
O cenário era de obras de alto padrão, mas a irregularidade encontrada é conhecida popularmente como “gato”. Uma fiscalização identificou furto de energia em Porto Velho em 10 construções dentro de um condomínio de luxo, com ligações diretas à rede elétrica e sem medição do consumo.
A operação foi realizada pela Energisa nesta semana e contou com apoio da Polícia Militar e da Polícia Técnico-Científica, a Politec. Segundo a concessionária, todas as ligações clandestinas foram desligadas, e os responsáveis pelas irregularidades serão submetidos às medidas cabíveis, incluindo a cobrança da energia consumida sem registro.

O que foi encontrado na operação
Ligação direta configura crime, alerta concessionária
De acordo com a Energisa, ligação direta à rede elétrica, sem medição, configura crime de furto. A pena prevista é de 2 a 8 anos de prisão, conforme o Código Penal Brasileiro. Além da responsabilização criminal, os envolvidos podem ser cobrados pela energia consumida sem registro.
O caso chama atenção justamente pelo contraste entre o padrão das obras e a irregularidade encontrada. O furto de energia em Porto Velho não representa apenas prejuízo financeiro: a prática também pode provocar choques elétricos, incêndios, sobrecarga da rede e até apagões.
Na prática, uma ligação clandestina ignora os equipamentos de medição e proteção previstos para o fornecimento regular. Por isso, além de ilegal, o procedimento coloca em risco trabalhadores, moradores, imóveis próximos e equipes que atuam na manutenção da rede elétrica.
Por que o “gato” de energia é perigoso
Choque elétrico: conexões irregulares podem expor fios e pontos energizados.
Incêndio: instalações improvisadas aumentam risco de curto-circuito.
Apagão: sobrecarga na rede pode prejudicar o fornecimento a outros consumidores.
Fiscalização reforça alerta em áreas de alto padrão
A ocorrência também derruba a ideia de que ligação clandestina acontece apenas em áreas vulneráveis ou em imóveis improvisados. Segundo a concessionária, o furto de energia em Porto Velho foi encontrado em construções de alto padrão, o que reforça a necessidade de fiscalização em diferentes perfis de consumo.
Para quem vive nas proximidades, o risco não se limita ao imóvel irregular. Uma instalação clandestina pode afetar a qualidade do fornecimento, comprometer a segurança da rede e gerar transtornos para consumidores que pagam regularmente pela energia.
Fiscalizações atingem diferentes perfis de consumo
Daniel Andrade, gerente do Departamento de Combate às Perdas da Energisa, afirmou que a empresa tem intensificado as fiscalizações em todos os perfis de consumo. Segundo ele, o caso mostra que esse tipo de irregularidade não se limita a uma única realidade social ou econômica.
“Esse caso reforça que o furto de energia não está restrito a uma realidade específica. A Energisa atua de forma permanente e sem distinção, alcançando desde áreas mais simples até empreendimentos de alto padrão, sempre com foco na segurança e na legalidade”, destacou Daniel Andrade.
Com a operação, a concessionária reforça que o combate ao furto de energia em Porto Velho envolve fiscalização técnica, apoio das autoridades e colaboração da população. A empresa também orienta que denúncias podem ser feitas de forma anônima.
Como denunciar furto de energia
O apoio da população, por meio de denúncias, é considerado fundamental para identificar novos casos de irregularidade, coibir práticas clandestinas e garantir mais segurança para todos os consumidores.
A Energisa informou que as denúncias ajudam a identificar outros casos de furto de energia em Porto Velho e também contribuem para reduzir riscos à rede elétrica e à segurança da população.
Mais informações sobre canais de atendimento podem ser consultadas no site oficial da Energisa.
Fonte da notícia:
Energisa.
























