
Durante participação no programa Bom Dia, Ministro, o ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, citou o PREVBarco de Guajará-Mirim como exemplo de atendimento em áreas de difícil acesso. A declaração foi feita em uma entrevista na qual ele apresentou medidas para reduzir a fila do INSS.
Apesar da queda nos pedidos em espera, a promessa de zerar a fila exige cautela. O próprio ministro afirmou que entram, em média, 1,3 milhão de novos pedidos por mês no sistema, o que mantém pressão sobre análise de benefícios, perícias e atendimento ao segurado.
Fila do INSS teve queda, segundo o governo
De acordo com os dados apresentados pelo ministro, a fila do INSS saiu de cerca de 3,1 milhões de pedidos em fevereiro para 2,347 milhões em maio. A Agência Gov informou ainda que o estoque de solicitações caiu mais de meio milhão nos últimos dois meses e chegou ao menor patamar em 16 meses.
O avanço é relevante, mas não elimina o desafio. A própria entrevista mostra que o sistema previdenciário trabalha com entrada contínua de novos requerimentos, além de processos que dependem de documentos, perícias ou análise complementar.

Ministro fala sobre a redução da fila do INSS
O trecho mostra Wolney Queiroz defendendo os números de queda e as medidas adotadas para reduzir a fila do INSS, ponto central da promessa feita pelo governo.
Novos pedidos mantêm pressão sobre o atendimento
O ponto mais sensível da entrevista está no volume mensal de solicitações. Segundo Wolney Queiroz, mesmo se a fila estivesse zerada, o INSS ainda teria de processar cerca de 1,3 milhão de novos pedidos por mês.
Isso significa que a redução do estoque antigo não resolve, sozinha, o problema. Para manter a fila do INSS sob controle, o governo precisa dar conta, ao mesmo tempo, dos pedidos represados e do fluxo permanente de novas solicitações.
Ministro explica entrada mensal de novos pedidos no INSS
A fala ajuda a entender por que zerar a fila do INSS depende de ritmo constante, e não apenas de ações pontuais.
Mutirões e tecnologia aparecem como aposta do governo
Entre as medidas citadas pelo ministro estão os mutirões de atendimento, o uso de tecnologia e novas formas de análise documental. Segundo Wolney, foram realizados 14 mil atendimentos em mutirões em 2024, 178 mil em 2025 e 151 mil até abril de 2026.
A estratégia busca atacar o estoque de processos pendentes. Mesmo assim, a efetividade depende de continuidade administrativa, disponibilidade de servidores, capacidade tecnológica e organização das perícias e análises de benefícios.
Mutirões são citados como parte da estratégia do INSS
O trecho apresenta os mutirões como parte da resposta para acelerar atendimentos, embora o desafio dependa também do fluxo contínuo de novos pedidos.
Perícia conectada tenta compensar falta de profissionais
Outro ponto apresentado pelo ministro foi a chamada perícia conectada. Segundo ele, o país já teve mais de 6 mil peritos médicos federais, mas hoje conta com pouco mais de 3 mil. A alternativa citada é ampliar salas de teleperícia em agências do INSS.
Na prática, a medida permite que um perito localizado em uma região atenda segurados em outra localidade por vídeo. A solução pode acelerar parte dos atendimentos, mas também reforça o tamanho do desafio estrutural enfrentado pelo sistema previdenciário.
Perícia conectada é usada para ampliar atendimentos
A teleperícia é apresentada como resposta tecnológica à falta de profissionais em todas as cidades, especialmente onde não há perito disponível.
PREVBarco de Guajará-Mirim foi citado na entrevista
O recorte regional apareceu quando Wolney Queiroz citou o PREVBarco de Guajará-Mirim. Segundo o ministro, ele esteve em Porto Velho e seguiu até Guajará-Mirim para participar da reinauguração do atendimento, que estava paralisado.
O PREVBarco é uma estratégia de atendimento previdenciário voltada a populações ribeirinhas e comunidades isoladas, especialmente em áreas da Região Norte. A citação é importante para Rondônia porque conecta a discussão nacional sobre a fila do INSS à realidade de quem vive longe das agências tradicionais.

Ministro cita PREVBarco de Guajará-Mirim
O trecho regionaliza a pauta ao mencionar Guajará-Mirim e o atendimento a comunidades de difícil acesso na Região Norte.
Promessa depende de ritmo constante
Queda: os dados oficiais indicam redução no estoque de pedidos em espera.
Pressão: o sistema continua recebendo grande volume de novas solicitações todos os meses.
Cautela: zerar a fila exige manter tecnologia, mutirões, perícias e atendimento funcionando de forma contínua.
Promessa de zerar a fila exige cautela
No fim da entrevista, o ministro voltou a afirmar que acredita ser possível zerar a fila do INSS. Ele citou os números de queda desde fevereiro e disse que o governo trabalha com ritmo acelerado para reduzir os pedidos pendentes.
A declaração, porém, deve ser lida como uma meta administrativa, não como resultado já garantido. O tamanho do fluxo mensal, a dependência de perícias, a necessidade de documentação dos segurados e a capacidade operacional do INSS continuam sendo fatores decisivos.
Ministro reafirma meta de zerar a fila
A fala reforça a meta anunciada, mas também evidencia a diferença entre promessa política e capacidade operacional de resposta.
Para o segurado, o ponto central é acompanhar o andamento do pedido, manter documentos atualizados e responder rapidamente a eventuais exigências do INSS. A redução da fila pode melhorar o tempo de resposta, mas a espera ainda depende do tipo de benefício, da necessidade de perícia e da situação de cada processo.
Agência Gov via Secom




















