
Mercado de trabalho formal brasileiro chegou a 62,2 milhões de vínculos ativos em fevereiro de 2026, segundo dados da nova Rais Mensalizada divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego.
O levantamento aponta crescimento anual de 3,6%, com acréscimo de 2,17 milhões de vínculos em relação a fevereiro de 2025. O avanço foi puxado principalmente pelo setor público, que cresceu em ritmo superior ao dos empregos com carteira assinada.
Do total registrado, 48 milhões eram trabalhadores celetistas e 13,8 milhões correspondiam a agentes públicos, incluindo servidores estatutários, contratados por tempo determinado e ocupantes de cargos em comissão.
Neste artigo, você vai ver
- Quantos vínculos formais foram registrados no país.
- Por que o setor público puxou a alta anual.
- Como mulheres e jovens avançaram no emprego.
- Quais regiões tiveram maior crescimento proporcional.
Mercado de trabalho formal chega a 62,2 milhões de vínculos
O mercado de trabalho formal apresentou expansão expressiva em um ano, saindo de cerca de 60 milhões para 62,2 milhões de vínculos ativos. A nova série mensalizada da Rais permite acompanhar com mais frequência a movimentação dos postos formais.
Entre os destaques estão os 62,2 milhões de vínculos em fevereiro, 2,17 milhões de postos adicionais em 12 meses, 13,8 milhões de agentes públicos e 48 milhões de trabalhadores celetistas.
O crescimento também mostra diferenças entre os tipos de vínculo. Enquanto o emprego com carteira assinada avançou, o setor público teve desempenho mais forte e respondeu por grande parte da alta observada no período.
Destaques da Rais
Principais números do levantamento
62,2 milhões: vínculos formais ativos em fevereiro de 2026.
2,17 milhões: aumento em relação a fevereiro de 2025.
3,6%: crescimento anual informado no levantamento.
Setor público puxa o crescimento dos vínculos
No mercado de trabalho formal, os vínculos no setor público cresceram 8,6% na comparação anual, com criação de 1,09 milhão de postos. Já os trabalhadores com carteira assinada tiveram expansão de 2,2%, com aumento de 1,04 milhão de vínculos.
Entre dezembro de 2025 e fevereiro de 2026, o país ganhou 1,39 milhão de trabalhadores formais. O destaque novamente ficou com os agentes públicos, que passaram de 12,8 milhões para 13,8 milhões de vínculos.
Segundo o levantamento, cerca de 886,9 mil das novas contratações públicas registradas no início do ano foram por tempo determinado, o que ajuda a explicar o salto mais forte nesse grupo.
Mulheres ganham espaço no emprego formal
A participação feminina no mercado de trabalho formal aumentou no período. O número de vínculos ocupados por mulheres chegou a 28,6 milhões em fevereiro, alta de 4,7% em relação ao ano anterior.
Entre os homens, o crescimento foi de 2,7%, alcançando 33,5 milhões de vínculos. Com isso, a presença das mulheres no total de empregos formais passou de 45,6% para 46,1%.
O levantamento também apontou crescimento mais forte entre trabalhadores indígenas, pretos e pardos, além de avanço expressivo entre jovens de 18 a 24 anos, com aumento de 1,21 milhão de vínculos em 12 meses.
Perfil dos vínculos
Quem mais avançou no período
Mulheres: chegaram a 28,6 milhões de vínculos formais.
Jovens: faixa de 18 a 24 anos teve avanço de 1,21 milhão.
Diversidade: houve crescimento entre indígenas, pretos e pardos.
Mercado de trabalho formal avança mais no Norte
Os dados do mercado de trabalho formal mostram que Norte, Nordeste e Centro-Oeste tiveram os maiores crescimentos proporcionais. A região Norte liderou com alta de 4,16%, seguida pelo Nordeste, com 3,27%, e pelo Centro-Oeste, com 2,70%.
Em números absolutos, Minas Gerais e São Paulo se destacaram entre os estados com maior criação de empregos formais, com 271,2 mil e 148,5 mil novos vínculos, respectivamente.
Para o mercado de trabalho formal, os resultados indicam expansão nacional, mas com diferenças entre regiões, setores e tipos de vínculo. O setor de serviços continuou concentrando a maior parcela da massa salarial.
Resumo final
O mercado de trabalho formal chegou a 62,2 milhões de vínculos e cresceu 3,6% em um ano.
O setor público puxou a alta, enquanto mulheres, jovens e regiões como o Norte também registraram avanço importante.
O governo informou que encontrou inconsistências em dados de remuneração enviados por empregadores. Por isso, os dados salariais foram divulgados apenas até dezembro de 2025, enquanto novas análises serão feitas antes das próximas atualizações.
O mercado de trabalho formal segue como indicador importante para medir a geração de renda, a força dos vínculos protegidos e a dinâmica da economia brasileira.
Agência Brasil


























