
Pecuária de Rondônia, associativismo rural e futuro do agro foram temas centrais de um episódio do RuralCast com Alex Guaitolini, presidente do Sindicato dos Produtores Rurais de Cacoal e Ministro Andreazza.
Na conversa conduzida por Dhiony Costa e Silva, diretor executivo da APRON, Alex relembra a chegada da família a Rondônia na década de 1980, fala sobre os desafios dos pioneiros e explica por que gestão, capacitação, tecnologia e união entre produtores se tornaram decisivas para o campo.
O episódio mostra que a pecuária de Rondônia tem potencial para avançar em produtividade e mercado, mas depende de organização, informação, sucessão familiar e entidades fortes para transformar oportunidades em resultado real.
Alex Guaitolini fala sobre associativismo, gestão de custos, sucessão familiar, tecnologia e caminhos para fortalecer o agro rondoniense.
Da chegada a Rondônia ao trabalho no campo
No início da entrevista, Alex Guaitolini conta que chegou a Rondônia ainda criança, na década de 1980, acompanhando a família. Ele relembra a viagem difícil, a vida na zona rural, as escolas do campo e o esforço dos pioneiros que vieram construir uma nova história no estado.
A trajetória pessoal ajuda a contextualizar a relação de Alex com a atividade rural. Antes de se tornar empresário, pecuarista e liderança sindical, ele viveu a rotina de quem cresceu no campo, acompanhando a construção de uma região marcada por trabalho, desafios e adaptação.
Esse olhar dá peso à análise feita no episódio sobre a pecuária de Rondônia. Alex fala como produtor, dirigente sindical e participante de entidades que buscam defender o setor da porteira para fora.
O convidado relembra a chegada da família a Rondônia e a vida no campo desde a infância.
Associativismo ajuda o produtor da porteira para fora
Um dos eixos do episódio é a importância do associativismo. Alex afirma que o produtor rural costuma estar concentrado na produção, enquanto muitas demandas do setor precisam ser defendidas junto ao poder público, ao mercado e às instituições.
Para ele, entidades de classe, sindicatos e associações permitem somar forças em torno de objetivos comuns. Essa organização ajuda a transformar problemas individuais em pautas coletivas e fortalece a representação do setor produtivo.
Na avaliação de Alex, a pecuária de Rondônia precisa contar melhor sua própria história, mostrar o que já faz de positivo e reforçar a atuação institucional para defender políticas, projetos e soluções de longo prazo.
Alex explica por que sindicatos, associações e entidades ajudam o produtor a superar dificuldades coletivas.
Gestão de custos é ponto-chave para ganhar rentabilidade
Ao falar das principais preocupações no campo, Alex destaca a necessidade de gestão eficiente. Segundo ele, o produtor precisa conhecer os números da propriedade, saber quanto custa produzir e usar essa informação para reduzir gastos ou aumentar ganhos.
A entrevista também aborda capacitação, formação profissional e o papel do Senar, da Faperon, dos sindicatos rurais e de outras entidades na construção de conhecimento para o produtor. A lógica é simples: decisão no campo exige informação.
Esse ponto é essencial para a pecuária de Rondônia, especialmente porque propriedades vizinhas podem operar em ritmos muito diferentes. Quem mede custos, planeja e acompanha indicadores tende a enxergar melhor onde ajustar a atividade.
Alex fala sobre números da propriedade, custo de produção, decisão com informação e planejamento rural.
O agro que decide melhor conhece seus números
Custos: saber quanto custa produzir ajuda o produtor a corrigir falhas e proteger margem.
Capacitação: cursos, assistência técnica e informação tornam a decisão rural mais segura.
Mercado: organização e qualidade ajudam Rondônia a abrir espaço para produtos de maior valor.
Tecnologia pode aproximar os jovens do campo
A sucessão familiar aparece como uma das grandes preocupações citadas no episódio. Alex afirma que a atividade rural precisa olhar para a continuidade das propriedades e criar espaço para que os jovens participem com tecnologia, inovação e novas soluções.
Ele lembra que o jovem já está naturalmente conectado a ferramentas digitais. No campo, isso pode aparecer no manejo de pastagens, rastreamento, drones, aplicativos, controle de custos e outros recursos que ajudam a economizar e melhorar a produção.
Para o entrevistado, a tecnologia não substitui o produtor, mas amplia a capacidade de decisão. A pecuária de Rondônia pode usar esse movimento para modernizar propriedades e tornar o agro mais atrativo para a próxima geração.
Alex comenta o espaço dos jovens no agro e o papel da tecnologia para melhorar a atividade rural.
Futuro da pecuária passa por organização e novos mercados
Ao projetar os próximos anos, Alex se mostra otimista com Rondônia. Ele afirma que o estado tem grande potencial produtivo, aceita inovações e pode avançar na organização, na qualidade e na abertura de mercados.
O convidado compara a evolução da pecuária com o caminho percorrido pelo café em Rondônia, que ganhou reconhecimento pela qualidade e pela capacidade de romper barreiras. Para ele, a pecuária ainda tem muito espaço para evoluir e aprender com esse exemplo.
O episódio também registra o debate sobre levantamento de custos e informações técnicas como base para políticas públicas. Nesse contexto, o RuralCast com Alex Guaitolini reforça que a pecuária de Rondônia depende de união, gestão, tecnologia e representação para crescer com mais competitividade.






























