
O Move Brasil passou a permitir o financiamento de carros novos com valor de até R$ 200 mil para motoristas de aplicativo, taxistas e cooperativas de táxi. O limite anterior era de R$ 150 mil. A mudança foi oficializada por portaria conjunta dos ministérios do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e da Fazenda, publicada em edição extra do Diário Oficial da União em 19 de agosto.
A atualização amplia a quantidade de veículos que podem entrar no programa e inclui mais configurações de híbridos. A regra vale em todo o país e alcança profissionais de Rondônia que atendam aos critérios. Estar habilitado no Move Brasil, porém, não significa ter o financiamento automaticamente aprovado: a concessão do crédito continua sujeita à análise da instituição financeira.
Move Brasil sobe de R$ 150 mil para R$ 200 mil
O principal ponto da nova regra é o valor máximo do veículo elegível. O teto passou para R$ 200 mil, considerando o valor da nota fiscal. Segundo o MDIC, a mudança amplia o alcance potencial do critério econômico de cerca de 63% para 88% do mercado brasileiro de vendas automotivas, com base nos emplacamentos de 2025.
A portaria também passou a admitir híbridos com diferentes combinações de fontes de energia, integrando motor elétrico e motor a combustão movido a álcool, gasolina ou ambos. Isso aumenta a variedade possível, mas o veículo ainda precisa constar entre os bens financiáveis do programa. O preço de até R$ 200 mil, sozinho, não torna qualquer automóvel automaticamente elegível.

Quem pode participar do Move Brasil
Para motoristas de aplicativo, o requisito oficial é ter cadastro ativo há pelo menos 12 meses e ter realizado ao menos 100 corridas nesse período, na mesma plataforma. Corridas feitas em plataformas diferentes não podem ser somadas para cumprir esse critério.
Taxistas devem estar devidamente registrados e ativos; a página atual do programa também informa exigência de regularidade fiscal e contempla motoristas cooperativos. O processo começa no portal oficial do Move Brasil, com acesso pela conta gov.br e autorização para consulta dos dados necessários à verificação de elegibilidade.
Cadastro no gov.br vem antes da análise de crédito
Depois da adesão, a validação cadastral pode levar até cinco dias úteis. Se o profissional for considerado apto, ele pode escolher um veículo elegível e procurar uma instituição financeira participante ou uma concessionária que opere com bancos credenciados. É nessa etapa que ocorre a análise de crédito.
- acessar o portal oficial do Move Brasil com a conta gov.br;
- autorizar a consulta dos dados para verificar a elegibilidade;
- aguardar a resposta do sistema, em até cinco dias úteis;
- se estiver apto, escolher um veículo que conste na lista financiável;
- solicitar o crédito e passar pela análise da instituição financeira.
A confirmação de participação no programa não obriga o banco a liberar o empréstimo. A instituição pode avaliar capacidade de pagamento, histórico de crédito, garantias e outros critérios previstos na política da operação.
Financiamento pode chegar a 72 meses
Na página do BNDES, o prazo informado para a modalidade é de até 72 meses, com carência de até seis meses. Durante a carência, o principal não é pago, mas os juros continuam devidos e não podem ser incorporados ao saldo devedor.
O BNDES informa custo final de até 11,5% ao ano para mulheres e até 12,6% ao ano para os demais beneficiários, além de participação de até 100% nos itens financiáveis. As condições efetivamente oferecidas, inclusive eventual entrada, dependem da instituição financeira responsável pela contratação.
O que motoristas de Rondônia precisam observar
Como o Move Brasil é nacional, motoristas de Porto Velho e do interior podem buscar a linha desde que cumpram as regras gerais. Não há uma cota estadual específica anunciada. O ponto central é não confundir o novo teto de R$ 200 mil com crédito garantido nesse valor: a quantia aprovada depende do veículo escolhido e da análise bancária.
Antes de fechar a compra, o profissional deve confirmar se o modelo está na lista vigente de bens financiáveis e comparar o custo total da operação. Para quem usa o carro como ferramenta de trabalho, parcela, combustível, seguro, manutenção e depreciação precisam entrar na conta para evitar que a renovação da frota comprometa a renda.
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Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
































