sábado, junho 27, 2026
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Justiça proíbe dentista de realizar cirurgias plásticas em Rondônia

Profissional fica impedida de ofertar rinoplastia e blefaroplastia, com multa diária se descumprir ordem federal.

Paciente em ambiente clínico com marcações no rosto e gesto de interrupção, representando proibição judicial de cirurgias plásticas.
Decisão judicial reforça alerta sobre segurança, habilitação profissional e riscos em procedimentos estéticos invasivos.

A Justiça Federal proibiu, em caráter definitivo, uma cirurgiã-dentista de realizar cirurgias plásticas em Rondônia. A decisão envolve procedimentos como rinoplastia, no nariz, e blefaroplastia, nas pálpebras, considerados exclusivos de médicos.

O processo corre em segredo de Justiça, por isso o nome da profissional não foi divulgado. Caso descumpra a determinação, ela poderá pagar multa de R$ 3 mil por dia. Além de não poder realizar as cirurgias plásticas, a dentista também está proibida de divulgar ou oferecer esses serviços em anúncios, redes sociais ou sites.

Neste artigo, você vai ver:

  • qual foi a decisão da Justiça Federal;
  • por que as cirurgias plásticas foram barradas;
  • o que disseram MPF e Cremero sobre o caso;
  • como pacientes podem checar a habilitação profissional.

Cirurgias plásticas foram consideradas exclusivas de médicos

A sentença confirma uma decisão liminar concedida em 2025 e teve parecer favorável do Ministério Público Federal em Rondônia. O caso começou após ação movida pelo Conselho Regional de Medicina de Rondônia, o Cremero.

Segundo a apuração, a profissional realizava procedimentos estéticos invasivos, como rinoplastia e blefaroplastia. Para o MPF, as cirurgias plásticas desrespeitaram a Lei do Ato Médico e normas dos conselhos de Medicina e Odontologia.

Decisão judicial
O que ficou proibido

Procedimentos: rinoplastia e blefaroplastia.

Divulgação: anúncios, redes sociais, sites e novos perfis.

Multa: R$ 3 mil por dia em caso de descumprimento.

Pacientes relataram lesões físicas e estéticas

De acordo com o Cremero, pelo menos quatro mulheres acionaram a Justiça após sofrerem lesões físicas e estéticas graves em procedimentos realizados na clínica da dentista. As pacientes teriam precisado passar por cirurgias reparadoras e longos períodos de internação.

Ao recorrer, a profissional alegou que a fiscalização de sua atuação caberia ao Conselho Regional de Odontologia, e não ao Conselho de Medicina. Ela também afirmou que, na época, havia uma decisão judicial autorizando dentistas a realizar alguns procedimentos estéticos.

Pontos centrais do caso
Origem
Ação foi movida pelo Cremero após denúncias de pacientes.
Parecer
MPF defendeu a manutenção da proibição.
Risco
Órgão apontou perigo à saúde de pacientes em práticas irregulares.

MPF defendeu manutenção da proibição

Segundo o Ministério Público Federal, a mudança da profissional para outro estado não elimina o risco de repetição da prática nem apaga os danos relatados pelas pacientes. O órgão também entendeu que manter a proibição ajuda a impedir que outros profissionais atuem fora dos limites da própria formação.

A Justiça determinou ainda que todos os anúncios relacionados às cirurgias plásticas sejam retirados de redes sociais, sites e qualquer novo perfil que a profissional venha a criar. Para o MPF, a decisão judicial citada pela dentista como argumento teve validade de apenas 65 dias.

Alerta ao paciente
Propaganda não comprova habilitação

Fotos de antes e depois, promessas em redes sociais e anúncios pagos não substituem a checagem da formação, do registro profissional e da autorização para realizar intervenções invasivas.

Cirurgias plásticas exigem checagem antes da contratação

Diante do caso, o Ministério Público orienta que pessoas interessadas em procedimentos estéticos invasivos pesquisem a formação e a habilitação dos profissionais antes de qualquer intervenção. A recomendação é consultar os conselhos profissionais e serviços oficiais, como a busca pública de médicos do CFM, para confirmar se o atendimento é regular.

O alerta vale especialmente para cirurgias plásticas oferecidas com forte apelo visual nas redes sociais. A aparência de segurança em fotos, vídeos e propagandas não garante que o serviço esteja dentro das normas exigidas.

Antes de contratar

Verifique registro, especialidade, experiência, local de atendimento e autorização legal para o procedimento. Desconfie de promessas rápidas, preços muito baixos e pressão para fechar o serviço.

O caso também reforça que cirurgias plásticas precisam de avaliação técnica, ambiente adequado, profissional habilitado e acompanhamento seguro. Em caso de dúvida, o paciente deve buscar informações oficiais antes de contratar.

A decisão definitiva sobre cirurgias plásticas mantém a proibição e reforça a fiscalização sobre práticas consideradas privativas da medicina. O episódio chama atenção para o cuidado necessário antes de realizar intervenções estéticas invasivas.