
As tecnologias da mandioca foram discutidas em um Dia de Campo realizado em 6 de novembro de 2026, em Nova Mutum Paraná, distrito de Porto Velho. Agricultores, técnicos e estudantes participaram de estações sobre variedades, manejo, pragas e custos de produção.
A atividade reuniu a Embrapa Rondônia, Jirau Energia, Semagric, Emater e parceiros. Além das demonstrações em campo, a programação apresentou experiências com sistemas agroflorestais. O evento já ocorreu; as técnicas exibidas não significam adoção imediata por todas as propriedades.
Tecnologias da mandioca em quatro estações técnicas
O encontro foi dividido em quatro temas: cultivares e preparo do solo, pragas, custos de produção e vassoura-de-bruxa da mandioca. A organização permitiu tratar aspectos técnicos e econômicos de uma mesma lavoura.
Entre as decisões discutidas estão a escolha do material de plantio, os cuidados ao longo do ciclo e o cálculo das despesas. Conhecer as tecnologias da mandioca não dispensa orientação adaptada à área, ao clima e às condições de cada produtor.
Tecnologias da mandioca em consórcio com outras culturas
Uma experiência apresentada associou mandioca a espécies como andiroba, açaí e cacau em sistemas agroflorestais. O objetivo demonstrado foi discutir o aproveitamento da área enquanto culturas de diferentes ciclos se desenvolvem.
Segundo a Prefeitura, o pesquisador Francisco das Chagas Leônidas destacou que a combinação de espécies oferece possibilidades de manejo e diversificação. Essas tecnologias da mandioca são alternativas em avaliação, não uma recomendação uniforme para todas as propriedades.
Pesquisa e orientações chegam ao campo
Entre os participantes, o agricultor Leonardo Santana, que cultiva café e mandioca em Nova Mutum Paraná, contou à comunicação municipal que deseja aproveitar melhor o terreno e aprender formas de combinar culturas. A fala retrata uma expectativa, sem comprovar ganho de renda após o encontro.
O analista da Embrapa Alisson Alberto de Almeida explicou o propósito de apresentar aos agricultores materiais e práticas pesquisados. A transferência de tecnologias da mandioca exige que cada solução seja avaliada segundo as necessidades da propriedade.
A Jirau Energia informou, por meio do analista Miguel Ângelo do Amaral Lins, que sua cooperação com a Embrapa envolve cerca de 15 anos de iniciativas relacionadas à avaliação de materiais e à disseminação de conhecimento técnico em Rondônia.
Quanto Porto Velho produz de mandioca
A Prefeitura atribuiu à Pesquisa Agrícola Municipal de 2025, do IBGE, a produção de 135.420 toneladas de mandioca em 7.140 hectares e apresentou Porto Velho como líder estadual nessa cultura. O ranking e o recorte exato ainda exigem conferência específica na base original do IBGE; por isso, os números permanecem atribuídos à administração municipal.
Esses valores se referem ao município, não apenas ao distrito de Nova Mutum Paraná. Também não devem ser confundidos com os números de 2023 divulgados anteriormente pela Semagric. O AgoraRO já explicou a diferença entre ano-base e divulgação em levantamento agrícola anterior.
O que as orientações mudam para o agricultor
O Dia de Campo apresentou opções para comparar material de plantio, prevenção e controle de pragas, manejo do solo e planejamento de custos. Para aplicar as tecnologias da mandioca, o agricultor ainda precisa considerar assistência técnica, disponibilidade de mudas e investimento exigido em sua área.
O debate não terminou na lavoura. A produção também depende de caminhos de beneficiamento e comercialização. Em matérias anteriores, o AgoraRO mostrou os desafios de transformar mandioca em farinha e serviços de preparo de áreas agrícolas em Porto Velho.
O resultado imediato do evento foi a troca de informações entre instituições e participantes. A adoção das tecnologias da mandioca, a produtividade futura e os efeitos sobre a renda dependerão das decisões tomadas depois, caso a caso.
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