
A coleta de lixo no Baixo Madeira poderá passar por uma nova organização nos próximos anos. Porto Velho discute uma modelagem para os serviços de resíduos das comunidades ribeirinhas, com estações de transbordo nos maiores distritos e uma estrutura regional prevista para a Boca do Jamari.
A mudança ainda está em fase de consulta pública e estruturação da Parceria Público-Privada (PPP). Isso significa que as estações não estão construídas e o novo modelo ainda não pode ser tratado como serviço implantado. A coleta fluvial, por outro lado, já existe na região desde 2024.
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➜ Por que a estiagem dificulta o serviço
Audiências discutem nova logística para os distritos
Moradores de São Carlos e Calama participaram de audiências públicas em outubro para conhecer a proposta e apresentar sugestões. A coleta de lixo no Baixo Madeira integra uma remodelagem mais ampla dos serviços de resíduos sólidos de Porto Velho.
Audiência pública não equivale a contrato assinado. Estação prevista não significa estação construída, e a modelagem da PPP ainda pode receber alterações antes da implantação.
O planejamento considera especialmente Calama, São Carlos, Nazaré e Demarcação, localidades que dependem predominantemente da navegação para ligação com a sede municipal.
Coleta por balsa já funciona desde 2024
A coleta de lixo no Baixo Madeira não está começando agora. A Prefeitura iniciou em 2024 o transporte regular dos resíduos por balsa nas comunidades ribeirinhas.
O diagnóstico de 2026 registra coleta diária por trabalhadores residentes, uso de contêineres e retirada periódica por embarcação. Em São Carlos, o estudo aponta transbordo informal antes do envio dos resíduos até o destino final.
O estudo identificou Agrovila Rio Verde sem coleta no diagnóstico, resíduos de saúde misturados aos urbanos em São Carlos e dificuldades físicas de acesso em diferentes pontos do Baixo Madeira.

Variação do Madeira muda as condições de transporte
Um dos principais desafios da coleta de lixo no Baixo Madeira é a sazonalidade do rio. O estudo socioambiental registra variação de até 12 metros entre períodos de cheia e estiagem.
Na seca, a redução do nível da água pode impedir a atracação das embarcações. O diagnóstico relata situações em que trabalhadores precisam transportar bombonas manualmente pela várzea. Em Calama, as chamadas terras caídas também comprometem pontos de acesso.
A cheia e a estiagem não são situações excepcionais para o planejamento: fazem parte da dinâmica permanente do Madeira e precisam estar previstas na operação.
Estações serviriam como pontos intermediários
A proposta para a coleta de lixo no Baixo Madeira prevê estações de transbordo nos quatro maiores distritos. Esses espaços funcionariam como pontos de concentração dos resíduos antes da transferência para embarcações ou outros meios de transporte.
Também está prevista uma estação regional na Boca do Jamari. A intenção é reorganizar os fluxos e reduzir operações improvisadas, especialmente nos períodos em que o rio dificulta o embarque direto.
A estimativa operacional para Calama, São Carlos, Nazaré e Demarcação fica em torno de 1.500 toneladas de resíduos por ano, volume que ajuda a dimensionar a necessidade de uma logística própria para a região.
Novo modelo ainda precisa avançar na PPP
A coleta de lixo no Baixo Madeira está, neste momento, dentro de um processo de planejamento e consulta. As contribuições das comunidades podem influenciar o desenho final da operação.
Antes que as novas estruturas entrem em funcionamento, ainda são necessários os passos formais da modelagem da PPP, definição das condições contratuais e implantação efetiva das soluções previstas.
Enquanto isso, a coleta de lixo no Baixo Madeira continua sendo feita pelo serviço existente, que permanece como referência para os moradores. Demandas, críticas e sugestões sobre a proposta podem ser encaminhadas pelos canais de consulta pública mantidos pela Prefeitura de Porto Velho.
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Fonte e estágio da informação: Prefeitura de Porto Velho e estudos técnicos da PPP de resíduos sólidos. A coleta de lixo no Baixo Madeira já existe por via fluvial; o fato novo é a proposta de reorganização do sistema, ainda em consulta e modelagem.






























