terça-feira, setembro 29, 2026
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Porto Velho instala primeira ecobarreira no igarapé Belmont

Estrutura usa galões, rede de nylon e cordas para concentrar resíduos antes que avancem pelo curso d’água.

Ecobarreira em Porto Velho instalada no igarapé Belmont.
Ecobarreira instalada no igarapé Belmont para reter resíduos carregados pela água.

A primeira ecobarreira em Porto Velho, segundo a Prefeitura, foi instalada no igarapé Belmont, em um canal urbano na rua Silas Shockness, ao lado do Pocket Park Paneiro. A estrutura foi montada para reter resíduos sólidos levados pela água, concentrar o material em um ponto e facilitar o recolhimento antes que ele avance pelo curso do igarapé.

O equipamento foi produzido pela equipe da Secretaria Executiva de Serviços Básicos (Sesb), vinculada à Seinfra, em parceria com a ARDPV. A montagem levou cerca de um dia e utilizou galões plásticos, rede de nylon, cordas e outros componentes simples. Agora, o desempenho será acompanhado durante as chuvas e nas rotinas de retirada do lixo.

Ecobarreira em Porto Velho foi instalada no igarapé Belmont

A instalação ocorreu no igarapé Belmont, na rua Silas Shockness. De acordo com a Prefeitura, o local já havia recebido serviços de limpeza três vezes nos últimos meses. A nova estrutura pretende interceptar garrafas, embalagens, sacolas e outros materiais descartados irregularmente que chegam ao canal.

A lógica da ecobarreira em Porto Velho é concentrar os resíduos para que as equipes consigam removê-los antes que continuem pela água. A instalação, porém, não substitui o descarte correto e ainda não permite afirmar quanto lixo será retido ou qual será a redução efetiva de poluição no igarapé.

Como a estrutura foi montada
Flutuação: galões plásticos com tampas vedadas
Rede: nylon com aproximadamente 1,5 metro de largura
Malha: pequena, para ajudar a reter o lixo
Ligação: cordas de poliamida entre os galões
Fixação: ancoragem nas margens, com argolas e distanciadores nas pontas

Como funciona a estrutura feita com galões e rede de nylon

Os galões vedados mantêm a barreira flutuando, enquanto a rede acompanha a linha formada sobre a água. Cordas unem os recipientes e a ancoragem nas margens mantém o conjunto preso. O projeto e a coordenação da montagem ficaram sob responsabilidade do arquiteto e urbanista Alecsander de Souza, servidor da Seinfra.

Na prática, a ecobarreira em Porto Velho funciona como um ponto de retenção. O lixo levado pela correnteza tende a ficar concentrado junto à estrutura, permitindo que as equipes façam o recolhimento. A Prefeitura informa que a solução foi construída com materiais acessíveis e parte deles recicláveis.

Ecobarreira em Porto Velho no igarapé Belmont.
Faixa editorial sobre a estrutura de retenção de resíduos instalada no igarapé Belmont.

Barreira será testada durante as chuvas

A etapa seguinte é de acompanhamento. A Seinfra pretende observar a quantidade de resíduos retidos, o comportamento da barreira durante as chuvas e a necessidade de ajustes. Como o teste prático está começando, eficiência, vida útil, custo exato e periodicidade de manutenção ainda não foram informados.

Esse monitoramento é importante porque a ecobarreira em Porto Velho precisa funcionar em condições reais de fluxo. A Prefeitura informa que o município possui mais de 100 quilômetros de canais e igarapés; apenas o Canal dos Tanques tem cerca de 33 quilômetros, segundo a Sesb.

O que ainda falta saber
Ainda não há medição da quantidade de resíduos retidos, custo detalhado, vida útil, rotina definida de manutenção nem cronograma para outras unidades. Também não foi informado critério fechado para escolha de novos canais.

Resultados podem orientar novas instalações em canais da cidade

Os resultados do igarapé Belmont poderão ajudar a administração municipal a avaliar novas ecobarreiras em Porto Velho. Isso não significa que outras unidades já estejam aprovadas. Até agora, não existe cronograma divulgado nem lista de canais escolhidos para receber a estrutura.

Por enquanto, o dado concreto é a instalação no Belmont e o início do acompanhamento. A ecobarreira em Porto Velho passa a ser um teste local para concentrar resíduos e facilitar a retirada, enquanto a eficácia e a possibilidade de expansão dependem dos resultados observados nas próximas etapas.