domingo, agosto 23, 2026
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PF e forças de segurança miram grupo suspeito de tráfico e lavagem em Porto Velho

Operação Distribuidor investiga arrecadação em pontos de venda de drogas e um esquema de ocultação patrimonial que teria atuado entre 2022 e 2026.

Operação Distribuidor reúne forças de segurança em Porto Velho
FICCO/RO cumpriu uma prisão temporária e seis buscas durante a Operação Distribuidor em Porto Velho.

A Operação Distribuidor foi deflagrada nesta sexta-feira (21) em Porto Velho pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado em Rondônia (FICCO/RO), estrutura que reúne Polícia Federal, Polícia Civil, Polícia Penal Estadual, Polícia Militar e Polícia Penal Federal. A ação cumpriu um mandado de prisão temporária e seis mandados de busca e apreensão domiciliar, expedidos pela 1ª Vara de Garantias da Comarca de Porto Velho.

O foco da apuração vai além do cumprimento dos mandados. Segundo a Polícia Federal, os investigadores identificaram uma estrutura de arrecadação periódica ligada a pontos de comercialização de entorpecentes, com controle contábil próprio, além de mecanismos de ocultação e dissimulação patrimonial que teriam dado suporte financeiro ao grupo investigado. A PF afirma que essa dinâmica teria alcançado também municípios do interior de Rondônia, sem informar, no comunicado, quais cidades são citadas na investigação.

Operação Distribuidor mira estrutura financeira investigada

De acordo com a PF, a investigação aponta que o grupo mantinha uma arrecadação periódica junto a pontos de comercialização de drogas. Os valores seriam acompanhados por um controle contábil próprio, o que permitiu aos investigadores direcionar a apuração não apenas para pessoas, mas também para a movimentação patrimonial associada ao núcleo investigado.

O comunicado oficial não detalha valores arrecadados nem identifica os pontos de venda de drogas ou os municípios do interior ligados à estrutura. Por isso, o alcance estadual deve ser tratado como linha da investigação, e não como confirmação de que os mandados desta sexta-feira foram cumpridos fora de Porto Velho.

A suspeita central é de que mecanismos de ocultação e dissimulação de patrimônio teriam sido usados para sustentar financeiramente a organização investigada. Essa hipótese explica por que a Operação Distribuidor combina medidas pessoais, como a prisão temporária e as buscas, com medidas voltadas a imóveis, veículos, contas e outros bens.

Operação Distribuidor: Justiça atinge imóveis, veículos e ativos

Além da prisão temporária e das seis buscas, a Justiça determinou o sequestro de cinco imóveis, o bloqueio de ativos financeiros, a restrição de circulação e de transferência de três veículos e a indisponibilidade de outros bens imóveis registrados em nome dos investigados.

O que significa o limite de R$ 6,8 milhões

A PF informa que as medidas patrimoniais observam um limite individualizado aproximado de R$ 6,8 milhões por pessoa física ou jurídica. Isso não significa que esse valor tenha sido apreendido, encontrado ou movimentado pelos investigados. Trata-se do teto informado para as medidas cautelares aplicadas individualmente.

Na Operação Distribuidor, as restrições buscam impedir ou limitar a movimentação dos bens atingidos enquanto as decisões judiciais estiverem em vigor. A divulgação oficial não apresenta um valor total efetivamente bloqueado nem informa quanto havia nas contas alcançadas pela medida.

Operação Distribuidor aplica medidas sobre imóveis, veículos e ativos de investigados
O limite aproximado de R$ 6,8 milhões é individual por pessoa física ou jurídica e não representa valor apreendido.

O que é a FICCO e quem integra a força em Rondônia

A FICCO/RO é uma força integrada criada para reunir capacidades de investigação, inteligência e atuação operacional de diferentes órgãos no enfrentamento ao crime organizado. Publicações recentes da própria Polícia Federal confirmam a composição atual com Polícia Federal, Polícia Civil, Polícia Penal Estadual, Polícia Militar e Polícia Penal Federal.

Essa integração permite mobilizar informações e equipes de instituições distintas numa mesma apuração. Em operações recentes em Rondônia, a FICCO também atuou contra tráfico de drogas, fraudes eletrônicas e lavagem de dinheiro.

Operação Distribuidor abrange fatos de 2022 a 2026

Segundo a PF, as apurações da Operação Distribuidor abrangem fatos ocorridos entre 2022 e 2026. Os crimes investigados são tráfico de drogas, associação para o tráfico, integração a organização criminosa e lavagem de capitais.

As medidas cumpridas nesta sexta-feira fazem parte da investigação e não representam condenação. A divulgação oficial não identificou os alvos nem informou eventual denúncia apresentada à Justiça. Até esta etapa, as afirmações sobre arrecadação, ocultação patrimonial e atuação territorial devem ser atribuídas à investigação e à Polícia Federal.

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Fontes: Polícia Federal — Comunicação Social em Rondônia; publicações institucionais recentes da PF sobre a FICCO/RO.

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