
O curativo a vácuo foi tema de uma capacitação para enfermeiros do Hospital de Base Dr. Ary Pinheiro, em Porto Velho, realizada nos dias 27 e 28 de outubro de 2026. A atividade buscou aprimorar os cuidados com pacientes que apresentam feridas complexas.
Organizada pelo Núcleo de Educação Permanente e pelo Núcleo de Cirurgia Plástica, a formação reuniu orientações sobre indicação, aplicação, acompanhamento e contraindicações da terapia por pressão negativa. A iniciativa também previu profissionais multiplicadores para compartilhar o conhecimento nas equipes.
O que foi ensinado na capacitação
A equipe recebeu instruções práticas sobre o uso da terapia por pressão negativa em feridas complexas, da avaliação inicial às etapas de aplicação e acompanhamento do curativo.
O treinamento abordou quando o curativo a vácuo pode ser indicado, como é aplicado e quais cuidados são necessários durante seu uso. A equipe recebeu orientações sobre acompanhamento do paciente, protocolos de segurança e situações em que a técnica não deve ser utilizada.
Como funciona o curativo a vácuo
Conhecido como curativo a vácuo, o sistema de terapia por pressão negativa aplica pressão controlada sobre a região da ferida. Segundo a explicação divulgada pela Sesau, esse mecanismo ajuda a retirar excesso de líquidos e secreções e favorece condições para a formação de novo tecido.
O uso depende de avaliação clínica. O procedimento pode ser realizado no leito hospitalar ou no centro cirúrgico, conforme a complexidade de cada caso. Portanto, não se trata de um curativo comum nem de uma técnica para aplicação sem acompanhamento especializado.
Cuidados e contraindicações exigem avaliação profissional
A equipe também recebeu orientações sobre a observação da ferida, o monitoramento do paciente e o tempo de permanência do equipamento. A Sesau informa que o uso pode chegar a sete dias, dependendo da indicação e da avaliação dos responsáveis pelo tratamento.
Entre as situações mencionadas como contraindicações na capacitação estão feridas com câncer na área de aplicação, necrose seca e fístulas não exploradas. Essas condições demandam análise criteriosa e cumprimento dos protocolos clínicos. A indicação de qualquer tratamento deve ser definida pela equipe assistencial.
Formação de multiplicadores dentro do hospital
Uma das medidas destacadas no treinamento foi a escolha de um profissional por turma para atuar como multiplicador. A ideia é fazer com que o conhecimento adquirido seja compartilhado com outros integrantes das equipes, contribuindo para padronizar orientações e reforçar práticas seguras.
A iniciativa foi promovida pelo Núcleo de Educação Permanente (NEP) em conjunto com o Núcleo de Cirurgia Plástica do Hospital de Base. A atuação conjunta reúne a formação continuada e a experiência de uma equipe especializada no cuidado de feridas complexas.
O que a capacitação representa para pacientes de Rondônia
Para quem necessita de atendimento a feridas complexas, a qualificação das equipes é importante porque a indicação e o manejo do curativo a vácuo exigem conhecimento técnico. O treinamento tem potencial de aprimorar o atendimento e reforçar a segurança na utilização do método.
A capacitação não altera, por si só, as regras de acesso aos serviços. Pacientes devem seguir o encaminhamento e a avaliação da equipe responsável pelo tratamento.
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Notícias sobre saúde pública e serviços em Rondônia.
Governo de Rondônia — Sesau/Secom: comunicado de 28 de outubro de 2026. Texto da fonte: Daiane Brito; fotos oficiais: Pablo Belo.





























