha esse mesmo princípio ativo.

Arte sobre produtos irregulares com insulina glargina e tirzepatida proibidos pela Anvisa
A medida da Anvisa atinge produtos específicos e não representa proibição geral dos princípios ativos citados.

Por que tirzepatida regularizada não foi proibida

Entre os produtos atingidos está o Tirzegen 60 mg Tirzepatida, da Oxygen Pharm, por falta de registro e comercialização em canal irregular. Isso não significa que todos os medicamentos com tirzepatida estejam proibidos.

A tirzepatida possui medicamentos regularizados no país. Por isso, ao avaliar alertas sobre medicamentos irregulares, o consumidor deve distinguir o princípio ativo de um produto específico sem registro. A proibição da Resolução-RE nº 3.947/2026 se concentra em itens determinados que não comprovaram regularização sanitária adequada.

CONTEXTO DA FISCALIZAÇÃO

Entre janeiro e abril de 2026, ações de fiscalização resultaram na apreensão de mais de 1,3 milhão de unidades de medicamentos injetáveis irregulares. A Anvisa também ampliou inspeções e medidas contra produtos injetáveis e agonistas de GLP-1 fora das regras sanitárias.

Como o consumidor pode se proteger

A principal orientação é evitar a compra de medicamentos irregulares em sites, perfis de redes sociais ou vendedores sem identificação clara e sem vínculo com estabelecimentos autorizados.

Produtos injetáveis de procedência desconhecida podem apresentar problemas de composição, conservação, esterilidade ou armazenamento. A embalagem ou o nome do princípio ativo, por si só, não comprovam que o item foi regularizado.

COMO CONFERIR

A Anvisa mantém um Sistema de Consultas com informações públicas sobre registro de medicamentos, produtos irregulares e Autorizações de Funcionamento de Empresas. A consulta ajuda a verificar se produto e empresa estão regularizados antes da compra.

O que a medida significa em Rondônia

A proibição é nacional e, portanto, também vale para estabelecimentos e consumidores de Rondônia. Isso significa que os medicamentos irregulares listados não podem circular nem ser utilizados no estado.

Até o momento, porém, não há informação específica na fonte consultada de que esses produtos tenham sido encontrados ou apreendidos em Rondônia. O impacto local é regulatório: farmácias, distribuidores, serviços de saúde e consumidores devem observar a proibição nacional.

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Fonte e estágio da informação: a matéria usa comunicado oficial da Anvisa publicado em 6 de outubro de 2026 e informações do sistema de consultas da Agência. A proibição atinge produtos específicos sem regularização adequada ou distribuídos de forma irregular; não representa proibição geral da insulina glargina ou da tirzepatida.