
O governo federal avalia elevar o teto do MEI para uma faixa entre R$ 130 mil e R$ 140 mil por ano. A informação foi dada pelo ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, em declaração publicada pela Agência Brasil.
Atualmente, o limite anual de faturamento do microempreendedor individual é de R$ 81 mil. Segundo o ministro, a proposta busca recompor a inflação acumulada ao longo de quase uma década sem reajuste no valor permitido para a categoria.
Neste artigo, você vai ver:
- qual novo limite está em análise para o MEI;
- quando a proposta pode ser enviada ao Congresso;
- por que o reajuste pode ser feito de forma gradual;
- como a mudança pode impactar pequenos negócios.
Teto do MEI pode chegar a R$ 140 mil por ano
O novo teto do MEI ainda está em estudo, mas a faixa indicada pelo governo fica entre R$ 130 mil e R$ 140 mil anuais. A proposta deve ser levada ao Congresso Nacional nos próximos dias pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Se avançar, a medida pode ampliar a margem de faturamento para microempreendedores individuais que hoje precisam controlar o crescimento do negócio para não ultrapassar o limite de R$ 81 mil por ano.
Hoje: limite anual está em R$ 81 mil.
Proposta: faixa entre R$ 130 mil e R$ 140 mil.
Próximo passo: envio ao Congresso Nacional.
Reajuste busca recompor inflação acumulada
De acordo com Bruno Moretti, o teto do MEI está estagnado desde 2018. Por isso, o governo trabalha com a ideia de atualizar o limite para um patamar compatível com a reposição inflacionária do período.
A avaliação é que o valor atual ficou defasado para muitos pequenos empreendedores. Na prática, negócios que cresceram em receita, mas continuam com estrutura pequena, podem acabar pressionados pelo limite anual vigente.
A atualização busca compensar a inflação acumulada desde o último limite.
O texto ainda precisa ser enviado e analisado pelos parlamentares.
A aplicação pode ocorrer de forma gradual para reduzir impacto fiscal.
Teto do MEI pode mudar entre 2027 e 2028
A alteração do teto do MEI deve ser implementada de forma escalonada entre 2027 e 2028. Segundo Moretti, esse modelo ajudaria o governo a absorver os efeitos da medida nas contas públicas.
O ministro afirmou que a proposta será construída levando em conta a responsabilidade fiscal. Ou seja, a ampliação do limite anual não deve ocorrer de uma só vez, justamente para evitar pressão imediata sobre o equilíbrio orçamentário.
2026: proposta deve seguir para o Congresso.
2027: início possível da transição.
2028: escalonamento pode ser concluído.
Mudança interessa a pequenos empreendedores
Para quem atua como microempreendedor individual, a possível mudança no teto do MEI é relevante porque pode permitir mais crescimento dentro do regime simplificado. Isso vale para comerciantes, prestadores de serviço, vendedores autônomos e profissionais formalizados.
Com um limite maior, parte dos empreendedores poderia faturar mais sem precisar migrar imediatamente para outro enquadramento. Ainda assim, a medida depende de envio formal, análise legislativa e aprovação antes de entrar em vigor.
A proposta ainda não está valendo. O limite atual continua sendo aplicado até que uma eventual mudança seja aprovada e regulamentada.
A discussão sobre o teto do MEI deve ganhar força no Congresso após o envio da proposta. Para milhões de pequenos negócios, o tema pode representar mais espaço para crescimento formal, desde que a mudança seja aprovada com regras claras de transição.
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