O preço do limão tahiti registrou uma forte alta durante a entressafra de 2026. Na origem, em uma região produtora paulista acompanhada pelo mercado, a caixa de 27,2 quilos passou de R$ 32,10 em junho para R$ 104,78 em agosto, avanço acumulado de 226,4%.
Esse percentual não significa que o consumidor brasileiro tenha pago 226% a mais no varejo. O dado se refere ao valor recebido pelo produtor na origem. No atacado, porém, também houve aumento expressivo, mostrando que a menor oferta pressionou diferentes etapas da cadeia.
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➜ Quanto o limão subiu no atacado
Onde ocorreu a alta de 226%
A comparação que chama atenção ocorreu no preço do limão pago ao produtor. A caixa de 27,2 quilos saiu de R$ 32,10 em junho para R$ 55,60 em julho e chegou a R$ 104,78 em agosto. Entre junho e agosto, a variação foi de 226,4%.
O número representa a valorização na origem, em região produtora paulista, e não uma média do varejo brasileiro. Também não pode ser aplicado a Rondônia ou Porto Velho sem pesquisa local de preços.
Os 226,4% medem a alta na origem. O preço encontrado pelo consumidor depende de frete, atacado, varejo, perdas e da região de abastecimento.
Quanto o limão subiu no atacado
No maior entreposto do país, a Ceagesp, em São Paulo, o quilo do limão passou de R$ 1,82 no início da entressafra para R$ 8,62 no pico registrado no fim de setembro. A variação aproximada foi de 374%.
Na CeasaMinas, na Grande Belo Horizonte, o valor avançou de R$ 2,50 para R$ 8,50 por quilo. A pressão sobre o preço do limão também chegou ao atacado, mas em intensidade diferente.
Cada elo da cadeia tem uma formação de preço diferente. Por isso, altas no campo e no atacado podem chegar ao consumidor em percentuais distintos.
Por que a oferta caiu
A alta ocorreu na entressafra, quando a produção diminui. Segundo a Conab, esse período costuma ir do fim de maio a meados de setembro, quando a nova safra começa a chegar ao mercado.
Em 2026, o excesso de chuvas afetou a quantidade e a qualidade comercializável e a formação da safra seguinte. Com menos fruta disponível, o preço do limão reagiu com força.
O limão reage rapidamente a mudanças de oferta. Clima, florada, volume comercializável e entrada da nova safra podem provocar oscilações fortes em pouco tempo.
O que isso significa para o consumidor
A alta na origem e no atacado pode chegar ao varejo, mas não existe um único percentual para todo o país. Mercados, feiras, bares e restaurantes têm custos e canais de compra diferentes.
Para o consumidor, a referência é o preço local. Em Rondônia, esta pauta ainda não tem levantamento documental para medir quanto o preço do limão mudou em Porto Velho ou outras cidades.
O movimento nacional pode influenciar o abastecimento local, mas é necessário um levantamento específico em mercados, feiras ou bases oficiais para medir o impacto no estado.
Quando a oferta pode melhorar
A melhora depende da entrada da nova safra. Como a entressafra costuma terminar a partir de meados de setembro, maior disponibilidade pode aliviar a pressão se produção e colheita avançarem bem.
Isso não significa queda imediata. O preço do limão pode seguir volátil enquanto a nova oferta chega aos entrepostos e se distribui pelo país.
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Fonte e estágio da informação: esta matéria usa dados da Conab, do Cepea/Esalq e repercussão da Agência Brasil sobre a entressafra de 2026. A alta de 226,4% se refere ao preço pago ao produtor em região produtora paulista. Não há, nesta apuração, base documental para aplicar esse percentual ao varejo de Rondônia ou de Porto Velho.





























