A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) registrou o Yorvipath, nome comercial da palopegteriparatida, para o tratamento de adultos com hipoparatireoidismo crônico. A decisão consta da Resolução-RE nº 3.645, de 17 de setembro de 2026, e inclui o produto da Adium S.A. como medicamento novo.
O registro sanitário autoriza o produto no Brasil, mas não significa venda iniciada, disponibilidade em Rondônia ou incorporação ao SUS. Essas etapas dependem de processos próprios ainda não confirmados oficialmente.
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➜ Como funciona a nova terapia para hipoparatireoidismo crônico
➜ Quem pode usar o medicamento
O Yorvipath é uma terapia de reposição do hormônio da paratireoide, o PTH. A indicação aprovada é para adultos com hipoparatireoidismo crônico, condição em que o organismo não produz PTH em quantidade suficiente e pode apresentar alterações no controle do cálcio e do fosfato.
O que a Anvisa aprovou
A Resolução-RE nº 3.645/2026 registra o Yorvipath com o princípio ativo palopegteriparatida. O processo informado é o 25351.128566/2025-11, com vencimento do registro em setembro de 2036. A autorização alcança três apresentações de solução injetável subcutânea, com concentração de 0,3 mg/mL.
As apresentações registradas usam cartuchos de 0,56 mL, 0,98 mL e 1,4 mL, acompanhados de duas canetas aplicadoras. O registro define a regularização sanitária do produto, mas não deve ser interpretado como confirmação de estoque, preço ou início de comercialização no país.
Como funciona a nova terapia para hipoparatireoidismo crônico
No hipoparatireoidismo crônico, a produção insuficiente de PTH interfere no equilíbrio de minerais, especialmente cálcio e fosfato. Segundo a Agência Europeia de Medicamentos, a palopegteriparatida é transformada no organismo em teriparatida, uma forma abreviada do PTH, que substitui parte da função hormonal ausente.
Esse mecanismo atua principalmente sobre rins e tecido ósseo para ajudar a restabelecer o controle do cálcio. A proposta é oferecer reposição hormonal de ação prolongada. A matéria não indica dose ou mudança de tratamento: essas decisões dependem de avaliação médica individual.

Quem pode usar o medicamento
A indicação aprovada é para adultos com hipoparatireoidismo crônico. Isso não significa que todas as pessoas com a condição devam usar o medicamento nem que tratamentos já em andamento precisem ser substituídos. O registro estabelece a indicação regulatória, enquanto a escolha terapêutica depende do quadro clínico e do acompanhamento profissional.
O Ministério da Saúde mantém um Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas específico para hipoparatireoidismo. A versão vigente foi publicada em 2026 e organiza diagnóstico, acompanhamento e tratamento no SUS.
Registro na Anvisa não significa oferta pelo SUS
Na versão do PCDT consultada em 23 de setembro, a palopegteriparatida não aparece entre os medicamentos listados para o hipoparatireoidismo crônico. O protocolo inclui opções como calcitriol, carbonato de cálcio, combinações com colecalciferol, gliconato de cálcio, hidroclorotiazida e sulfato de magnésio, conforme a situação clínica.
A Anvisa avalia o registro sanitário. A eventual oferta no SUS depende de processos próprios de avaliação, incorporação, financiamento, aquisição e distribuição. Até esta terça-feira (23), não há confirmação oficial de fornecimento do Yorvipath pela rede pública.
Por isso, o registro do Yorvipath para hipoparatireoidismo crônico não permite afirmar que o Ministério da Saúde comprará o produto, que pacientes poderão retirá-lo ou que haverá distribuição para Rondônia.
O que ainda falta saber sobre a chegada ao mercado
As fontes oficiais consultadas ainda não informam preço, data de início da comercialização, calendário de distribuição ou disponibilidade em farmácias e serviços de saúde de Rondônia. Também não foi confirmada eventual avaliação em andamento pela Conitec.
Para quem acompanha o tratamento do hipoparatireoidismo crônico, a mudança concreta neste momento é regulatória: o medicamento passou a ter registro sanitário no Brasil. A chegada efetiva ao mercado e uma eventual oferta pelo SUS precisam ser confirmadas separadamente quando houver novas informações oficiais.
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Fontes: Anvisa — Resolução-RE nº 3.645/2026; Ministério da Saúde — PCDT de Hipoparatireoidismo; Agência Europeia de Medicamentos — Yorvipath.
































