
A Anvisa proibiu nesta terça-feira, 6 de outubro, a circulação de medicamentos irregulares que incluem uma apresentação de insulina glargina distribuída por empresa sem autorização e produtos com tirzepatida sem registro sanitário. A medida foi publicada na Resolução-RE nº 3.947/2026.
A decisão não significa que a insulina glargina ou a tirzepatida estejam proibidas no Brasil. O alvo são produtos específicos que não atendem às regras sanitárias. Essa diferença é importante para não confundir medicamentos regularizados com itens de procedência irregular.
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➜ Quais produtos foram proibidos
➜ O que aconteceu com a insulina glargina
➜ Por que tirzepatida regularizada não foi proibida
Quais produtos foram proibidos
A resolução alcança diferentes medicamentos irregulares. Entre eles está a insulina glargina 3 mL/100 UI distribuída pela Costa Mar Comércio Licitatório Ltda., além de produtos sem registro vendidos em canais irregulares.
BPC157 & TB500 40 mg — Alluvi Healthcare
NAD+ 1000 mg — Synedica Labs
Tirzegen 60 mg Tirzepatida — Oxygen Pharm
Retagen 40 mg Retatrutide — Oxygen Pharm
Glow GHK-CU 70 mg — Alluvi Healthcare
Retatrutide 40 mg — Alluvi Healthcare
Esses medicamentos irregulares não podem ser vendidos, fabricados, distribuídos, divulgados, transportados nem utilizados. A Anvisa também determinou que os itens irregulares sejam apreendidos.
O que aconteceu com a insulina glargina
No caso da insulina, a irregularidade está ligada à empresa responsável pela distribuição. Segundo a Anvisa, a Costa Mar Comércio Licitatório Ltda. não possuía Autorização de Funcionamento de Empresa para distribuir medicamentos.
Uma inspeção da Vigilância Sanitária Municipal de Petrópolis, no Rio de Janeiro, constatou ainda que a empresa não funcionava no endereço cadastrado e que não havia licença sanitária identificada naquele local. Por isso, a medida recai sobre a insulina glargina distribuída de forma irregular por essa empresa, e não sobre toda insulina glargina disponível no mercado.
A existência de medicamentos irregulares com determinado princípio ativo não torna automaticamente irregular todo medicamento que contenha esse mesmo princípio ativo.
Por que tirzepatida regularizada não foi proibida
Entre os produtos atingidos está o Tirzegen 60 mg Tirzepatida, da Oxygen Pharm, por falta de registro e comercialização em canal irregular. Isso não significa que todos os medicamentos com tirzepatida estejam proibidos.
A tirzepatida possui medicamentos regularizados no país. Por isso, ao avaliar alertas sobre medicamentos irregulares, o consumidor deve distinguir o princípio ativo de um produto específico sem registro. A proibição da Resolução-RE nº 3.947/2026 se concentra em itens determinados que não comprovaram regularização sanitária adequada.
Entre janeiro e abril de 2026, ações de fiscalização resultaram na apreensão de mais de 1,3 milhão de unidades de medicamentos injetáveis irregulares. A Anvisa também ampliou inspeções e medidas contra produtos injetáveis e agonistas de GLP-1 fora das regras sanitárias.
Como o consumidor pode se proteger
A principal orientação é evitar a compra de medicamentos irregulares em sites, perfis de redes sociais ou vendedores sem identificação clara e sem vínculo com estabelecimentos autorizados.
Produtos injetáveis de procedência desconhecida podem apresentar problemas de composição, conservação, esterilidade ou armazenamento. A embalagem ou o nome do princípio ativo, por si só, não comprovam que o item foi regularizado.
A Anvisa mantém um Sistema de Consultas com informações públicas sobre registro de medicamentos, produtos irregulares e Autorizações de Funcionamento de Empresas. A consulta ajuda a verificar se produto e empresa estão regularizados antes da compra.
O que a medida significa em Rondônia
A proibição é nacional e, portanto, também vale para estabelecimentos e consumidores de Rondônia. Isso significa que os medicamentos irregulares listados não podem circular nem ser utilizados no estado.
Até o momento, porém, não há informação específica na fonte consultada de que esses produtos tenham sido encontrados ou apreendidos em Rondônia. O impacto local é regulatório: farmácias, distribuidores, serviços de saúde e consumidores devem observar a proibição nacional.
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Fonte e estágio da informação: a matéria usa comunicado oficial da Anvisa publicado em 6 de outubro de 2026 e informações do sistema de consultas da Agência. A proibição atinge produtos específicos sem regularização adequada ou distribuídos de forma irregular; não representa proibição geral da insulina glargina ou da tirzepatida.





























