sexta-feira, outubro 9, 2026
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32% dos pais relatam compras sem autorização feitas por filhos em apps e jogos

Pesquisa da Serasa com o Instituto Opinion Box ouviu 1.066 pais e responsáveis; em 60% dos casos relatados, o gasto chegou a até R$ 100.

Criança usando tablet com itens de jogo enquanto responsável observa ao fundo, em imagem ilustrativa sobre compras sem autorização
Pesquisa nacional ouviu pais e responsáveis sobre compras digitais feitas por filhos sem autorização prévia.

Uma pesquisa nacional sobre hábitos de consumo digital mostra que 32% dos pais e responsáveis entrevistados afirmam já ter flagrado filhos fazendo compras sem autorização em aplicativos, jogos ou outras plataformas. O levantamento foi realizado pela Serasa com o Instituto Opinion Box e ouviu 1.066 pessoas com filhos de até 18 anos.

O dado não significa que 32% das crianças brasileiras façam compras escondidas. Ele representa a experiência relatada pelos adultos entrevistados entre 31 de agosto e 15 de setembro de 2026. Em 60% dos casos relatados, o gasto chegou a até R$ 100.

O que a pesquisa realmente mostrou

O estudo ouviu 1.066 pais e responsáveis por meio de entrevistas online. A margem de erro informada é de três pontos percentuais. Entre os participantes, 32% disseram já ter identificado compras sem autorização feitas pelos filhos em ambientes digitais.

LEITURA CORRETA DO DADO

O percentual se refere ao que os pais e responsáveis entrevistados relataram. Não é correto transformar o resultado em “32% das crianças brasileiras compram escondido”.

A pesquisa também mostra que, além das compras sem autorização, 86% dos pais afirmam conversar sobre segurança digital e que 72% se veem como a principal fonte de educação financeira dos filhos. Outros 75% dizem que os filhos participam de decisões de compra da família.

Quanto foi gasto nos casos relatados

Entre os responsáveis que disseram já ter enfrentado compras sem autorização, 60% relataram gasto de até R$ 100. Esse número não representa gasto médio: ele indica apenas a faixa de valor informada na maior parte desses episódios.

Compras dentro de jogos, assinaturas, moedas virtuais e itens digitais podem ocorrer com poucos toques quando cartões ou carteiras digitais permanecem salvos. Por isso, o risco aumenta quando não há senha adicional, biometria ou confirmação antes de cada pagamento.

O VALOR DA PAUTA É PREVENTIVO

A pesquisa não cria nova regra para plataformas ou famílias. Ela ajuda a identificar situações em que configurações simples de segurança podem evitar cobranças inesperadas.

Arte sobre compras sem autorização em aplicativos e jogos com criança usando tablet e responsável ao fundo
Senhas, biometria e revisão de cartões salvos podem reduzir o risco de compras não autorizadas em aplicativos e jogos.

Redes sociais e desejo de consumo

O levantamento informa que 60% dos filhos usam redes sociais e 31% têm conta própria. Além disso, 53% dos entrevistados acreditam que as redes sociais aumentam o desejo de consumo das crianças e adolescentes.

Esse dado deve ser entendido como percepção dos pais, e não como prova científica de causa e efeito. No contexto de compras sem autorização, ele ajuda a explicar por que o consumo digital exige acompanhamento próximo. Ainda assim, ele ajuda a mostrar por que publicidade, influenciadores e conteúdos patrocinados passaram a entrar nas conversas familiares sobre consumo.

CONVERSA TAMBÉM FAZ PARTE DA PROTEÇÃO

Explicar a diferença entre anúncio, conteúdo patrocinado, item virtual e compra real ajuda crianças e adolescentes a perceber que cliques dentro de aplicativos podem gerar cobrança no orçamento da família.

Como reduzir compras não autorizadas

Para diminuir o risco de novas compras sem autorização, pais e responsáveis podem revisar as configurações de pagamento dos aparelhos usados pelos filhos. A primeira medida é exigir senha, PIN ou biometria antes de qualquer compra.

Também vale conferir cartões salvos, desativar compras com um toque, revisar assinaturas ativas e usar ferramentas de controle parental. Em jogos e aplicativos, alertas de gasto e limites de compra ajudam a acompanhar cobranças antes que elas se acumulem.

CHECKLIST RÁPIDO

Ative confirmação por senha ou biometria, remova cartões que não precisam ficar salvos, desative compras automáticas, revise assinaturas, acompanhe gastos em jogos e converse sobre publicidade e consumo.

O que o levantamento significa para Rondônia

A pesquisa tem abrangência nacional e não traz recorte estadual confirmado. Portanto, não é correto afirmar que 32% dos pais de Rondônia enfrentaram esse problema. O resultado, porém, é útil para famílias do estado porque aplicativos, jogos, cartões digitais e assinaturas fazem parte da mesma rotina de consumo.

Na prática, o alerta para Rondônia é o mesmo: reduzir facilidades de pagamento sem confirmação e acompanhar o uso de plataformas digitais por crianças e adolescentes. A prevenção contra compras sem autorização combina configuração técnica e educação financeira dentro de casa.

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Fonte e estágio da informação: a matéria usa dados de pesquisa divulgada pela Serasa e realizada com o Instituto Opinion Box, com 1.066 pais e responsáveis, entrevistas online entre 31 de agosto e 15 de setembro de 2026 e margem de erro de três pontos percentuais. O levantamento é nacional e não fornece percentual específico para Rondônia.