
A fumaça em Porto Velho já pode ser percebida no horizonte da capital nesta quarta-feira (19). Segundo análise do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam) divulgada pela Prefeitura, o cenário combina incêndios próximos e transporte de fumaça de outras áreas da Amazônia.
O meteorologista Reinaldo Reis informou que parte do material vem do sudeste do Amazonas e do noroeste de Mato Grosso. A avaliação oficial também destaca que o quadro ainda é diferente do registrado em 2024, quando Rondônia enfrentou uma temporada severa de queimadas e fumaça.
- de onde vem a fumaça em Porto Velho;
- por que incêndios distantes influenciam o céu da capital;
- por que o cenário ainda não repete 2024;
- quais cuidados oficiais ajudam a reduzir a exposição.
Fumaça já aparece no horizonte de Porto Velho
O céu mais esbranquiçado não significa que todo o material observado tenha origem dentro do município. A fumaça em Porto Velho pode reunir diferentes fontes, e o deslocamento das massas de ar permite que partículas de incêndios distantes cheguem à região.
Segundo o Censipam, incêndios próximos tendem a concentrar poluição em camadas mais baixas da atmosfera. Já a fumaça transportada por maiores distâncias pode alcançar a cidade em camadas intermediárias.
Censipam aponta origem local e regional
A explicação para a fumaça em Porto Velho reúne eventos de fogo próximos, material vindo do sudeste do Amazonas e contribuição do noroeste de Mato Grosso. Portanto, não é correto atribuir o fenômeno apenas a queimadas dentro de Porto Velho.
Com menos chuva e vegetação mais seca, aumentam as condições favoráveis ao fogo. O Censipam acompanha esse período com dados de satélites, focos de calor e outras informações de monitoramento.

Cenário ainda não repete quadro crítico de 2024
A presença de fumaça em Porto Velho exige atenção, mas a avaliação divulgada nesta quarta-feira não aponta repetição do cenário crítico de 2024. O meteorologista do Censipam afirmou que não se espera, neste momento, quadro tão grave quanto o daquele ano.
A percepção visual também não deve ser transformada automaticamente em índice de qualidade do ar. A fonte municipal não apresenta classificação específica da qualidade do ar nem declaração de emergência sanitária.
Cuidados com a saúde em períodos de fumaça
O Ministério da Saúde orienta acompanhar alertas oficiais durante períodos de fumaça em Porto Velho e reduzir a exposição quando houver piora do ar. Entre as recomendações estão beber água e evitar esforços intensos ao ar livre quando a qualidade do ar estiver comprometida.
O órgão também recomenda permanecer, quando possível, em ambientes protegidos da fumaça. Se for necessário sair em situação de maior exposição, máscaras N95, PFF2 ou P100, bem ajustadas, ajudam a reduzir a inalação de partículas finas.
Crianças, idosos e pessoas com doenças respiratórias ou cardiovasculares preexistentes merecem atenção maior. A fumaça em Porto Velho pode conter partículas capazes de penetrar profundamente no sistema respiratório.
Como comunicar focos de incêndio
A Prefeitura orienta comunicar incêndios e queimadas que exigem resposta emergencial ao Corpo de Bombeiros pelo telefone 193. Prevenir novos focos também ajuda a reduzir a fumaça em Porto Velho produzida por eventos próximos.
A Secretaria Municipal de Meio Ambiente informa que mantém ações de prevenção, fiscalização e educação ambiental durante a estiagem.
A fumaça em Porto Velho depende da evolução dos incêndios e das condições atmosféricas. Neste 19 de agosto, a leitura oficial é de contribuição local e regional, sem equiparação ao quadro crítico de 2024.
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Fontes: Prefeitura de Porto Velho / Censipam; Ministério da Saúde; Programa Queimadas — INPE.
































