
A polilaminina em Rondônia foi aplicada de forma experimental em um paciente de 39 anos atendido pela rede estadual em Cacoal após uma lesão grave na medula. O homem sofreu um acidente em 12 de setembro de 2026, passou por cirurgia e, depois de avaliação médica e regulatória, recebeu acesso à substância em caráter experimental.
A polilaminina ainda não é um medicamento registrado para uso terapêutico rotineiro. O atendimento em Cacoal não comprova eficácia, não representa incorporação ao SUS e não confirma participação no estudo clínico formal de Fase 1 autorizado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
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Polilaminina em Rondônia foi usada após trauma grave
O paciente atendido em Cacoal apresentou trauma importante da coluna e da medula após o acidente. Ele foi submetido a procedimento cirúrgico e permaneceu sob acompanhamento da equipe da rede estadual. A aplicação da substância ocorreu depois da análise do quadro e do cumprimento das etapas necessárias para o acesso experimental.
O AgoraRO preserva a identidade do paciente. O uso da polilaminina em Rondônia é tratado aqui apenas pelo ângulo de saúde e ciência, sem referências eleitorais ou dados pessoais desnecessários.
O paciente sofreu lesão medular grave, passou por cirurgia em Cacoal e recebeu a substância em acesso experimental. O caso não deve ser descrito como prova de recuperação, cura ou eficácia comprovada.
Uso experimental não transforma substância em tratamento de rotina
O acesso em contexto compassivo permite, em situações específicas, o uso excepcional de um produto ainda em desenvolvimento. Isso não equivale a registro sanitário para uso rotineiro, nem significa que a tecnologia esteja disponível normalmente na rede pública. No caso da polilaminina em Rondônia, essa distinção é central para evitar a impressão de que já existe um tratamento estabelecido.
O laboratório Cristália informa que a substância segue em análise regulatória e ainda não é um medicamento disponível para venda. A polilaminina deriva da laminina e, na formulação investigada, é preparada para aplicação diretamente na área lesionada da medula.

Fase 1 autorizada pela Anvisa avalia segurança
A Anvisa autorizou em janeiro de 2026 um estudo clínico de Fase 1 com cinco participantes. O protocolo envolve adultos de 18 a 72 anos com lesões agudas completas da medula espinhal torácica, entre T2 e T10, ocorridas há menos de 72 horas e com indicação cirúrgica. O objetivo primário é avaliar a segurança da aplicação.
A Agência é explícita ao informar que essa etapa ainda é insuficiente para avaliar eficácia. Por isso, o paciente de Cacoal não deve ser apresentado como participante desse estudo formal sem documento específico que comprove sua inclusão. O uso da polilaminina em Rondônia relatado nesta matéria deve permanecer separado do ensaio regulatório de Fase 1.
A primeira fase de desenvolvimento clínico busca principalmente identificar riscos e acompanhar eventos adversos. A avaliação de benefício terapêutico exige etapas posteriores e mais evidências.
Resultados anteriores são preliminares e exigem cautela
A pesquisa que deu origem à polilaminina é conduzida há mais de duas décadas por equipe ligada à Universidade Federal do Rio de Janeiro, com participação da pesquisadora Tatiana Coelho de Sampaio. Estudos anteriores de laboratório, modelos animais e pequenos grupos de pacientes ajudaram a sustentar o desenvolvimento do produto, mas não substituem os ensaios clínicos necessários para demonstrar segurança e eficácia.
Também não há base para afirmar que a polilaminina em Rondônia garantirá recuperação motora. A evolução de uma lesão medular depende de vários fatores e precisa ser acompanhada pela equipe assistencial. Qualquer mudança clínica observada em um paciente isolado não pode ser transformada em prova de que a substância funciona para outras pessoas.
O caso em Cacoal seguirá sob avaliação médica. Neste momento, a polilaminina em Rondônia permanece uma intervenção experimental, enquanto a pesquisa regulatória avança com foco em segurança.
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Fontes: Anvisa — estudo clínico de Fase 1 da polilaminina; Cristália — informações regulatórias sobre a polilaminina.































