segunda-feira, outubro 5, 2026
Início Economia Preço do limão tahiti sobe 226% na origem durante entressafra

Preço do limão tahiti sobe 226% na origem durante entressafra

Caixa de 27,2 kg passou de R$ 32,10 em junho para R$ 104,78 em agosto; percentual não representa automaticamente o preço ao consumidor.

Preço do limão tahiti sobe na entressafra de 2026
Menor oferta durante a entressafra pressionou o preço do limão tahiti na origem e no atacado.

O preço do limão tahiti registrou uma forte alta durante a entressafra de 2026. Na origem, em uma região produtora paulista acompanhada pelo mercado, a caixa de 27,2 quilos passou de R$ 32,10 em junho para R$ 104,78 em agosto, avanço acumulado de 226,4%.

Esse percentual não significa que o consumidor brasileiro tenha pago 226% a mais no varejo. O dado se refere ao valor recebido pelo produtor na origem. No atacado, porém, também houve aumento expressivo, mostrando que a menor oferta pressionou diferentes etapas da cadeia.

Onde ocorreu a alta de 226%

A comparação que chama atenção ocorreu no preço do limão pago ao produtor. A caixa de 27,2 quilos saiu de R$ 32,10 em junho para R$ 55,60 em julho e chegou a R$ 104,78 em agosto. Entre junho e agosto, a variação foi de 226,4%.

O número representa a valorização na origem, em região produtora paulista, e não uma média do varejo brasileiro. Também não pode ser aplicado a Rondônia ou Porto Velho sem pesquisa local de preços.

O NÚMERO CERTO NO LUGAR CERTO

Os 226,4% medem a alta na origem. O preço encontrado pelo consumidor depende de frete, atacado, varejo, perdas e da região de abastecimento.

Quanto o limão subiu no atacado

No maior entreposto do país, a Ceagesp, em São Paulo, o quilo do limão passou de R$ 1,82 no início da entressafra para R$ 8,62 no pico registrado no fim de setembro. A variação aproximada foi de 374%.

Na CeasaMinas, na Grande Belo Horizonte, o valor avançou de R$ 2,50 para R$ 8,50 por quilo. A pressão sobre o preço do limão também chegou ao atacado, mas em intensidade diferente.

ORIGEM NÃO É VAREJO

Cada elo da cadeia tem uma formação de preço diferente. Por isso, altas no campo e no atacado podem chegar ao consumidor em percentuais distintos.

Arte sobre alta do limão tahiti na origem e redução da oferta durante a entressafra
A entressafra reduziu a oferta de limão tahiti e elevou as cotações na origem e nos principais mercados atacadistas.

Por que a oferta caiu

A alta ocorreu na entressafra, quando a produção diminui. Segundo a Conab, esse período costuma ir do fim de maio a meados de setembro, quando a nova safra começa a chegar ao mercado.

Em 2026, o excesso de chuvas afetou a quantidade e a qualidade comercializável e a formação da safra seguinte. Com menos fruta disponível, o preço do limão reagiu com força.

POR QUE O MERCADO É VOLÁTIL

O limão reage rapidamente a mudanças de oferta. Clima, florada, volume comercializável e entrada da nova safra podem provocar oscilações fortes em pouco tempo.

O que isso significa para o consumidor

A alta na origem e no atacado pode chegar ao varejo, mas não existe um único percentual para todo o país. Mercados, feiras, bares e restaurantes têm custos e canais de compra diferentes.

Para o consumidor, a referência é o preço local. Em Rondônia, esta pauta ainda não tem levantamento documental para medir quanto o preço do limão mudou em Porto Velho ou outras cidades.

E RONDÔNIA?

O movimento nacional pode influenciar o abastecimento local, mas é necessário um levantamento específico em mercados, feiras ou bases oficiais para medir o impacto no estado.

Quando a oferta pode melhorar

A melhora depende da entrada da nova safra. Como a entressafra costuma terminar a partir de meados de setembro, maior disponibilidade pode aliviar a pressão se produção e colheita avançarem bem.

Isso não significa queda imediata. O preço do limão pode seguir volátil enquanto a nova oferta chega aos entrepostos e se distribui pelo país.

Acompanhe o AgoraRO nas redes

Instagram do AgoraRO →

Facebook do AgoraRO →

Fonte e estágio da informação: esta matéria usa dados da Conab, do Cepea/Esalq e repercussão da Agência Brasil sobre a entressafra de 2026. A alta de 226,4% se refere ao preço pago ao produtor em região produtora paulista. Não há, nesta apuração, base documental para aplicar esse percentual ao varejo de Rondônia ou de Porto Velho.