Pecuária rondoniense, organização dos produtores e bastidores da APRON são os temas centrais do episódio do RuralCast com Gustavo Sandoval Leal, advogado, pecuarista e vice-presidente da Associação dos Pecuaristas de Rondônia.
Na conversa conduzida por Dhiony Costa e Silva, diretor executivo da APRON, Gustavo explica como a associação nasceu, quais desafios mobilizam os pecuaristas e por que regularização fundiária, segurança no campo, crédito rural, rastreabilidade, genética e tecnologia passaram a ocupar o centro do debate.
O episódio mostra que a pecuária rondoniense vive uma fase de profissionalização. A pauta não envolve apenas produção de carne, mas também organização institucional, valorização da arroba, sustentabilidade, gestão da propriedade e defesa de soluções para quem trabalha no campo.
Gustavo Sandoval fala sobre a criação da APRON, união dos pecuaristas, regularização, segurança rural, crédito, leite, genética e futuro da pecuária em Rondônia.
Pecuária rondoniense ganha força com organização dos produtores
Gustavo Sandoval conta que a APRON nasceu a partir da troca de informações entre pecuaristas que já conversavam sobre desafios comuns. A partir desses diálogos, produtores perceberam que Rondônia precisava de uma associação formal, profissional e capaz de representar demandas do setor.
Segundo ele, a união surgiu porque os problemas eram parecidos, independentemente do tamanho ou da localização da propriedade. Regularização, crédito, segurança, mercado e tecnologia passaram a exigir uma atuação organizada.
A entrevista mostra que a pecuária rondoniense depende cada vez mais de representação. Para Gustavo, uma entidade estruturada ajuda a identificar gargalos, encaminhar propostas e buscar soluções junto a governos, instituições e demais atores do agro.
Gustavo explica como a troca entre pecuaristas levou à criação da Associação dos Pecuaristas de Rondônia.
Comissões organizam as principais demandas do setor
Durante a conversa, Gustavo explica que a APRON passou a atuar por comissões para organizar melhor os temas que chegam dos associados. A ideia é evitar que tudo fique disperso e permitir que produtores com mais afinidade por cada assunto contribuam diretamente.
Entre as frentes citadas estão regularização fundiária, regularização ambiental, segurança rural, valorização da arroba, rastreabilidade, leite, crédito e genética. Cada uma dessas áreas toca em problemas práticos do dia a dia do produtor.
Esse modelo mostra como a pecuária rondoniense vem tentando sair da atuação improvisada para uma agenda mais técnica. O episódio reforça que a associação não atua apenas para seus membros, mas em pautas que podem atingir todo o setor.
O vice-presidente explica por que a associação estruturou grupos específicos para cada demanda da pecuária.
Terra, ambiente e segurança rural entram no centro do debate
Um dos temas destacados é a regularização fundiária. Gustavo afirma que muitas propriedades em Rondônia ainda enfrentam dificuldades documentais, o que afeta crédito, segurança jurídica e planejamento de longo prazo.
Na área ambiental, ele defende que é possível produzir preservando, desde que o produtor tenha orientação, segurança jurídica e condições para regularizar a propriedade. O episódio também cita cuidados no período de seca, como aceiros, equipamentos e diálogo com vizinhos para prevenir incêndios.
A segurança no campo aparece com destaque por meio da Patrulha Rural. Gustavo avalia que a iniciativa trouxe mais proteção, especialmente porque usa identificação das propriedades e comunicação rápida com produtores. Para a pecuária rondoniense, a permanência desse tipo de programa é tratada como prioridade.
Gustavo fala sobre terra, segurança jurídica, prevenção no período seco e importância da Patrulha Rural.
Bastidores mostram uma pecuária mais organizada
Documentos: regularização fundiária impacta crédito, garantia e segurança jurídica.
Mercado: valorização da arroba, rastreabilidade e qualidade ampliam oportunidades.
Futuro: união dos pecuaristas é apresentada como caminho para acelerar soluções.
Mercado, rastreabilidade, leite e genética apontam novos caminhos
O episódio também aborda valorização da arroba, rastreabilidade e abertura de mercados. Gustavo afirma que a qualidade produtiva de Rondônia já atrai interesse e que saber a origem do gado será cada vez mais importante para o setor.
Na cadeia do leite, a conversa destaca a necessidade de fortalecer produtores, agregar valor e melhorar a comercialização por meio de produtos como queijo e derivados. O tema aparece ligado à realidade de pequenos produtores presentes em vários municípios.
Outro ponto é o melhoramento genético. Gustavo cita ganhos possíveis tanto no leite quanto no corte, com mais produtividade, melhor aproveitamento de pastagens, suplementação adequada e animais mais precoces. Para a pecuária rondoniense, genética e tecnologia aparecem como instrumentos para competir melhor.
A conversa passa por valorização da arroba, rastreabilidade, leite, crédito rural e melhoramento genético.
Futuro da pecuária passa por união e produtividade
Ao projetar os próximos dez anos, Gustavo afirma que Rondônia deve avançar em integração entre pecuária e agricultura, rotação de pastagens, produção de alimento dentro da propriedade, lotação maior, ganho de peso e qualidade genética superior.
Ele também defende que as propriedades estejam regularizadas e que a rastreabilidade avance de forma viável para o produtor. A visão apresentada é de uma pecuária mais integrada, produtiva, sustentável e preparada para mercados exigentes.
Na mensagem final, Gustavo reforça o convite para que pecuaristas conheçam e participem da APRON. O RuralCast com Gustavo Sandoval mostra que a pecuária rondoniense depende de união, informação, regularização, tecnologia e representação para acelerar soluções nos próximos anos.































