quarta-feira, setembro 16, 2026
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Internações por gripe e Covid-19 caem em Porto Velho; veja os números

Levantamento municipal compara períodos equivalentes de 2025 e 2026; os números representam hospitalizações por SRAG, não o total de infecções.

Internações por doenças respiratórias ilustradas por consulta médica em Porto Velho.
Imagem ilustrativa: levantamento compara hospitalizações por SRAG em períodos equivalentes de 2025 e 2026.

As internações por doenças respiratórias atribuídas à influenza e à Covid-19 diminuíram em Porto Velho no levantamento parcial divulgado pela Secretaria Municipal de Saúde (Semusa) em 15 de setembro. Os registros de hospitalização por influenza passaram de 113 para 51, enquanto os relacionados à Covid-19 caíram de 62 para 20.

A comparação considera o período de 1º de janeiro a 5 de setembro de 2026 e o mesmo intervalo de 2025. Os números se referem às hospitalizações por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) no município: não representam todas as infecções ou consultas realizadas na rede de saúde.

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Queda nas internações por doenças respiratórias aparece em quatro categorias

Além da influenza e da Covid-19, as hospitalizações atribuídas a outros vírus respiratórios recuaram de 271, em 2025, para 160, em 2026. Na classificação de outros agentes etiológicos, os registros passaram de 58 para 3. Cada comparação utiliza as mesmas datas dos dois anos.

O recorte das internações por doenças respiratórias mostra diferenças entre as causas identificadas. Não é possível usar esses registros para calcular quantas pessoas adoeceram na cidade, nem somar as categorias como um total geral sem confirmar sua abrangência e exclusividade.

Hospitalizações por SRAG: 2025 → 2026

Influenza113 → 51 hospitalizações.
Covid-1962 → 20 hospitalizações.
Outros vírus respiratórios271 → 160 hospitalizações.
Outros agentes etiológicos58 → 3 hospitalizações.

Registros sem agente identificado passaram de 292 para 304

Uma categoria seguiu direção diferente: as ocorrências graves com agente não especificado subiram numericamente de 292 para 304. A Semusa descreveu a variação como estabilidade. O dado não autoriza afirmar que surgiu um novo vírus ou que há um surto em Porto Velho.

Ao interpretar as internações por doenças respiratórias, é necessário manter a distinção entre os agentes identificados e aqueles ainda não especificados. O balanço apresenta classificações do monitoramento municipal, sem detalhar no comunicado o motivo da diferença registrada nessa última categoria.

Internações por gripe e Covid caem em Porto Velho, segundo balanço parcial da Semusa.
Houve queda nas hospitalizações por influenza e Covid; sem agente identificado, os registros passaram de 292 a 304, variação descrita pela Semusa como estabilidade. Ilustração gerada por IA. Crédito: AgoraRO / imagem editorial ilustrativa gerada por IA.

A categoria que exige atenção na leitura

Agente não especificado292 em 2025; 304 em 2026.
Interpretação da SemusaEstabilidade, apesar do aumento numérico.
O que não se pode concluirNão há indicação de novo agente ou epidemia nesse dado isolado.

Balanço de casos graves não mede todas as consultas

A secretária municipal de Saúde, Sandra Cardoso, explicou que quadros leves atendidos nas unidades básicas são registrados no prontuário do paciente. Já a vigilância epidemiológica consolidada acompanha as notificações compulsórias dos casos graves que exigem hospitalização. A Semusa monitora, assim, as internações por doenças respiratórias e mantém a atenção aos indicadores.

Por isso, as internações por doenças respiratórias não devem ser confundidas com todos os atendimentos por tosse, alergias ou outros sintomas. A redução em algumas classificações também não comprova que vacinação, fumaça ou estiagem tenha sido a causa das mudanças observadas.

Como ler o levantamento

Período comparado1º de janeiro a 5 de setembro, nos dois anos.
AbrangênciaHospitalizações por SRAG em Porto Velho.
LimiteDados parciais; não equivalem ao total de infecções.

Semusa mantém orientação de cuidado durante a seca

Mesmo com a queda em parte das internações por doenças respiratórias, a Semusa afirma que o período seco e a fumaça exigem atenção. A secretaria cita tosse seca, irritação das vias aéreas e crises alérgicas entre os problemas que motivam orientações à população.

Segundo a secretaria, desconfortos respiratórios leves e alergias devem ser avaliados na UBS mais próxima. Situações graves, como falta de ar intensa e febre alta persistente, exigem avaliação nos serviços de urgência e emergência. A orientação não substitui uma avaliação individual.

Onde buscar atendimento

Quadros levesProcure uma Unidade Básica de Saúde, conforme orientação da Semusa.
Sinais gravesFalta de ar intensa e febre alta persistente requerem avaliação em urgência ou emergência.

O balanço das internações por doenças respiratórias descreve um cenário parcial, com reduções em quatro categorias e estabilidade apontada pela Semusa na classificação sem agente identificado. A vigilância continua, e os números não significam que o risco respiratório acabou.

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Fonte: Secretaria Municipal de Saúde de Porto Velho — balanço parcial divulgado em 15 de setembro de 2026.