
Café indígena, produção sustentável e protagonismo dos produtores Paiter Suruí foram tema de um novo episódio do RuralCast. Gravado durante o Dia de Campo Paiter Suruí, na Comunidade Lapetanha, em Cacoal, o programa recebeu Joel Suruí, também conhecido como Oyyeter Suruí, produtor da Aldeia Amaral, na Terra Indígena Sete de Setembro.
Na conversa com Adalto Costa, Joel contou como a cafeicultura passou a fazer parte da rotina das famílias, ajudou a gerar renda, fortaleceu a permanência dos jovens no território e levou o nome do povo Paiter Suruí para mercados fora de Rondônia.
O episódio mostra que o café indígena não é apenas uma atividade econômica. Ele também carrega memória familiar, relação com a terra, preservação ambiental, trabalho coletivo e uma nova perspectiva para a juventude dentro da comunidade.
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Adalto Costa conversa com Joel Suruí sobre café indígena, produção sustentável, assistência técnica e o futuro dos jovens Paiter Suruí no campo.
Café indígena ganhou força na Terra Sete de Setembro
No início da entrevista, Joel Suruí se apresenta como morador da Aldeia Amaral, na Linha 11, dentro da Terra Indígena Sete de Setembro, em Cacoal. Ele explica que a relação com o café vem da família e acompanha sua história desde a infância.
Segundo Joel, o café passou a ser visto como parte da cultura produtiva da comunidade. A castanha segue presente na alimentação, na medicina tradicional e na história do povo Paiter Suruí, mas a cafeicultura ganhou espaço como fonte de renda e reconhecimento.
Para o produtor, falar de café indígena também é falar de continuidade. A lavoura conecta passado, presente e futuro, porque valoriza o trabalho dos mais velhos e oferece novas possibilidades para os jovens.
▶️ Assista ao trecho sobre a história de Joel Suruí
O produtor se apresenta e fala da relação antiga da família com o café dentro da Aldeia Amaral.
Assistência técnica ajudou a manter Joel na cafeicultura
Durante a conversa, Joel relembra que houve um período em que pensou em abandonar o café. Na época, a banana apresentava bom resultado dentro do território, e ele chegou a considerar cortar os pés de café para mudar de atividade.
A virada veio com a assistência técnica. Com orientação sobre manejo, irrigação, adubação e controle de pragas, a lavoura começou a responder melhor. O produtor afirma que esse apoio foi decisivo para recuperar a confiança na cafeicultura.
Esse ponto mostra como o café indígena depende não apenas de tradição, mas também de conhecimento técnico, acompanhamento no campo e políticas de apoio à produção sustentável.
▶️ Assista ao trecho sobre assistência técnica
Joel conta que pensou em deixar o café e explica como a assistência técnica ajudou a mudar o rumo da lavoura.
Família e qualidade aparecem como base da produção
Outro ponto forte da entrevista é o papel da família. Joel afirma que a força familiar foi essencial para que ele se tornasse uma referência dentro da Terra Indígena Sete de Setembro.
Ele também fala da participação no Concurso Tribos, onde costuma colocar seu café entre os melhores produzidos no território. Para alcançar esse resultado, segundo o produtor, é preciso cuidado, manejo adequado, dedicação e trabalho coletivo.
Hoje, Joel trabalha com cerca de seis mil pés de café. Ele explica que já teve uma quantidade maior, mas reduziu a área para cuidar melhor da lavoura e priorizar qualidade em vez de apenas volume.
▶️ Assista ao trecho sobre família e qualidade
O produtor fala da importância da família, da participação em concursos e da busca por um café de melhor qualidade.
Café especial chegou a mercados e aeroportos
Na entrevista, Joel também destaca que o café especial produzido pelos Paiter Suruí já alcança consumidores em outras regiões. Segundo ele, o produto pode ser encontrado em mercados nacionais e aeroportos.
Para quem cresceu vendo a família cuidar dos cafezais com poucos recursos, receber a notícia de que o café da aldeia chegou a consumidores em outros estados tem forte significado simbólico.
Esse avanço reforça a importância do café indígena como produto de identidade, qualidade e origem. Também mostra como a produção local pode ganhar visibilidade sem romper o vínculo com o território.
▶️ Assista ao trecho sobre mercados e aeroportos
Joel relata a emoção de ver o café da aldeia chegar a consumidores fora de Rondônia.
Produção une renda, território e preservação
Origem: o café ganha valor por estar ligado à história, à família e ao território Paiter Suruí.
Qualidade: assistência técnica, irrigação e manejo ajudam a melhorar o resultado da lavoura.
Futuro: a cafeicultura ajuda jovens a permanecerem no território com trabalho, renda e preservação ambiental.
Cafeicultura fortalece jovens dentro do território
Um dos momentos mais importantes do episódio é quando Joel fala sobre a juventude Paiter Suruí. Segundo ele, muitos jovens que antes pensavam em sair da aldeia para buscar trabalho fora passaram a enxergar na cafeicultura uma oportunidade dentro do próprio território.
Para Joel, produzir café também significa preservar o meio ambiente, manter a família próxima da terra e valorizar o trabalho da comunidade. Essa visão aproxima renda, identidade cultural e conservação ambiental.
O relato mostra que o café indígena pode ser uma ponte entre tradição e inovação. Ao mesmo tempo em que fortalece a produção, ajuda a manter a nova geração conectada à aldeia e à floresta.
▶️ Assista ao trecho sobre juventude e território
Joel explica como a cafeicultura mudou a visão dos jovens e fortaleceu o trabalho dentro da aldeia.
Joel Suruí quer melhorar ainda mais a produção
No encerramento, Joel agradece ao RuralCast, ao Senar, à Funai, às lideranças indígenas e às comunidades Paiter Suruí. Ele também reforça que a produção pode avançar ainda mais nos próximos anos.
A mensagem final é de valorização do trabalho coletivo. O café que sai da Terra Indígena Sete de Setembro carrega esforço, memória familiar, cuidado com a terra e esperança de futuro para novos produtores.
Para Rondônia, a história contada no RuralCast mostra como o agro também passa por experiências comunitárias, sustentáveis e ligadas à identidade dos povos indígenas. Nesse contexto, o café indígena se torna uma expressão de trabalho, cultura e desenvolvimento local.
Fonte da notícia:
RuralCast no YouTube.
Leia também na fonte original:
RuralCast Show.



























