A cesta básica em Porto Velho ficou 2,93% mais barata em agosto, mas o alívio do mês ainda não compensou a pressão acumulada ao longo de 2026. Entre dezembro de 2025 e agosto deste ano, o custo subiu 12,29%, a maior alta registrada entre as 27 capitais pesquisadas pela Conab e pelo DIEESE.
Em agosto, o conjunto dos alimentos básicos custou R$ 664,79 na capital de Rondônia. O valor não coloca Porto Velho entre as cestas mais caras do país: São Paulo, por exemplo, chegou a R$ 900,59. A liderança de Porto Velho está exclusivamente na variação acumulada no ano.
Cesta básica em Porto Velho tem maior alta acumulada de 2026
Todas as 27 capitais pesquisadas apresentaram aumento da cesta no acumulado entre dezembro de 2025 e agosto de 2026. As taxas variaram de 2,82%, em Brasília, até 12,29% em Porto Velho.
Isso significa que, mesmo depois da redução registrada em agosto, quem compra os alimentos básicos na capital ainda encontra uma cesta 12,29% mais cara do que no fim de 2025. Em 12 meses, porém, a comparação é diferente: a alta da cesta básica em Porto Velho foi de 5,31%.
Agosto trouxe queda de 2,93%
Entre julho e agosto, cinco dos 12 alimentos pesquisados ficaram mais baratos. O tomate teve a maior redução, de 17,02%, seguido pelo feijão carioca, com queda de 4,51%, açúcar cristal, 2,80%, óleo de soja, 0,92%, e café em pó, 0,77%.
Leite integral e arroz agulhinha ficaram estáveis. Já pão francês subiu 2,55%, farinha de mandioca 2,52%, banana 0,78%, manteiga 0,66% e carne bovina de primeira 0,35%.

Quais alimentos mais pressionaram no ano
No acumulado de 2026, o tomate aparece com alta de 54,98% em Porto Velho. O feijão carioca avançou 44,29%, enquanto o arroz agulhinha subiu 28,49%.
Também registraram aumento o leite integral, com 12,77%, a carne bovina de primeira, com 11,60%, e o pão francês, com 3,09%. Os números ajudam a explicar por que a queda de agosto ainda não foi suficiente para eliminar a alta acumulada da cesta.
Cesta consome 44,34% do salário mínimo líquido
Um trabalhador remunerado com o salário mínimo de R$ 1.621 precisou trabalhar 90 horas e 13 minutos em agosto para comprar a cesta básica em Porto Velho. Em julho, eram necessárias 92 horas e 56 minutos.
Quando o cálculo considera o salário mínimo líquido, após o desconto previdenciário usado pela pesquisa, os alimentos básicos comprometeram 44,34% da renda em agosto.
O relatório completo da Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos pode ser consultado no DIEESE.
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Fonte: Conab / DIEESE — Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, agosto de 2026.




























