O vazio sanitário da soja começou em Rondônia e exige atenção dos produtores rurais em todo o estado. O período segue até 10 de setembro e proíbe a semeadura ou manutenção de plantas vivas de soja no campo.
A medida é adotada para reduzir a incidência da ferrugem asiática, uma das principais doenças da cultura. Durante o vazio sanitário da soja, a orientação é eliminar plantas voluntárias, também conhecidas como soja tiguera ou guaxa.
Neste artigo, você vai ver:
- até quando vale o vazio sanitário da soja em Rondônia;
- quais práticas ficam proibidas durante o período;
- por que a regra ajuda no controle da ferrugem asiática;
- como a Idaron deve orientar e fiscalizar os produtores.
Vazio sanitário da soja segue até setembro
Em Rondônia, o vazio sanitário da soja vai de 10 de junho a 10 de setembro. Nesse intervalo, produtores não podem semear soja nem manter plantas vivas da cultura em propriedades rurais, áreas irrigadas ou locais onde a planta nasça de forma espontânea.
A regra vale para todo o território estadual e busca interromper o ciclo do fungo causador da ferrugem asiática. Sem plantas hospedeiras durante a entressafra, a pressão da doença tende a ser menor na próxima safra.
Início: 10 de junho.
Fim: 10 de setembro.
Regra: não manter plantas vivas de soja.
Produtores devem eliminar soja voluntária
Durante o vazio sanitário da soja, a Idaron orienta que todas as plantas voluntárias sejam eliminadas. Essas plantas podem surgir após a colheita e manter o fungo ativo no ambiente, inclusive em áreas próximas a outros cultivos.
A atenção deve ser maior em lavouras irrigadas e em áreas associadas ao milho, sorgo ou milheto. A permanência de soja viva nesses locais também é proibida, porque pode comprometer o controle sanitário e elevar o risco para a safra seguinte.
Não é permitido plantar soja durante o período determinado.
Plantas voluntárias precisam ser eliminadas das áreas de produção.
Atenção também vale para plantas nascidas em faixas próximas às lavouras e rodovias.
Medida combate a ferrugem asiática
O vazio sanitário da soja é uma estratégia de defesa vegetal usada para controlar a ferrugem asiática. A doença é causada pelo fungo Phakopsora pachyrhizi e pode afetar a produtividade quando encontra condições favoráveis de sobrevivência e disseminação.
Ao retirar plantas hospedeiras do campo, o vazio sanitário da soja reduz a possibilidade de permanência do fungo durante a entressafra. Isso ajuda a proteger as lavouras, diminui a pressão da doença e pode contribuir para reduzir custos de produção.
Doença: ferrugem asiática da soja.
Foco: interromper o ciclo do fungo.
Resultado: lavouras mais protegidas na retomada do plantio.
Fiscalização será feita pela Idaron
A Idaron informou que realizará ações de orientação e fiscalização durante o período. O trabalho segue normas federais e estaduais ligadas ao controle da ferrugem asiática e ao calendário fitossanitário da cultura da soja.
O cumprimento do vazio sanitário da soja é considerado uma responsabilidade compartilhada entre produtores, poder público e demais agentes ligados à cadeia produtiva. Em caso de descumprimento, podem ser aplicadas sanções previstas na legislação.
Manter soja viva no campo durante o período proibido pode gerar autuação. A recomendação é verificar áreas produtivas, margens, rebrotas e plantas voluntárias.
A sojicultura tem papel importante no agro de Rondônia, e a prevenção sanitária ajuda a manter competitividade, produtividade e segurança para a próxima safra. Por isso, o cumprimento das regras é essencial para proteger o setor e evitar prejuízos no campo.
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