
Os profissionais da educação municipal de Porto Velho aprovaram, em assembleia realizada na quinta-feira (6), a deflagração da greve da educação, com início previsto para quarta-feira, 12 de agosto de 2026. A decisão antecede o começo efetivo da paralisação e não significa que as escolas já estejam em greve ou que as aulas tenham sido suspensas.
Segundo o Sintero, a Assembleia Geral Unificada reuniu também Sinprof e Sindeprof. O sindicato informou que devem ser observados os procedimentos anteriores à paralisação e que a Prefeitura será oficialmente notificada. Até o fechamento, não havia confirmação pública localizada da entrega formal dessa notificação nem orientação geral da Semed sobre o funcionamento das unidades.
Greve ainda não começou e impacto nas escolas será definido
A deliberação estabelece 12 de agosto como data prevista para o início da greve da educação, mas não define o que ocorrerá em cada escola. Até lá, negociação, medida administrativa, decisão judicial ou nova deliberação pode alterar o cenário.
Para pais, responsáveis e estudantes, ainda não há relação oficial de unidades com aulas suspensas nem percentual confirmado de adesão. Também não é correto afirmar que toda a rede municipal participará. A orientação é acompanhar os comunicados da escola e os canais oficiais da Semed antes do dia 12.
Pauta reúne piso, gratificação, auxílio e horas extras
Segundo o Sintero, a pauta relacionada à greve da educação inclui pagamento do piso na carreira do magistério, definição de cronograma para retroativos, reajuste aos técnicos administrativos no mesmo percentual aplicado ao piso e ampliação da gratificação de docência de 11% para 20%.
As entidades também reivindicam aumento do auxílio-alimentação de R$ 500 para R$ 1.300 e pagamento de resíduos de horas extras. Esses pontos são reivindicações sindicais, e não compromissos já reconhecidos pela Prefeitura. Como há divergência entre publicações do Sintero sobre o intervalo dos retroativos de 2024, esse período não é fixado nesta matéria.

Piso: pagamento na carreira e cronograma para retroativos.
Técnicos: reajuste no mesmo percentual aplicado ao piso.
Docência: ampliação da gratificação de 11% para 20%.
Outros pontos: auxílio-alimentação e resíduos de horas extras na pauta da greve da educação.
Prefeitura sinaliza reação judicial, mas aulas seguem sem definição
Em manifestação pública repercutida pelo Portal da Cidade, a administração municipal informou que pretende recorrer à Justiça contra a greve da educação e defendeu a continuidade das aulas. A manifestação não equivale a uma decisão judicial nem substitui comunicado operacional da Semed sobre o funcionamento de cada unidade.
Até o fechamento, também não havia informação pública localizada sobre nova negociação capaz de suspender o movimento. Como o início previsto ainda está a alguns dias, o quadro pode mudar. Famílias devem evitar presumir tanto a suspensão quanto a manutenção das aulas em toda a rede sem comunicado específico.
Movimento exige acompanhamento até o dia 12
A decisão da assembleia cria um calendário para a mobilização, mas o efeito prático depende da adesão e de comunicados posteriores. A situação pode variar entre unidades, por isso a informação direta da escola será importante para estudantes, responsáveis e profissionais da rede.
O AgoraRO seguirá acompanhando a greve da educação até 12 de agosto e atualizará a informação se houver notificação formal, negociação, suspensão, decisão judicial ou orientação sobre as aulas. Neste momento, a greve da educação está aprovada para a data prevista; os efeitos concretos sobre a rede ainda aguardam definição.
































