quinta-feira, outubro 29, 2026
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Hospital de Base capacita enfermeiros para curativo a vácuo

Capacitação em Porto Velho abordou aplicação, monitoramento e contraindicações da técnica.

Enfermeiros em capacitação sobre curativo a vácuo no Hospital de Base, com demonstração da terapia por pressão negativa.
Composição editorial ilustrativa gerada por IA; não é fotografia da capacitação realizada no Hospital de Base.

O curativo a vácuo foi tema de uma capacitação para enfermeiros do Hospital de Base Dr. Ary Pinheiro, em Porto Velho, realizada nos dias 27 e 28 de outubro de 2026. A atividade buscou aprimorar os cuidados com pacientes que apresentam feridas complexas.

Organizada pelo Núcleo de Educação Permanente e pelo Núcleo de Cirurgia Plástica, a formação reuniu orientações sobre indicação, aplicação, acompanhamento e contraindicações da terapia por pressão negativa. A iniciativa também previu profissionais multiplicadores para compartilhar o conhecimento nas equipes.

O que foi ensinado na capacitação

A equipe recebeu instruções práticas sobre o uso da terapia por pressão negativa em feridas complexas, da avaliação inicial às etapas de aplicação e acompanhamento do curativo.

O treinamento abordou quando o curativo a vácuo pode ser indicado, como é aplicado e quais cuidados são necessários durante seu uso. A equipe recebeu orientações sobre acompanhamento do paciente, protocolos de segurança e situações em que a técnica não deve ser utilizada.

Como funciona o curativo a vácuo

Conhecido como curativo a vácuo, o sistema de terapia por pressão negativa aplica pressão controlada sobre a região da ferida. Segundo a explicação divulgada pela Sesau, esse mecanismo ajuda a retirar excesso de líquidos e secreções e favorece condições para a formação de novo tecido.

O uso depende de avaliação clínica. O procedimento pode ser realizado no leito hospitalar ou no centro cirúrgico, conforme a complexidade de cada caso. Portanto, não se trata de um curativo comum nem de uma técnica para aplicação sem acompanhamento especializado.

Faixa AgoraRO sobre treinamento para cuidados com feridas complexas, com representação ilustrativa de profissionais, curativo e equipamento de pressão negativa.
Composição editorial ilustrativa gerada por IA; não é fotografia da capacitação realizada no Hospital de Base.

Cuidados e contraindicações exigem avaliação profissional

A equipe também recebeu orientações sobre a observação da ferida, o monitoramento do paciente e o tempo de permanência do equipamento. A Sesau informa que o uso pode chegar a sete dias, dependendo da indicação e da avaliação dos responsáveis pelo tratamento.

Entre as situações mencionadas como contraindicações na capacitação estão feridas com câncer na área de aplicação, necrose seca e fístulas não exploradas. Essas condições demandam análise criteriosa e cumprimento dos protocolos clínicos. A indicação de qualquer tratamento deve ser definida pela equipe assistencial.

Formação de multiplicadores dentro do hospital

Uma das medidas destacadas no treinamento foi a escolha de um profissional por turma para atuar como multiplicador. A ideia é fazer com que o conhecimento adquirido seja compartilhado com outros integrantes das equipes, contribuindo para padronizar orientações e reforçar práticas seguras.

A iniciativa foi promovida pelo Núcleo de Educação Permanente (NEP) em conjunto com o Núcleo de Cirurgia Plástica do Hospital de Base. A atuação conjunta reúne a formação continuada e a experiência de uma equipe especializada no cuidado de feridas complexas.

O que a capacitação representa para pacientes de Rondônia

Para quem necessita de atendimento a feridas complexas, a qualificação das equipes é importante porque a indicação e o manejo do curativo a vácuo exigem conhecimento técnico. O treinamento tem potencial de aprimorar o atendimento e reforçar a segurança na utilização do método.

A capacitação não altera, por si só, as regras de acesso aos serviços. Pacientes devem seguir o encaminhamento e a avaliação da equipe responsável pelo tratamento.

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FONTE

Governo de Rondônia — Sesau/Secom: comunicado de 28 de outubro de 2026. Texto da fonte: Daiane Brito; fotos oficiais: Pablo Belo.