
Operação Carga Fria resultou na condenação de 18 integrantes de uma organização criminosa pela Justiça Estadual de Rondônia. De acordo com a Polícia Federal, que divulgou o resultado nesta terça-feira (27 de outubro de 2026), as penas somadas ultrapassam 374 anos de reclusão. A decisão está relacionada a crimes envolvendo tráfico interestadual de drogas e lavagem de dinheiro.
As investigações identificaram o transporte de entorpecentes de Rondônia para o Sudeste entre 2022 e 2024, sobretudo para São Paulo. Nesse período, foram apreendidas mais de 2,4 toneladas de drogas. A sentença também determinou a perda de bens vinculados às atividades criminosas. A nota oficial não informa os valores individuais das penas nem o trânsito em julgado.
Operação Carga Fria: o alcance das 18 condenações
Na Operação Carga Fria, a Justiça Estadual condenou 18 integrantes de uma organização criminosa cuja atuação foi investigada pela Polícia Federal. A soma das penas aplicadas ultrapassa 374 anos de reclusão, segundo comunicado oficial publicado em 27 de outubro de 2026. A informação representa o total das sanções, não uma pena individual de 374 anos nem a confirmação de que cada réu recebeu a mesma condenação.
Os crimes reconhecidos na sentença variam conforme a participação individual dos réus. A PF relaciona organização criminosa, tráfico de drogas, associação para o tráfico, lavagem de dinheiro, falsidade ideológica e fuga do local de acidente de trânsito. O órgão não informou as penas individuais ou o regime inicial de cada condenado na nota consultada.
Como as drogas eram transportadas de Rondônia para o Sudeste
A investigação da Operação Carga Fria identificou atividades do grupo entre 2022 e 2024. Conforme a PF, grandes quantidades de entorpecentes eram transportadas de Rondônia para a região Sudeste, especialmente o estado de São Paulo. Essa ligação interestadual ajuda a explicar a dimensão do caso para o estado.
O comunicado foi divulgado a partir de Vilhena, no sul de Rondônia, mas não detalha todos os itinerários, pontos de passagem, transportadoras ou localidades envolvidas. A reportagem não atribui participação criminosa a moradores, motoristas ou empresas sem identificação específica na apuração oficial.

Mais de 2,4 toneladas de drogas foram apreendidas na investigação
Durante a apuração que levou à Operação Carga Fria, foram apreendidas mais de 2,4 toneladas de drogas, entre cocaína, pasta-base de cocaína e skunk. Em uma ocorrência atribuída à atuação do grupo, o material apreendido chegou a quase uma tonelada, segundo a Polícia Federal.
Os volumes se referem ao conjunto das investigações, não a uma nova apreensão ocorrida no dia do anúncio da sentença. A PF não divulgou, nesse comunicado, a distribuição completa das quantidades por ocorrência ou a vinculação individual de cada réu a cada carregamento.
O esquema de lavagem incluía empresas de transporte e autoescola
A Operação Carga Fria também revelou mecanismos para dissimular a origem de recursos e ocultar patrimônio, conforme a PF. De acordo com a PF, eram utilizadas empresas de fachada ligadas ao setor de transportes, registradas em nome de terceiros, além de uma autoescola adquirida com dinheiro proveniente das atividades criminosas.
Os investigadores também apreenderam uma máquina de gravação a laser empregada na produção de lacres falsificados. O comunicado, porém, não individualiza a responsabilidade de cada condenado pelo equipamento nem informa o valor dos bens envolvidos na ocultação patrimonial.
Quais bens a Justiça determinou perder em favor da União
A sentença ligada à Operação Carga Fria, relatada pela Polícia Federal, também determinou o perdimento de bens vinculados às atividades criminosas, em favor da União. A relação divulgada inclui caminhões, semirreboques, outros veículos, imóveis, joias, valores em espécie e empresas usadas para ocultação patrimonial.
A determinação judicial é distinta da apreensão de drogas durante a investigação. Sem a íntegra da sentença, não é possível informar o valor global do patrimônio atingido, a situação atual de cada bem ou eventuais recursos relativos ao perdimento.
O que ainda precisa ser esclarecido sobre o processo
A Operação Carga Fria foi deflagrada em dezembro de 2024, segundo a PF. A notícia de 27 de outubro de 2026 informa o resultado condenatório, mas não oferece o número do processo, a íntegra da sentença, a distribuição das penas por réu nem esclarece se foram interpostos recursos.
Por esse motivo, o AgoraRO não informa que a decisão transitou em julgado ou que todos os condenados foram presos depois da sentença. O dado confirmado é a condenação divulgada pela Polícia Federal e o total superior a 374 anos de penas. Atualizações processuais dependem de documentos ou comunicados posteriores.
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